quinta-feira, 31 de maio de 2012

Solenidade da Santíssima Trindade


A  Igreja celebra a solenidade da Santíssima Trindade. Nesta festa somos chamados a nos debruçar sobre essa verdade: Deus é uno e trino. Um Deus em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo, que invocamos sempre quando participamos da missa ou fazemos uma oração. É o sinal de todo cristão. A Santíssima Trindade vem nos mostrar também que Deus é único, mas não solitário. E ressalta que, para alcançarmos a santidade, temos que aprender a amar e conviver fraternalmente com o próximo, como nos ensinou Jesus (Mc 12, 30-31). Amparados em Deus, uno e trino, peçamos a graça de sempre ajudar quem precisa com essa oração a Santíssima Trindade:
Santíssima Trindade, me acompanha por toda a vida,  seja sempre meu refúgio seguro. Pai Eterno, abençoa-me,  Jesus Cristo, Verbo de Deus, ajuda-me,  Espírito Santo, santifica-me. Com a Santíssima Trindade, que eu busque sempre o bem. 
Que Deus, na sua infinita misericórdia, abençoe você e sua família.
Padre Reginaldo Manzotti

quarta-feira, 23 de maio de 2012

ORAÇÃO PEDINDO OS DONS DO ESPÍRITO SANTO

Espírito Santo, concede-me o Dom da Sabedoria.
Sabedoria que faz caminhar nesta vida com o olhar na eternidade.
Sabedoria que vem do Alto mas faz viver com os pés no mundo e no coração do próximo.
Espírito Santo, derrama sobre a minha inteligência, pequena e limitada, o Dom do Entendimento, de forma abundante e profunda.
Revela-me os mistérios profundos de Deus.
Liberta-me das coisas fúteis da terra, para alcançar as verdades elevadas dos céus.
Mergulha-me nas verdades perenes da fé. 
Divino Espírito Santo, derrama sobre mim o Dom da Ciência, para que eu possa julgar corretamente o valor das coisas criadas. Tira de meus olhos o que me impede de ver a maravilha do mundo criado e de sua perfeita harmonia, da qual faço parte. Que ele não seja obstáculo para eu chegar a Deus, mas antes escada que me leve até Ele.Divino Espírito Santo, infunde-me o Dom do Conselho. Que o discernimento seja um fruto constante em mim.  Que Tua luz brilhe no horizonte do meu pensar e agir. Torna-me dócil às Tuas inspirações. Rompe a minha surdez aos apelos da Sagrada Escritura e aos ensinamentos da Igreja. Santo Espírito de Deus, por meio do Dom da Fortaleza, reveste-me de saúde no corpo e na alma, para a missão de discípulo de Jesus a qual fui chamado pelo batismo. Nesta missão de lutar pelos valores de Cristo, faze-me firme e perseverante até o fim. Na Tua fortaleza, que eu me refugie. Na Tua fortaleza, que eu avance. Pela Tua fortaleza, que eu lute. Com Tua fortaleza, que eu persevere. Espírito Santo, vem a mim com o Dom da Piedade. Inflama meu coração e minh‚alma do amor ardente a Deus. Que a verdadeira piedade me faça crer na Providência Divina. Que o desrespeito dê lugar à serenidade nas minhas aflições. Divino Espírito, que é fruto do amor do Pai e do Filho, através o Dom do Temor de Deus, Dá-me um amor reverente ao Três-vezes-Santo. Inebria-me de amor de tal forma e tanto que eu não consiga fazer algo além de amar a Deus e ao próximo.
Amém
Que Deus abençoe e o Espírito Santo ilumine você e sua família.
Padre Reginaldo Manzotti

segunda-feira, 21 de maio de 2012

O que é Pentecostes....



Pentecostes é uma celebração muito importante do calendário cristão, e comemora a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos de Jesus Cristo. Pentecostes é celebrado 50 dias depois do domingo de Páscoa, e no décimo dia depois do dia da Ascensão. O termo Pentecostes é de origem grega, e o significado é quinquagésimo, e junto com Natal e Páscoa, é a terceira data mais importante do Ano Litúrgico. No Novo Testamento, Pentecostes é o dia da vinda do Espírito Santo, da chegada de Cristo na Terra, Pentecostes marca o final da festa Pascal.
Origem de Pentecostes
Pentecostes celebra a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos e seguidores de Cristo, durante aquela celebração judaica do quinquagésimo dia em Jerusalém, e também é considerado o dia do nascimento da igreja.

Festa de Pentecostes



Dentro de alguns dias, festejaremos o Pentecostes. No tempo de Jesus, e ainda hoje, os judeus celebram neste dia a entrega das tábuas da Lei a Moisés, no Sinai. Foi o cumprimento da promessa feita a Abraão, aliança feita doravante, já não a um homem ou a uma família, mas a um povo, escolhido, eleito. Neste mesmo dia, os cristãos celebram a vinda do Espírito Santo, o dom prometido por Jesus e já anunciado pelo profeta Joel (cf. Jl 3,1), o cumprimento da nova e eterna Aliança, inaugurada pela morte e ressurreição de Cristo, o nascimento do novo povo de Deus, a Igreja.  
No dia de Pentecostes, em Jerusalém, o Espírito veio como um vento que enchia a sala onde estavam os Apóstolos. Senhor e fonte de vida, ele sopra onde quer, dizia Jesus a Nicodemos (cf. Jo 3,8). Tornemo-nos disponíveis a esse sopro. Que ele nos transforme e nos conduza na missão que recebemos no dia da Ascensão: «Ide, anunciai a Boa Nova!». À nossa maneira, a equipa internacional de Evangelho Quotidiano, tem-se esforçado por levar a Palavra de Deus a toda a terra e, neste momento, é com grande alegria que informamos os nossos leitores de que, muito em breve, começaremos este serviço também em língua chinesa. O Santo Padre Bento XVI propôs que o próximo dia 24 fosse, para toda a Igreja, dia de oração pelos cristãos da China. Unamo-nos a esta intenção e rezemos para que o Evangelho seja cada vez mais acolhido nesse imenso país. E, já agora, prezados assinantes, se conhecerem, direta ou indiretamente, chineses e chinesas, na China ou em qualquer parte do mundo, não deixem de lhes falar deste serviço que vai começar. Logo que tenhamos a indicação do respetivo endereço eletrônico, vo-lo transmitiremos.

Com os votos de um santo e frutuoso Pentecostes,
saúda-vos com amizade a equipa de Evangelho Quotidiano em língua portuguesa.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Orações para pedir chuva e bom tempo, além de uma prece especial para repelir as tempestades.


A Igreja tem a missão de antecipar essa situação, tanto que no Missal Romano - livro usado na Missa com as leituras próprias do celebrante - existe diversas celebrações votivas. Hoje, transcrevo aqui as orações para pedir chuva e bom tempo, além de uma prece especial para repelir as tempestades.
Para pedir chuva
"Ó Deus, em quem vivemos, nos movemos e somos,
concedei-nos as chuvas necessárias,
para que, auxiliados quanto aos bens da terra,
desejemos com mais confiança os do céu.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
na unidade do Espírito Santo. Amém." 
Para pedir bom tempo
"Ó Deus eterno e todo poderoso,
vossos castigos nos curam e vosso perdão nos conserva;
concedei que nos alegremos com o bom tempo
e usemos sempre os vossos dons
para vossa glória e nossa salvação.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
na unidade do Espírito Santo. Amém."
Para repelir as tempestades
"Ó Deus, a quem todos os elementos obedecem,
aplacai as tempestades,
para que o temor, inspirado pelo vosso poder,
se transforme em louvor.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
na unidade do Espírito Santo. Amém."
Que Deus abençoe você e sua família.
Padre Reginaldo Manzotti.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

MAIO, MÊS de MARIA e MÊS das MÃES.....


Este é um mês especial! Mês das Mães
As Mães que Deus escolheu para nos gerar, criar, educar, proteger e amar. Não foi por mero acaso. É o Mês de MARIA, a Mãe de Jesus . Maria, através de seu semblante deixa transparecer a divindade de seu Filho muito amado, Jesus. Ela é a Mãe do Puro Amor. Maria é promessa e esperança, é ternura e solidariedade, é bondade e amor. É o veículo direto que nos comunica com Seu Filho. É nossa intercessora. A ela, confiamos nossas fraquezas, nossos sofrimentos, nossas limitações. Maria é nosso SOCORRO!     O colo de Maria é maternal. Nele, encontramos abrigo e consolo. Ela nos conforta, nos acalenta. A presença da Virgem Maria em nossas vidas é real. Maria nos guia a cada momento. É mãe cuidadosa e amorosa com seus filhos. Assim, também, devemos ser com nossos filhos, semelhantes à Maria. Tratá-los com carinho sob nossa orientação e cuidados, mesmo que tenhamos que nos esforçar em certas ocasiões. Devemos ser fiéis à Mãe de Deus, oferecendo nossas orações, aflições, angústias e tendo-a em lugar especial e respeitoso em nossas vidas. Ela, não se esquece de nós. Precisamos ser Mães como Maria, acalentando nossos filhos, educando-os e amando-os, dentro dos princípios morais, éticos e religiosos. Sejamos mães comprometidas com nossos filhos, até as últimas conseqüências. Isso, alegrará o Coração de Maria. Maria supervisiona nossa maternidade. Ela é Mãe Celeste das Mães. Ela nos abençoa e solidifica nossa fé em seu Filho amado. Com Maria firmamos nosso elo de união com Jesus Cristo seu FILHO.
O profundo mistério de ser Mãe de Deus a coloca numa posição privilegiada na história da salvação, elevando-a acima de todas as criaturas. Porém, não podemos esquecer que sua vida foi de ser humano normal semelhante à nossa, com as devidas diferenças da época. Mas, as preocupações, sofrimentos, trabalhos, exatamente, como nós. Estamos acostumados a vê-la nos altares, merecidamente, envolta em vestes douradas, mãos postas, glorificada. Mas... Nos esforcemos para também vê-la de avental, cozinhando e lavando como nós. Nossa relação com Nossa Senhora é uma relação de infinita igualdade e ao mesmo tempo de grandezas diferentes.
E o SIM de Maria? É o SIM do verdadeiro e Santo Amor. Queremos pedir um pouco da sua coragem, para darmos o “SIM” necessário à realização do Plano de Deus em nós. O Sim da Virgem Maria a coloca em plena disponibilidade ao Criador. Sem pensar nas conseqüências, faz a sua entrega, entrega total de prova de amor. Maria foi o maior exemplo de fé, de certeza, fidelidade ao Pai. Renuncia sua própria vida de jovem comum e assume o principal papel na História Universal, o de Mãe de Deus.
Sejamos como Maria, Mães amáveis, mães responsáveis, mães em regime integral. O nosso culto à Virgem Santíssima, Mãe de Deus, Rainha de Todos os Anjos e Santos é de SUMA VENERAÇÃO-HIPERDULIA.
A Igreja estabeleceu duas festas de preceito e honra à Virgem Maria.  A Festa da Imaculada Conceição no dia oito de dezembro e a Festa da Assunção de Maria em quinze de Agosto. As demais festas celebram os Privilégios de Maria. E são muitas,  pois ela tem muitos títulos. No segundo domingo do mês de maio, comemoramos o Dia da Mãe, que na verdade, é todo dia. Mãe não tem férias, assim como não tiramos férias de Deus. A Mãe exerce sua maternidade até o fim.  São Bernardo, devoto mariano, dizia que o Coração de Maria Santíssima é como um quadro onde estão pintados todos os atrozes sofrimentos de seu Filho. Para conhecê-los, não é preciso fitar a cruz, basta observar o coração da Mãe Dolorosa.Os espinhos que ferem a cabeça de Jesus, os pregos que transpassam os pés, as mãos, as feridas que lhe cobrem os ombros, os insultos, as angustias, tudo isso está visivelmente esculpido no coração da Santíssima Virgem. No Coração das mães, também estão cravados os sofrimentos de seus diletos filhos. Como a Virgem Maria, as Mães têm seus sofrimentos e suas dificuldades. Confiemos nossas tribulações à Maria. Nas suas freqüentes aparições ela repete: “Orai, orai muito pela conversão dos pecadores! Fazei penitência!”
Devemos fazer o que ela nos pede.  São vários seus títulos e muitos tratamentos especiais. Podemos e devemos tratá-la com respeito e dignidade. Entre muitos, Santíssima Virgem Maria, Nossa Senhora, Mãe de Deus ou simplesmente MARIA.
A exemplo de Maria, mulheres, sejamos Mães com docilidade, paciência e serviço, tudo temperado com fartas doses de Amor para exercermos o dom nobre desta linda e especialíssima missão: MÃE!

Lourdinha Salles e Passos      JMJ

O Rosário: como rezá-lo bem (I)


quinta-feira, 19 de abril de 2012

A intercessão dos santos.......


A intercessão dos santos é um tema que gera muitas dúvidas.   Por isso, especialmente hoje, abordo aqui este assunto. O Catecismo da Igreja Católica diz: "Eles (os santos) não deixam de interceder por nós ao Pai, apresentando os méritos que alcançaram na terra pelo único mediador de Deus e dos homens, Cristo Jesus. Por conseguinte, pela fraterna solicitude deles, nossa fraqueza recebe o mais valioso auxílio" (CIC 956). O texto explica que Jesus Cristo é o único mediador entre Deus e os homens (1Tm 2,5). Todas as graças e milagres não vêm dos santos e sim de Deus. No livro "20 Passos para a Paz Interior" explico que na teologia existe o que chamamos de Mysterim Lunae. Ou seja, Maria e todos os santos brilham como a lua, pois não resplandecem por luz própria, apenas refletem a luz de Cristo. Portanto, não devemos ter receio de rezar pedindo a intercessão dos santos. A Igreja Católica deixa bem claro como devemos nos relacionar com eles. Ainda, no mesmo livro, explico os três tipos de culto: latria, que quer dizer adorar (é o culto reservado a Deus); dulia, que tem o sentido de honrar (especial aos santos); e o hiperdulia, que está acima do culto de honra, sem atingir o de adoração (este é reservado somente a Maria Santíssima, como Mãe de Deus). Que Deus nos abençoe e que Nossa Senhora e todos santos intercedam por nós, amém.
Padre Reginaldo Manzotti

quinta-feira, 12 de abril de 2012

E eis que Deus decide fazer novas todas as coisas (cf. Is 65,17)


Naquele belo poema que ouvimos na vigília pascal, o autor do livro do Génesis recorda-nos a obra da Criação e acaba-o contemplando: «Assim foram terminados os céus e a terra… No sétimo dia, Deus repousou de todo o trabalho por Ele realizado» (Gn 2, 1-2). É o shabbat, o dia do Senhor, o dia em que, segundo a antiga Lei, ninguém deveria trabalhar, «nem tu, nem os teus filhos e filhas, nem o teu escravo ou escravo… nem o estrangeiro que está dentro das tuas portas» (Dt 5,14). Todos somos chamados a parar, diante das maravilhas da obra do Senhor Deus. E eis que Deus decide fazer novas todas as coisas (cf. Is 65,17). Na sua bondade infinita, na sua misericórdia, perante o homem infiel e esmagado pelos seus pecados, Deus decide enviar o Seu Filho, o Verbo eterno, Jesus, Filho do homem e Filho de Deus, encarnado, morto e ressuscitado por nós e para nossa salvação. É um novo “primeiro dia”, em que Deus diz outra vez «Faça-se luz!» (Gn 1,3), não a luz que destruiu o caos inicial mas a luz sem fim, a luz que brilhará para sempre (cf. Ap 21,23). É a nova Criação que se inicia. «Este é o dia que o Senhor fez», diz o Salmo 118 (Sl 118-117,24) que cantamos ao longo de toda a semana pascal. Contudo, nesta nova Criação, nós não somos apenas a mais bela manifestação do poder do Criador («Deus viu que era muito bom», Gn 1,31), mas fazemos parte do projeto. «Corpo de Cristo» (1 Co 12,27), «mortos e ressuscitados» com Cristo (cf. Rm 6,4), somos também atores desta salvação universal. A liturgia oferece-nos cinquenta dias “dos nossos” para contemplarmos este “dia do Senhor”, para meditarmos e vivermos esta pertença – cinquenta dias de Páscoa! Animemo-nos uns aos outros para encontrarmos a nossa resposta pessoal a viver este apelo de anunciarmos a luz da Ressurreição, de nos tornarmos caminho de paz e de salvação para todos os homens e mulheres «por Deus amados» (cf. Lc 2,14).
Com os votos de um tempo pascal muito fecundo,
a equipe de Evangelizo em língua portuguesa

terça-feira, 10 de abril de 2012

Escolha a vida......


O Supremo Tribunal Federal está prestes a julgar uma das causas mais polêmicas que habitam seus escaninhos: o aborto de meroanencefalia (meros = parte), comumente denominado anencéfalo. E esta polêmica se justifica pelo fato de que este tema envolve aspectos médicos, jurídicos, sociais e culturais. Além disso, as decisões que aqueles que têm a responsabilidade de bem interpretar a “Constituição Cidadã” terão consequências na história, na compreensão do valor que uma sociedade dá à vida. Realmente é uma gravíssima situação.  Primeiramente, vale esclarecer que a anencefalia é caracterizada pela ausência dos ossos do crânio, com exceção do osso frontal, com má formação (ou ausência) dos hemisférios cerebrais.  A criança nasce com vida, contudo, há curta expectativa de vida extrauterina, embora se tenha notícias de maior durabilidade em alguns casos.  E aqui reside um aspecto relevante para a abordagem do assunto. O anencéfalo possui vida porque há atividade encefálica, atividade esta que deve cessar para que seja declarada a morte do paciente. Além disso, a criança portadora de anencefalia apresenta atividade respiratória, inclusive sem uso de aparelhos, o que reforça a caracterização da vida.   Dessa forma, a antecipação do parto de anencéfalos, como tratado no processo em trâmite no STF, se assemelha ao aborto porque se abrevia a expectativa de vida do nascituro. A propósito, outro aspecto importante é que o ordenamento jurídico pátrio atribui personalidade civil e direitos ao nascituro, como preceitua o Código Civil Brasileiro. Portanto, a legislação brasileira não permite que esses direitos sejam cessados por ato voluntário e arbitrário de quem quer que seja, sob pena de se sujeitar às sanções penais.  Na mesma linha corroborada pelo Código Civil, a própria Constituição Federal enuncia a vida como um direito fundamental, como esculpido no “caput” do artigo 5º. E é fato que nos casos de anencefalia há vida intrauterina, a qual, repise-se, não pode ser cessada ou abreviada por circunstâncias arbitrárias.  Também a Convenção sobre os Direitos da Criança reconhece a necessidade de proteção legal à criança, antes e depois do nascimento, amparando a vida intrauterina, característica nos casos de anencéfalos. Com efeito, a antecipação do parto dessa natureza se distancia da proteção à criança, de que trata essa Convenção.  Finalmente, é importante ressaltar que a curta expectativa de vida não permite se dispor dos demais direitos do anencéfalo, inclusive o direito à vida, como estabelecido pela Carta Magna. Dessa forma, por todos esses motivos, a antecipação do parto de anencéfalos se distancia de todas as bases e parâmetros sobre os quais foram construídas as normas que regem o Estado Democrático de Direito.  Mesmo sabendo que nem tudo aquilo que é legal é moral, colocamos diante da sociedade a preocupação com o direcionamento que tem sido dado à sociedade em certos tipos de legislação que, sem dúvida, terá consequências históricas em nossa cultura. A opção por uma cultura de morte ou de vida vai depender dessas decisões. Olhamos com carinho para as mães que sabemos acabam entrando nessa história levadas pelas pressões atuais, e acabam sofrendo muito mais com esse atentado em suas vidas.  Para nós, cristãos e católicos, será triste ver vencer uma cultura de morte justamente na semana da oitava da Páscoa, quando falamos e anunciamos exatamente o contrário – a vida que vence a morte!   Espero que uma história bem imparcial julgue, no futuro, os passos que hoje estão direcionando nossa sociedade. 

Dom Orani João Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro - RJ

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Páscoa é uma festa de família....



Que conceito bonito este de que a família é a Igreja doméstica:

"Em nossos dias, num mundo que se tornou estranho e até hostil à fé, as famílias cristãs são de importância primordial, como lares de fé viva e irradiante. Por isso, o Concilio Vaticano II chama a família, usando uma antiga expressão, de “Eclésia domestica”. É no seio da família que os pais são 'para os filhos, pela palavra e pelo exemplo... os primeiros mestres da fé. E favoreçam a vocação própria a cada qual, especialmente a vocação sagrada'” (Catecismo da Igreja Católica, n° 1656).
O lar cristão é o lugar em que os filhos recebem o primeiro anúncio da fé. Por isso, o lar é chamado, com toda razão, de “Igreja doméstica”, comunidade de graça e de oração, escola das virtudes humanas e da caridade cristã (Catecismo da Igreja Católica, n° 1666).
Os pais são os primeiros a transmitir a fé, os valores cristãos e universais e uma boa educação para os filhos. Pai e mãe são mestres da vida, pela palavra e pelo exemplo eles nos ensinam coisas que vamos levar para a vida toda, que irão influenciar as nossas escolhas e, principalmente, formar a nossa consciência do bem e do mal. Serão os primeiros catequistas, que, muito mais do que ensinar, irão transmitir pela prática, porque os filhos os verão fazendo.
Eu mesmo poderia dizer da minha mãe e da minha avó quando as via rezar o terço diante da imagem de Nossa Senhora: “Era uma santa ouvindo o que a outra santa dizia!” Meus pais imprimiram em mim muito mais do que traços biológicos e heranças hereditárias, qualidades e defeitos e o desejo de um futuro brilhante. Eles fizeram com que eu experimentasse o amor de Deus e a graça da fé. Quando ainda era criança, sem que eu entendesse, me deram um banho de Água Viva, que me fez nascer de novo e me enxertou em Cristo Jesus. Dando-me assim o Dom da imortalidade e a graça de pertencer a uma família muito grande: a Igreja!
Como explicar para as nossas crianças e jovens que, na Páscoa, o mais importante é a festa da vida que vence a morte? Que Cristo verdadeiramente foi morto numa cruz e que, por aceitar morrer assim, Ele nos libertou do pecado e nos salvou pela Sua Ressurreição? A Páscoa é uma festa de família, porque viver ressuscitado é saboroso como o chocolate, é cheio de vida como o ovo e é tão fecundo como um casal de coelhinhos. É preciso ter a coragem de celebrar a fé em família e ensinar o verdadeiro sentido de ser cristão. 
Celebrar a Páscoa é renascer com Cristo ressuscitado, é passar da morte para a vida, é vencer o pecado e a morte. É também celebrar a vida com o sabor de um ovo de chocolate e mostrar ao mundo que o cristão precisa ser como o coelho: fecundo em virtudes, amor e santidade. É arrumar uma ceia e acender uma vela para convidar os amigos e parentes para se iluminarem com a luz de nossa fé. Uma fé que nasce e renasce constantemente no seio de nossas famílias. É ser criativo e pedir ao Espírito Santo que grave em nossos corações a Graça e o verdadeiro sentido dos símbolos pascais:
O Círio Pascal: Representa o Cristo Ressuscitado, que deixou o túmulo, radioso e vitorioso. Na vela pascal ficam gravadas as letras Alfa e Ômega, significando que Deus é o princípio e o fim. Os algarismos do ano também ficam gravados no Círio Pascal. Nas casas cristãs é comum o uso da vela no centro da mesa no almoço de Páscoa.
O ovo, aparentemente morto, é o símbolo da Vida que surge repentinamente, destruindo as paredes externas e irrompendo com a vida. Simboliza a Ressurreição.
O Cordeiro: Na Páscoa da antiga Aliança, era sacrificado um cordeiro. No Novo Testamento, a vítima pascal é Jesus Cristo, chamado Cordeiro Pascal.
O Coelho: Símbolo da rápida e múltipla fecundidade da Igreja, que está espalhada por toda a parte, reproduzindo fiéis: há um número incalculável de filhos de Deus, frutos da Graça da Ressurreição.
O Trigo e a Uva: Simbolizam o pão e o vinho da Santa Missa e, por seu grande significado com a Trindade Santa, traduzem, por excelência, o símbolo Pascal. Para a ornamentação da mesa de Páscoa, nada mais indicado que um centro feito com uvas e trigo, entre cestas de pães e jarras de vinho.
O peixe é o mais antigo dos símbolos de Cristo. Se Cristo é o Grande Peixe, somos os peixinhos de Cristo. Isso quer dizer que devemossempre viver mergulhados na Graça de Cristo e na Vida Divina,trazidas a nós pela água do batismo, momento em que nascemos espiritualmente, como os peixinhos nascem dentro d’água.

Cristo ressuscitou, ressuscitou verdadeiramente ALELUIA!!!

FELIZ PÁSCOA!

Padre Luizinho.

Páscoa "Ressurreição de Cristo"...Vida Nova...


Estamos na Semana Santa, nos preparando para a Páscoa, a maior festa cristã. "Deus manifestou sua força em Cristo, quando ressuscitou dos mortos" (Ef 1,20). E é essa força que nos deve encher de esperança neste tempo de festa. Quando Jesus ressuscitou, Ele fez nova todas as coisas e refez toda a criação. O Catecismo da Igreja Católica diz que há um duplo aspecto no Mistério Pascal: por sua morte, Jesus nos liberta do pecado; por sua Ressurreição, Ele nos abre as portas de uma nova vida. Esta é, primeiramente, a justificação que nos restitui à graça de Deus. (CIC 654) Na força da ressurreição de Jesus devemos nos amparar e deixar de lado tudo em nossa vida que nos remete à morte, como um vício, por exemplo. E com Ele, viver a vida nova e em plenitude garantida pela Sua Paixão, Morte e Ressurreição. Que estejamos bem preparados para, nesta Páscoa de 2012, com Jesus, passarmos pelo Calvário e esperar a Ressurreição com a certeza da vitória.
Uma santa e abençoada Páscoa para você e toda a sua família. 
Padre Reginaldo Manzotti

terça-feira, 3 de abril de 2012

SEMANA SANTA..... Mas que Boa Nova é essa? Qual é o seu cerne?


No dia da Ascensão, Jesus ordenou aos seus discípulos que fossem e anunciassem a Boa Nova, o Evangelho – conforme a palavra grega que a Bíblia utiliza. Eis o que nós fazemos, com este serviço espalhado por todo o mundo e utilizando todos os meios que a tecnologia da informação põe ao nosso alcance.
Mas que Boa Nova é essa? Qual é o seu cerne?
O texto evangélico que será proclamado na vigília pascal dá-nos a resposta: «Ressuscitou: não está aqui!» (Mc 18,6).Com efeito, «se (como diz S. Paulo) Cristo não tivesse ressuscitado, então a nossa pregação seria vã, vã também a nossa fé… e nós seríamos falsas testemunhas de Deus» (1 Co 15,14-15).
Durante quarenta dias, preparámo-nos para viver mais uma vez esta «Boa Nova», não como uma proclamação litúrgica mas como uma verdadeira «novidade», capaz de mudar as nossas vidas. Os textos que escutamos durante o tríduo pascal mostram-nos um Jesus amando sem limites e sofrendo na sua carne até ao aniquilamento total. É esse mesmo Jesus que aparecerá a Maria Madalena e aos apóstolos, vitorioso, ressuscitado, Senhor.
«Disso nós somos testemunhas», dirão os apóstolos (At 3,15). Que Deus nos conceda a graça de o podermos dizer também a nós próprios, aos nossos parentes, aos nossos vizinhos, «a toda a criatura» (Mc 16.15).
Com os votos de uma Santa e Feliz Páscoa!
A equipa Evangelizo de língua portuguesa

quarta-feira, 28 de março de 2012

FAMÍLIA.....uma doação de troca amparo e edificação



A Família é de fato o primeiro alicerce que um ser humano recebe como herança e tesouro.
Como todo início de construção, o engenheiro ou pedreiro. Tem como primeiro passo a projeção do que será construído. Ter um projeto de custo, gatos, estrutura e medição. Tudo deve ser bem regrado e milimetricamente planejado. Eliminando assim todas as divergências e erros possíveis que poderão surgir durante o processo.
Na construção de uma casa os erros e os fatores intervenientes, podem e devem ser diluídos o máximo possível.
Seres humanos, veias, órgãos, artérias, sangue, imunidade, vírus, doenças, hemoglobinas, fragilidade, mortalidade...
Pena que nem tudo pode ser projetado e articulado para a diluição de um erro assim como a construção de uma casa.
A doença, quando ela bate na porta de alguma família como parasita posto em algum ente querido/familiar. Desperta em todos, uma grande necessidade de fortalecer esses laços de carinhos, afeto, amor, cuidado que os circundam. Tudo sendo feito inconscientemente pelos mesmos.
A importância dessa estrutura para esse paciente diagnosticado doente. É extremamente importante e necessário, pois esse é o pontapé inicial de garantia de uma futura melhora do presente quadro.
O elo de uma família é o elo principal insubstituível que esse paciente precisa. Sendo muito pertinente destacar que sem dúvidas uma doença muitas vezes é um grande fator aliado e responsável para o fortalecimento desse elo, podendo até mesmo reconstruí-lo. E sem dúvidas esse é o momento a qual todos da família têm para reflexão e reconhecimento da sua mortalidade.
A troca e a doação de amparo descrito no início. Tem sua fundamentação quando de fato provamos desse amparo e desse despojamento. É muito edificante e maravilhoso poder olhar a sua volta e ver que você tem um contexto, que você tem uma história que não só se fundamente em ser sua, mas primordialmente ser também dos seus pais. A articulação de sentido e fundamentação disso tudo, é poder ser amado e acolhido com carinhos de força e amparo pelos principais responsáveis eternamente pelo dom de sua vida!


SUA FAMÍLIA!

Sharlys Jardim

quinta-feira, 22 de março de 2012

A SANTA MADRE IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA. > Documentário da Igreja.

A SANTA MADRE IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA. > Documentário da Igreja. Naquele tempo; JESUS ENTÃO LHE DISSE... ...“E Eu te declaro: tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra Ela. Eu te darei as chaves do reino do céus: tudo que ligares na terra será ligado no céus, e tudo o que desligares na terra será desligado no céus”. (Mt 16,18-20) “ O Senhor Jesus, antes de subir ao Céu, confiou aos seus discípulos o mandato de anunciar o Evangelho a todo o mundo e de batizar todas as nações: “Ide a todo o mundo e pregai o Evangelho a todas as criaturas. Quem acreditar e for batizado será salvo, mas que não acreditar será condenado”. (Mc.16, 15-16); Todo o poder me foi dado no Céu e na terra. Ide, pois, fazer discípulos de todas as nações, batizai-os em nome do PAI, do FILHO e do ESPÍRITO SANTO e ensinai-lhes a cumprir tudo quanto vos mandei. E EU estou sempre convosco, até o fim dos tempos”. (Mt. 28, 18-20; Lc. 24, 46-48; Jô. 17, 18; 20, 21, At. 1,8). A missão universal da Igreja nasce do mandato de JESUS CRISTO e realiza-se através dos séculos, com a proclamação do mistério de DEUS, PAI, FILHO e ESPÍRITO SANTO e do mistério da encarnação do Filho, como acontecimento de salvação para toda a humanidade. São estes os conteúdos fundamentais da profissão de fé cristã: “Creio em um só Deus, Pai todo poderoso, Criador do Céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis. Creio em um só Senhor, JESUS CRISTO, Filho Unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos: Deus de Deus, luz de luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro; gerado, não criado, consubstancial ao Pai. Por ele todas as coisas foram feitas. E por nós, homens, e para nossa salvação desceu dos Céus. E se encarnou pelo ESPÍRITO SANTO, no seio da Virgem MARIA e se fez homem. Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as escrituras; e subiu aos Céus, onde está sentado à direita do PAI. De novo há de vir em Sua Glória, para julgar os vivos e os mortos; e o Seu Reino não terá fim. Creio no ESPÍRITO SANTO, Senhor que dá a vida, e procede do PAI. Com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: ELE que falou pelos profetas. Creio na Igreja una, santa, católica e apostólica. Professo um só batismo para a remissão dos pecados. E espero a ressurreição dos mortos, e a vida do mundo que há de vir”. O Senhor Jesus, único Salvador, não formou uma simples comunidade de discípulos, mas constituiu a Igreja como mistério salvífico: Ele mesmo está na Igreja e a Igreja Nele (Jo. 15, 1-11; Gl. 3, 28; Ef. 4, 15-16; At. 9, 5); por isso, a plenitude do mistério salvífico de CRISTO pertence também a Igreja, unida de modo inseparável ao Seu Senhor. JESUS CRISTO, com efeito, continua a estar presente e a operar a salvação na Igreja e através da Igreja (Cl. 1, 24-27), que é o Seu Corpo (1 Cor. 12, 12-13; 27; Cl. 1, 18). E, assim como a cabeça e os membros de um corpo vivo embora não se identifiquem, são inseparáveis, CRISTO e a Igreja não podem confundir-se nem mesmo separar-se, constituindo ao invés um único “CRISTO TOTAL”. Uma tal inseparabilidade é expressa no Novo Testamento também com a analogia da Igreja Esposa de Cristo (1Cor. 11, 2; Ef. 5, 25-29; Ap. 21, 2; 9). Assim, e em relação com a unicidade e universalidade da mediação salvífica de Jesus Cristo, deve crer-se firmemente como verdade de fé católica a unicidade da Igreja por Ele fundada (Mt. 16, 18). Como existe um só CRISTO, também existe um só Seu Corpo e uma só Sua Esposa: “uma só Igreja católica e apostólica”. Por outro lado, as promessas do Senhor de nunca abandonar a Sua Igreja (Mt. 16, 18; 28, 20) e de guiá-la com o Seu ESPÍRITO (Jo. 16, 13) comportam que, segundo a fé católica, a unicidade e unidade, bem como tudo o que concerne a integridade da Igreja, jamais virão a faltar. Os fiéis são obrigados a professar que existe uma continuidade histórica – radicada na sucessão apostólica – entre a Igreja fundada por Cristo e a Igreja Católica: “Esta é a única Igreja de CRISTO (...) que o nosso Salvador, depois da Sua Ressurreição, confiou a Pedro para apascentar (Jô. 21, 17), encarregando-o a ele e aos demais Apóstolos de a difundirem e de a governarem (Mt. 28, 18 - ss); levantando-a para sempre como coluna e esteio da verdade (Tm. 3, 15). Esta Igreja, como sociedade constituída e organizada neste mundo, subsiste (subsistit in) na Igreja Católica, governada pelo Sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele”. Com a expressão “subsistit in” o Concílio Vaticano II quis harmonizar duas afirmações doutrinais: por um lado, a de que a Igreja de CRISTO, não obstante as divisões dos cristãos, continua a existir plenamente só na Igreja Católica e, por outro, a de que “existem numerosos elementos de santificação e de verdade fora de sua composição”, isto é, nas igrejas e comunidades eclesiais que ainda não vivem em plena comunhão com a Igreja Católica. A cerca destas, porém, deve afirmar-se que “o seu valor deriva da mesma plenitude da graça e da verdade que foi confiada a Igreja Católica”. Existe portanto uma única Igreja de Cristo, que subsiste na Igreja Católica, governada pelo Sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele”. (Declaração “Dominus Jesus”) Há mais de 2700 anos DEUS ESPÍRITO SANTO já tinha definido esta verdade ao profeta Isaías: “Eis Meu Servo que EU amparo, Meu Eleito ao qual dou toda a Minha afeição, faço repousar sobre ELE meu ESPÍRITO, para que leve ás nações a VERDADEIRA RELIGIÃO. Ele não grita, nunca eleva a voz, não clama nas ruas. Não quebrará o caniço rachado, não extinguirá a mecha que ainda fumega. Anunciará com toda a franqueza a VERDADEIRA RELIGIÃO; não desanimará, nem desfalecerá, até que tenha estabelecido a VERDADEIRA RELIGIÃO; sobre a Terra, e até que as ilhas desejem Seus ensinamentos”. (Is. 42, 1-4) Esta profecia cumpriu-se, quando Nosso Senhor JESUS CRISTO ungiu o Apóstolo Pedro como responsável pela condução da Sua Igreja: “E Eu te declaro: tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra Ela”. (Mt 16,18) “Apoiada na Sagrada Escritura e na tradição, ensina (o Concílio) que esta Igreja peregrina é necessária para a salvação. O único Mediador e o caminho da salvação é CRISTO, que se nos torna presente no Seu Corpo, que é a Igreja. Ele, porém, inculcando com palavras expressas a necessidade da fé e do batismo (Mc. 16,16; Jo. 3,5), ao mesmo tempo confirmou a necessidade da Igreja, na qual os homens entram pelo batismo como por uma porta. Por isso, não podem salvar-se aqueles que, sabendo que a Igreja Católica foi fundada por Deus, através de Jesus Cristo como instituição necessária, apesar disto não quiserem nela entrar ou nela preservar”. (Constituição dogmática “Lunem Gentium” (14a)) “A Igreja foi fundada no tempo por CRISTO Redentor”. (“Gaudium et spes” (40 b)) “O CRISTO Senhor fundou uma só e única Igreja”. (“Untatis Redint gratio” (1a)) “Ele fundou sua Igreja como o Sacramento da salvação”. (“Adgentes” (5a)) “(...) Jesus aponta Sua Igreja como caminho normativo. Não fica, pois, à discrição do homem o aceita-la ou não, sem conseqüências”. (Puebla – 1979) “De nossa análise consta que a autêntica Igreja não pode ser entendida como uma utopia que visaria atingir todas as “Comunidades” hoje divididas e separadas. A verdadeira Igreja, bem como sua unidade, não são exclusivamente uma realidade futura. Elas já se encontram na Igreja Católica, na qual está realmente presente a Igreja de CRISTO”. (Pontifícia Comissão Teologia Internacional – 1984) “Não se salva, contudo, embora incorporada à Igreja, aquele que, não perseverando na caridade, permanece no seio da Igreja com o corpo, mas não com o coração. (...) Se a Ela (os batizados) não correspondem por pensamentos, palavras e obras, longe de se salvarem, serão julgados com maior severidade”. (Lúmen Gentium, nº 14) Sua Santidade, o Papa Bento XVI, é o papa de número 265 na história da Igreja, portanto, o 264º sucessor de São Pedro. Ou seja, desde que Nosso Senhor Jesus Cristo delegou aos homens o poder máximo: A condução de Sua Igreja, única instrumento pleno de salvação das almas.