quinta-feira, 28 de abril de 2011

ORAÇÃO DO RESSUSCITADO...


Filhos e filhas
Como prometi hoje, durante o programa Experiência de Deus, segue a oração do Ressuscitado, para que nesta oitava de Páscoa a força da Ressurreição nos faça novas pessoas em Cristo.

Oração do Ressuscitado

Jesus ressuscitado, que destes a paz aos apóstolos, reunidos em oração, dizendo-lhes: "A paz esteja convosco", concedei-nos o dom da paz. Defendei-nos do mal e de todas as formas de violência que agitam a nossa sociedade, para que tenhamos uma vida digna, humana e fraterna.
Ó Jesus, que morrestes e ressuscitastes por amor, afastai de nossas famílias e da sociedade todas as formas de desesperança e desânimo, para que vivamos como pessoas ressuscitadas e sejamos portadores de vossa paz. Amém!

Que o futuro beato João Paulo II interceda a Jesus, para que Ele derrame sua misericórdia por nós!
Deus abençoe você.
Padre Reginaldo Manzotti 

quarta-feira, 27 de abril de 2011

A Origem da Bíblia.....

Muitas pessoas se surpreendem ao saber que a Bíblia utilizada pelos protestanes é diferente da Bíblia utilizada pelos católicos. Mas qual é a diferença?
Como já escrevemos, o catálogo sagrado foi começou a ser definido pela Igreja Católica em 393 durante o Concílio Regional de Hipona (África). A Igreja desde os tempos apostólicos, utilizou a versão grega dos livros sagrados, chamada Septuaginta.
Desde o séc. IV até o séc. XVI, a Bíblia era a mesma para todos os cristãos. A diferença ocorreu durante a Reforma Protestante, quando Martinho Lutero renegou 7 livros do antigo testamento (Tobias, Judite, 1 Macabeus, 2 Macabeus, Sabedoria, Eclesiástico, Baruc, trechos de Daniel e Ester) e a carta de Tiago do Novo Testamento.
Lutero renegou tais livros porque eram fortemente contrários à sua doutrina. Por causa de uma das colunas de sua doutrina a “Sola Fide” ou Somente a fé, Lutero alterou o famoso versículo “Mas o justo viverá da fé” (Rm 1,17) para “Mas o justo viverá somente pela fé”, e renegava a Carta de Tiago, que ensina que somente a fé não basta, é preciso as obras. Devido ao prestígio que a Carta de Tiago tinha, Lutero não obteve sucesso ao excluir tal livro. Quanto ao Antigo Testamento, os protestantes então revolveram ficar com o catálogo definido pelos Judeus da Palestina.
Este catálogo Judaico foi definido por volta de 100 DC na cidade de Jâmnia, e estes foram os critérios estabelecidos pelos judeus para formarem seu cânon bíblico:
  • O livro não poderia ter sido escrito fora do território de Israel;
  • O livro teria que ser totalmente redigido em Hebraico;
  • O livro teria que ser redigido até o tempo de Esdras (458-428 AC);
  • O livro não poderia contradizer a Torah de Moisés (os 5 livros de Moisés).
Devido à enorme conversão de judeus ao cristianismo, principalmente os judeus de língua grega, é que os judeus que não aceitaram a Cristo, desenvolveram um judaísmo rabínico, isto é, um judaísmo ultra-nacionalista, para frear a conversão das comunidades judaicas ao cristianismo. Com este cânon bíblico, era proibida pelo menos a leitura de todo o Novo Testamento, que mostra fortemente o cumprimento da promessa do Messias na pessoa de Cristo.
Muitos dos originais hebraicos de alguns livros foram perdidos, existindo somente a versão grega na época da definição do cânon judaico. Isto significa que livros como Eclesiástico e Sabedoria, escritos por Salomão, não foram reconhecidos pelos judeus de Jâmnia, além de outros livros que foram escritos em aramaico durante o domínio caldeu e persa. Recentemente os arqueólogos encontraram em Qruman no Mar Morto, o original hebraico do livro Eclesiástico.
Estes livros do Antigo Testamento que não foram unânimimente aceitos são chamados técnicamente de deuterocanônicos.
Os protestantes entram então em grande contradição pois aceitam a autoridade dos Judeus da Palestina para o Antigo Testamento e não aceitam a mesma autoridade para o Novo Testamento. Aceitam a autoridade da Igreja Católica para o Novo Testamento e não aceitam a mesma autoridade para o Antigo Testamento.
Os apóstolos em suas pregações utilizavam a versão grega dos livros antigos, note que das 350 sitações que o Novo Testamento faz dos livros do Antigo Testamento, 300 também se referem aos livros deuterocanônicos.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Páscoa: a celebração da vida.......



A Páscoa, comemorada todos os anos com grande fervor pelos cristãos, é a maior festa da cristandade. Seu significado hebraico é passagem. A data é a celebração da Ressurreição de Jesus Cristo após a sua crucificação e representa a esperança na vida eterna.  A idéia de passagem da Páscoa não é apenas uma referência à passagem de Cristo da morte à ressurreição. Também faz referência a algumas celebrações pagãs e outras judaicas, como a passagem do inverno para a primavera e a passagem de libertação dos judeus escravizados no Egito, tudo isso antes mesmo do tempo de Jesus Cristo. A Páscoa é comemorada no domingo seguinte à primeira lua cheia da primavera do hemisfério norte, sempre depois de 21 de março e antes de 24 de abril. A celebração da Páscoa vai além da Semana Santa, ela inicia aqui e vai até fim de Pentecostes, a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos. No cristianismo, a Páscoa vai comemorar exclusivamente a Ressurreição de Cristo, por isso esta data é tão importante e deve ser vivida fervorosamente. Em 2011, a Páscoa acontece no dia 24 de abril. A Páscoa é o ápice de uma série de eventos que começa na Quinta-feira Santa, passa pela Sexta e Sábado Santos e termina com o Domingo de Páscoa, a chamada Semana Santa.  Quaresma: o tempo quaresmal se inicia na Quarta-feira de Cinzas e é celebrado 40 dias antes da Páscoa. Esse é um período de reflexão, penitência, caridade e conversão espiritual. Os 40 dias de Quaresma relembram os 40 dias que Jesus passou no deserto antes de voltar a Jerusalém para sua paixão. No Brasil, o período quaresmal também é marcado pelas reflexões propostas pelos temas sociais da Campanha da Fraternidade, realizada pela CNBB.
Campanha da Fraternidade: realizada desde 1961 pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Campanha da Fraternidade procura despertar a solidariedade dos fieis e da sociedade para problemas concretos presentes na sociedade brasileira. Neste ano, a Campanha traz como tema “Fraternidade e Vida no Planeta”, com o lema “A criação geme em dores de parto” (Rm 8, 22).  Semana Santa: celebra a Paixão, a Morte e a Ressurreição de Cristo. A Semana Santa começa a celebração com a entrada de Jesus em Jerusalém no Domingo de Ramos, e termina no Domingo de Páscoa. Domingo de Ramos: neste dia Jesus Cristo entra em Jerusalém e é recebido como rei, porém, as mesmas pessoas que o ovacionaram neste dia, irão condená-lo mais tarde. Segunda-feira Santa: é a data em que Jesus começa sua caminhada rumo ao calvário.
Terça-feira Santa: dia em que se celebram as Sete Dores de Maria. Quarta-feira Santa: algumas Igrejas celebram aqui o Dia das Trevas, para lembrar que o mundo já está em trevas porque a morte de Cristo está próxima.Quinta-feira Santa: é o dia da Última Ceia de Jesus Cristo com seus Apóstolos. A Quinta-feira Santa é o fim da Quaresma e o início do Tríduo Pascal (o conjunto de três dias da Semana Santa, Quinta, Sexta e Sábado Santos). Durante a Última Ceia, Cristo fez o que mandava a tradição judaica, cear um cordeiro puro, e com seu sangue marcar a porta de sua casa em sinal de purificação, conforme relato do Livro Êxodo da Bíblia. Na Quinta-feira Santa acontecem ainda as Missas dos Santos Óleos ou Missa do Crisma. Nesta Santa Missa são benzidos os óleos do crisma, dos enfermos e do batismo. Também os sacerdotes renovam seus votos diante do Bispo. A Quinta-feira Santa é marcada também pela Missa de Lava-pés, quando Jesus humildemente lavou os pés dos seus 12 discípulos. É no momento do lava-pés que Judas Escariote sai para entregar Jesus em troca de 30 moedas de prata. Neste dia inicia-se a Vigília ao Santíssimo, os altares ficam desnudos, sem flores, sem velas, sem enfeites, simbolizando que Cristo já está preso e consciente do que vai acontecer com ele em seguida. Sexta-feira Santa: também chamada de Sexta-feira da Paixão. É o dia em que Cristo é crucificado e acontece a Adoração da Cruz. Neste dia muitos fiéis ainda praticam o jejum ou abstinência da carne em sinal de penitência e respeito pela morte de Cristo e as Igrejas têm seus altares sem mantel, sem cruz, sem velas, sem adornos. Os celebrantes usam vermelho, a cor dos mártires. No Brasil, na cidade pernambucana de Nova Jerusalém, todos os anos, é feita a encenação da Paixão de Cristo. São milhares de fiéis todos os anos, vindos de diversos locais do país, que chegam apenas para se emocionar com a mais famosa das histórias da humanidade. Sábado Santo ou Sábado de Aleluia: Neste dia, como no dia anterior, não se celebra a Eucaristia. A única  celebração é a da Liturgia das Horas (uma oração pública e comunitária com o objetivo de recordar e despertar a reflexão do que é a obra de Deus). O único Sacramento permitido para este dia é o da Confissão. No Sábado Santo começa a Vigília Pascal, quando o dia se põe, a Vigília Pascal começa e termina com o amanhecer da Páscoa. Aqui acontece a primeira entoação do Glória. Durante a Vigília, o celebrante abençoa o fogo, símbolo do esplendor do Cristo ressuscitado que começa a dissipar as trevas do pecado e da morte. É no Sábado Santo que acontece a Malhação do Judas.
Domingo de Páscoa: é o dia do grande milagre, quando Cristo volta à vida através da Ressurreição, que celebra a vida, o amor e a misericórdia de Deus. Após falecer na cruz, o corpo de Cristo é colocado em um sepulcro, onde permaneceu por três dias, até o Domingo de Páscoa, quando ele ressuscita. Por isso é o dia santo mais importante do cristianismo. Bênção dos Alimentos: como a Páscoa já era celebrada antes da vinda de Cristo pela tradição judaica para agradecer as colheitas, a bênção dos alimentos durante a Páscoa se tornou uma tradição que é mantida até hoje. Símbolos da Páscoa   - Ovo: o ovo é o símbolo da fertilidade e nova vida desde a antiguidade, é ele quem simboliza o nascimento, portanto, quando você dá de presente ovos a uma pessoa querida, está na verdade, desejando que a vida se renove para ela e para você. Naquela época e hoje ainda, os ovos que eram dados de presentes eram enfeitados e coloridos, e não ovos de chocolate.
- Coelho: o coelho é um animal que se reproduz várias vezes durante o ano, por isso a Igreja o escolheu para simbolizar a capacidade da instituição produzir novos discípulos do filho de Deus. - Pão e vinho: o pão e o vinho foram escolhidos por Cristo para representar seu corpo e seu sangue quando ele os ofertou aos seus discípulos na Última Ceia em celebração da vida eterna.  - Cruz: a cruz é um dos símbolos mais importantes na Igreja católica, não apenas na época da Páscoa, afinal, a cruz é o símbolo da fé católica, que lembra o sofrimento e ressurreição de Cristo. E desde o ano 325, ela é considerada o símbolo oficial do cristianismo. - Círio pascal: o círio é uma grande vela que é acesa no Sábado Santo, no início da vigília pascal. Quando a vela é acesa, sua chama passa a representar o fogo que destrói as trevas, e a luz que é Cristo afugentando a morte e o pecado. Nesta mesma vela são inscritos os algarismos do ano em questão e crava-se nela cinco grãos de incenso que lembram as cinco chagas de Jesus, além das letras alfa e ômega (primeira e última letras do alfabeto grego, que significam princípio e fim, ou seja, Deus é o princípio e o fim de tudo). A Vela ou Círio Pascal acesa neste dia será usada em todo o Tempo Pascal, ficando sempre na Igreja para ser utilizada em Batismos, Crismas e Funerais. - Pêssankas: pêssankas são ovos coloridos à mão tradicionais nos povos eslavos, especialmente entre os ucranianos. Simboliza a vida, saúde e prosperidade. A tradição vem de milhares de anos, quando as pêssankas eram preparadas para presentear as divindades no início da primavera. Com a chegada do Cristianismo, elas passaram a simbolizar a Páscoa e Ressurreição de Jesus. Devido ao grande número de imigrantes ucranianos no Brasil, especialmente no Paraná, as pessânkas também se tornaram tradicionais por aqui. - Colomba Pascal: a colomba pascal é o bolo em formato de ave tradicional na Páscoa, preparado com cascas de laranja cristalizadas, amêndoas ou gotas de chocolate. Diz a lenda que no vilarejo de Pavia, no norte da Itália, houve uma invasão do exército de Albuino, rei dos Lombardos. Um padeiro local resolveu preparar um presente para o invasor e criou o bolo com formato da pomba da paz. O invasor ficou encantado com o presente e decidiu poupar o vilarejo do ataque.
Pe.Reginaldo Manzotti

terça-feira, 12 de abril de 2011

Sete passos para a vida de oração......



Hoje Deus te convida a ter uma vida de oração! Aceite você também este convite amoroso de Deus.

- Primeiro Passo: se chama LUGAR; você precisa ter um cantinho para estar a sós com Deus rezar. Neste lugar vc precisa parar para ouvir o Senhor.
- Segundo Passo: o TEMPO; quanto tempo você vai dar para ouvir a voz de Deus.
- Terceiro Passo: Orar de maneira simples: como por exemplo o Pai Nosso e a Ave Maria. A oração é coisa de gente íntima de Deus. É para quem descobriu que Deus é um Pai amoroso, um pai amigo.
- Quarto Passo: o Louvor e o agradecimento; Se você não aprender a louvar você vai se tornando uma pessoa azeda, amarga. O louvor é um escudo
que te protege das doenças físicas e espirituais. Precisamos aprender a ser um povo de louvor. Porque a murmuração é um louvor ao demônio.

- Quinto Passo: o Perdão; eu preciso aprender a pedir perdão a Deus e as pessoas .
- Sexto Passo: a sua Prece; Neste momento você pode pedir a Deus por todas as pessoas que te pediram oração, você vai poder rezar e interceder por todos os acontecimentos que estão acontecendo ao seu redor.
- Sétimo Passo: Orar com Palavra de Deus; é preciso escutar Deus através da sua Palavra. Oração é um dialogo com Deus, por isso precisamos falar e escutar a Deus.

Padre Sostenes


sábado, 9 de abril de 2011

“Porque mandas, lançarei as redes” (Lc 5,5b)



 “Porque mandas, lançarei as redes” (Lc 5,5b)

Foi o que fizeram simples pescadores que depois de uma noite longa de trabalho e sem pegar nenhum peixe. Simão que estava na barca com Jesus jogou as redes, não porque ele queria, aliás, ele não tinha pescado peixe algum, mas o pedido de Jesus foi atendido, mesmo depois de uma série redes lançadas e sem nenhum sucesso, jogaria as redes mais uma vez, porque Jesus havia pedido, e por lançar as redes e fazer o que Jesus lhe pediu, apanhou muitos peixes a ponto de quase afundarem com tamanha quantidade de peixes.

Muitas vezes passamos por momentos assim como a noite de Simão, vazia e sem esperança. Contudo, quando ouvimos a voz de Jesus, e fazemos a sua vontade, um presente nos é dado, e esse presente vem em abundância! Pois Deus não nos serve de migalhas, ao contrário, quando nos deixamos ser guiados ou fazemos a sua vontade, tudo nos é ofertado com fatura!
Simão então depois de ter feito uma pesca farta disse ao Mestre:

“Afasta-te de mim porque sou um pecador” (Lc 5,9b)

Inúmeras são as graças que Deus nos concede a cada dia, a ponto de reconhecermos que não somos dignos de tamanha dádiva, e seguindo o exemplo de Simão, nos julgamos pecadores demais para estar diante da presença real do Rei.

Deus não nos pede nada em troca daquilo que Ele nos concede a não ser que nos Amemos. Se trilharmos os seus caminhos e se permanecermos na sua presença muito mais nos serão confiado. Se sou pecador, Deus ainda me ama com o mesmo amor e me olha do mesmo jeito, porém, não se alegra com nossa fragilidade, mas não nos deixa de Amar.

O Amor de Deus nunca se Cessa, não importa o nosso pecado, o Amor de Deus superabunda todas as nossas fragilidades!

Tenha um Dia Abençoado!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Amor de Deus: certeza que não pode falhar, segundo Pe. Cantalamessa Autor: admin | Postado em: Santa Sé


“Fé cristã nos assegura isso: Deus existe e é amor!”, disse em sua meditação à Cúria
CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 1º de abril de 2011 (ZENIT.org) – “O primeiro e fundamental anúncio que a Igreja tem a missão de levar ao mundo, e que o mundo espera da Igreja, é o amor de Deus”, disse hoje o Pe. Cantalamessa, pregador da Casa Pontifícia, diante de Bento XVI e da Cúria Romana.
O pregador do Papa dedicou sua segunda meditação quaresmal a falar do Deus-amor na criação, na Escritura, na encarnação de Cristo e em sua morte e ressurreição.
“Os homens precisam saber que Deus os ama e ninguém melhor que os discípulos de Cristo para lhes dar essa boa notícia.”
“Outros, no mundo, compartilham com os cristãos o temor de Deus, a preocupação com a justiça social e o respeito do homem, com a paz e a tolerância; mas ninguém – ninguém! – entre os filósofos, nem entre as religiões, diz ao homem que Deus o ama, o ama primeiro, e o ama com amor de misericórdia e de desejo: com eros e com ágape”, acrescentou.
A tarefa do homem, em resposta a esse amor, não é tanto amar a Deus, mas, antes e primeiramente, acreditar no amor de Deus.
“Pareceria uma fé fácil e agradável; mas é, talvez, a coisa mais difícil que exista, até para nós, criaturas humanas”, sublinhou o Pe. Cantalamessa. “Se acreditássemos, a vida, nós mesmos, as coisas, os fatos, a própria dor, tudo se transfiguraria rapidamente diante dos nossos olhos!”
O mundo, afirmou, “sempre foi dificultando mais acreditar no amor. Quem foi traído ou ferido uma vez, tem medo de amar e ser amado, porque sabe o quanto dói ver-se enganado. Por isso vai sempre crescendo a fila dos que não conseguem acreditar no amor de Deus; ou pior: em amor nenhum”.
“O desencanto e o cinismo são a moldura da nossa cultura secularizada. No pessoal, temos ainda a experiência da nossa pobreza e miséria, que nos faz dizer: ‘Sim, o amor de Deus é bonito, mas não é pra mim! Eu não sou digno…’.”
O sacerdote convidou os presentes a olhar para a própria vida, “a trazer à tona os medos que se aninham nela, as tristezas, ameaças, complexos, aquele defeito físico ou moral, aquela lembrança doída que nos humilha, e escancarar tudo à luz do pensamento de que Deus me ama”.
“Tudo pode ser questionado, todas as certezas podem nos faltar, mas nunca esta: Deus nos ama e é mais forte do que tudo”, acrescentou.
As características do Deus-amor

O Pe. Cantalamessa sublinhou os traços do amor divino contidos na revelação cristã, e que a distinguem absolutamente das demais religiões e filosofias existentes.
O primeiro é a singularidade do fato de que Deus é quem ama primeiro o homem, e não o contrário: o amor de Deus é o amor de Deus pelo homem, muito mais que o dever do homem de amar a Deus.
“O mais importante não é saber se Deus existe, mas se Ele é amor. Se, por hipótese, Ele existisse, mas não fosse amor, teríamos mais a temer do que a nos alegrar com a sua existência, como ocorria nos primeiros povos e civilizações. A fé cristã nos assegura justamente isso: Deus existe e é amor!”
O segundo traço é que Deus criou o homem por amor. “Como é distante – afirmou o Pe. Cantalamessa – a visão cristã da origem do universo da visão do cientificismo ateu recordado no Advento! Um dos sofrimentos mais profundos para um jovem é descobrir, um dia, que ele está no mundo por acaso, não querido, não esperado, talvez por uma falha dos pais. Certo cientificismo ateu parece empenhado em infligir esse tipo de sofrimento à humanidade inteira.”
O terceiro é que Deus ama como pai e como mãe, ao contrário da concepção pagã de Deus, que refletia um “amor sem fraqueza”, viril, enquanto a Bíblia mostra o amor maternal de Deus, “feito de acolhimento e ternura”.
O quarto traço é que o amor divino é também esponsal, “amor de desejo e de escolha. Se é verdade, então, que o homem deseja Deus, é verdade, misteriosamente, também o contrário: que Deus deseja o homem, quer e aprecia o seu amor”.

quinta-feira, 31 de março de 2011

ORAÇÃO DA ARMADURA DE DEUS

Filhos e Filhas
 Oração da Armadura de Deus. Reze, mas não apenas com palavras. Crie um clima de oração, acenda uma vela, um fundo musical bem suave, pois ajuda muito, e peça a armadura de Deus.
Pai celeste, eu agora, pela fé, clamo a proteção da Vossa armadura, para que eu possa permanecer firme contra satanás e todo o seu exército e, em nome do Senhor Jesus, vencê-lo.
Tomo a Vossa verdade contra as mentiras e os erros do inimigo astucioso.
Tomo a Vossa Justiça para vencer os maus pensamentos e as acusações de satanás.
Faça um exame de consciência e peça a libertação de todos os maus pensamentos, dos registros negativos, das frustrações, dos pensamentos de abandono Toma o equipamento do Evangelho da paz e deixo a segurança e os confortos da vida para combater o inimigo. Digam quais são as ações do inimigo na sua vida, drogas, alcoolismo e peça a libertação acreditando no poder no sangue de Cristo. E, acima de tudo, eu tomo a Vossa fé para barrar o caminho da minha alma às dúvidas e incredulidades. Peça que Deus aumente a sua fé, coloque as suas incredulidades e peça que Deus aumente e dê fervor à sua fé. Tomo a Vossa salvação e confio em Vós para proteger o meu corpo e a alma contra os ataques de satanás.  Tomo a Vossa Palavra e peço para que o Espírito Santo me capacite a usá-la eficazmente contra o inimigo. Corte toda escravidão e a liberte de todo cativeiro. Pense agora em que você precisa ser libertado, o que te aprisiona, o que te faz escravo, peça que Deus quebre todos os grilhões e que te liberte.
Eu creio Senhor, no poderoso Nome de Jesus Cristo, meu Senhor. Revisto-me desta armadura, vivendo e rezando em completa dependência de ti, Bendito Espírito Santo. Revisto-me desta armadura, me aproprio desta armadura Senhor, eu sou teu Senhor!
Amém. 
Em Deus nós somos fortes!
Deus abençoe e proteja você.
Padre Reginaldo Manzotti 

quarta-feira, 30 de março de 2011

Fomos feitos para o Céu......


“Acaso não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus mora em vós? Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá, pois o santuário de Deus é santo, e vós sois esse santuário”. (1Cor 3,16-17)

Encontramos-nos em meio a uma cultura descartável, onde o ideal de vida se encontra nas coisas supérfluas, em corpos perfeitos e pessoas rejuvenescidas. A beleza se tornou o grande deus, juntamente com tantas outras coisas vazias que torna o homem semelhante as coisas das quais faz uso.

Em meio a tantos atrativos, em meio ao culto a deuses falsos, o verdadeiro Deus, aquele pelo qual fomos criados, está sendo esquecido por uma geração que não entende a grandiosidade e a dimensão do tesouro que descarta de suas vidas.

Não existe uma fórmula para a juventude eterna, não existem cirurgias que possam rejuvenescer a alma, não existe deuses a não ser o Verdadeiro Deus que nos Criou e nos deu o seu filhos único por nós.

Somos templo do Espírito Santo, somos morada do altíssimo, não é o nosso corpo que deve estar bem, é a nosso espírito que deve estar sempre unido ao do Pai para que sejamos verdadeiramente felizes. Não existe felicidade enlatada, não existe amor enlatado, e se estão vendendo tentando te vender algo assim não acredite. A felicidade e o amor verdadeiros só podem vir de Deus, Ele habita em nós, mora em nossos corações, e deseja transformar nossas vidas.

As pessoas buscam do lado de fora, o que está e sempre esteve dentro do coração, o que está impregnado e marcado no espírito, o selo que diz:

“(...) vós sois de Cristo, e Cristo é de Deus”. (1 Cor 3,23)

Estamos selados, marcados pelo amor do Cristo, e não podemos nos permitir ser iludidos por falsas receitas que proporcionam a felicidade. O segredo para a vida se encontra dentro de nós mesmos, e não podemos e não devemos aceitar nada que venha de fora, pois tudo isso é ínfimo diante do Espírito Santo que habita em nossos corações e faz de nós verdadeiros participantes da promessa do Reino dos Céus, este sim é deve ser o nosso objetivo principal, fomos feitos para o Céu, e, portanto, não devemos aceitar nada menor do que essa verdade!

Tenha um Dia Abençoado!

quinta-feira, 24 de março de 2011

Oração para fortalecer a união do casal


“Senhor, fazei com que compartilhemos a vida como um verdadeiro casal, esposo e esposa; que saibamos dar um ao outro o que temos de melhor em nós, no corpo e no espírito; que nos aceitemos e nos amemos como somos, com as riquezas e limitações que temos. Cresçamos juntos, sendo caminho um para o outro; saibamos carregar o fardo um do outro, encorajando-nos a crescer sempre no mútuo amor. Sejamos tudo um para o outro: nossos melhores pensamentos, nossas melhores ações, nosso melhor tempo e nossas melhores atenções. Encontremos um no outro a melhor companhia. Senhor, que o amor que vivemos seja a grande experiência do Vosso amor. Cresça, Senhor, em nós, a mútua admiração e atração, a ponto de nos tornarmos um só: no pensar, no agir e no conviver. Para que isto aconteça, estejais Vós entre nós. Seremos então, eternos enamorados.
 Amém.”
Deus os abençõe!!!
Pe. Reginaldo Manzotti

quinta-feira, 17 de março de 2011

Oração da Paciência Senhor!


Filhos e Filhas
Nesta semana, no programa Experiência de Deus, começamos a leitura do Livro do Eclesiástico em nossa Lectio Divina. O livro começa falando sobre a sabedoria e, hoje, especialmente um dos frutos da sabedoria, a paciência (Eclo 1, 19-21). Quando estamos irritados a Palavra nos diz, silencie, não diga nada, espere o momento oportuno. Porque no calor da raiva acabamos dizendo coisa que não gostaríamos e magoando as pessoas, porque uma palavra mal dita também causa dor. Então, nesta primeira semana da quaresma, quando tentamos nos aproximar mais de Deus, sugiro para você a oração da paciência, da serenidade.
Oração da Paciência Senhor!
Fortalece-nos a fé para que a paciência esteja conosco.Por tua paciência, vivemos. Por tua paciência, caminhamos.
Auxilia-nos, por misericórdia, a aprender tolerância, a fim de que estejamos sempre com tua paz.É por tua paciência que a esperança nos ilumina e a compreensão se nos levanta no íntimo da alma.
Agradecemos todos os dons de que nos enriqueces a vida, mas te rogamos nos resguarde a paciência de uns para com os outros, para que estejamos contigo, tanto quanto estás conosco, hoje e sempre.
Que assim seja!! Amém.
Termino com uma frase de Santo Agostinho: "É evidente que a paciência é causada pelo amor".     
Deus abençoe você!
Padre Reginaldo Manzotti 

sexta-feira, 11 de março de 2011

Começamos hoje um tempo de conversão......


Quaresma, tempo de reconciliação. Deus Misericordioso nos abriu as portas de sua casa, a porta do seu coração, entre nesse tempo da misericórdia e lave-nos de nossos pecados purificando-nos na santidade.
Para alcançarmos essa santidade uma oração de São Francisco, para ser rezada diante do Crucifixo, sinal da nossa salvação.
Ó Glorioso Deus Altíssimo, iluminai as trevas do meu coração, concedei-me uma fé verdadeira, uma esperança firme, e um amor perfeito. Dai-me Senhor o reto sentir e conhecer a fim de que se possa cumprir o Sagrado encargo, que na verdade acabais de dar-me. Amém!
Deus abençoe você e sua família!
Padre Reginaldo Manzotti 

sábado, 5 de março de 2011

CONTINUA....... Muitos Casamentos estão vivendo esta mesma situação.....Amor e Fé......

 Disse no início que meu pai me fez muita falta, e acredito que procurava nos homens uma figura paterna e encontrei isso em meu primeiro casamento, gostava do meu marido, mas o carinho que ele me oferecia era diferente, me sentia como criança precisando de afago sem que tivesse que retornar aquele carinho,  pois vivia em conflito, mais não entendia quando ele ultrapassava os limites da natureza de nossos corpos, compreendi isso quando fiz sessões  com uma psicóloga. Sei que tem muitas mulheres passando pelo mesmo problema, não é motivo de brigas, confusões e desespero, temos que ter muito diálogo e procure ajuda, espiritual e médica , pois precisamos de paz interior pra compreender o que o nosso corpo quer e o que ele rejeita para procurarmos as soluções.
Procure ter paz interior e trabalhar estes sentimentos com ajuda de Deus, ELE é o nosso maior conselheiro e a partir daí procure a ajuda médica....Fiquei casada quase 05 anos e Deus me deu um filho maravilhoso Sammuel com sentimentos nobres que me faz superar tudo e qualquer problema que  achei que tinha em meu primeiro casamento, que creio que foi abençoado por Deus até que a morte nos separou.....Continua.....

terça-feira, 1 de março de 2011

Uma História de amor e fé......

Eu Marilda venho de uma família simples mas que acreditava e acredita sempre que o dia de amanhã será melhor que hoje. E foi pela fé e pelo amor de Deus por nós que superamos as dificuldades do nosso dia a dia. Fiquei órfã de Pai muito cedo, infelizmente a bebida venceu a vida de meu pai que tinha apenas 37 anos de idade e nos deixou a mercê de um carinho paterno que até hoje sinto falta....
Somos em 12 irmãos, na época todos pequenos a mais velha que ajudou mais nossa mãe na  luta, enfim todos ajudavam um pouquinho,uns trabalhavam de engraxar sapatos, outros em oficina mecânica, outras cuidava de crianças, com um pouco de cada um conseguíamos manter e não deixávamos a fome se aproximar,  mesmo assim com as dificuldades e com a dureza da vida ela nos ensinávamos a nos respeitarmos e dividirmos os espaços de nossa casa que era tão pequena debaixo de um amor incondicional que nossa mãe nos oferecia, do seu jeito mas nós éramos propriedade dela.........Continua......01/03/2011
E com a graça de Deus íamos crescendo cada um acreditando no seus sonhos, mas juntos e não esquecendo que maior poder tinha Deus em nossas vidas, era o que nossa mãe acreditava e ainda acredita com suas orações e devoções.

 Particularmente ficava observando as atitudes de minha mãe, forte mas porem frágil, guerreira mas com seus limites, pois cada filho tem a  sua personalidade, mas com amor e fé soube encaminhar cada um com seus conselhos as vezes com aquele tom ameaçador, mas que mesmo  assim surgiram efeitos e hoje estou aqui pra agradecer pela a pessoa que eu sou, porque a senhora é o meu espelho, obrigada Mãe!!
Contando a minha história......Hoje tenho 46 anos, casada,  sou Mãe de 02 filhos Sammuel  e Nathália que me dão muitas alegrias, não por serem bem sucedidos mas por serem os filhos que são,  humilde, honesto,  me respeita e ....etc.Venho de 02 casamentos, o primeiro aos 19 anos .....que durou 04 anos e 10 meses, pois meu esposo ficou doente(pancriatite aguda) e veio a falecer e fiquei com um filho de 02 aninho.... Sammuel....desesperar nunca......Continua.....02/03/2011

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Arquidiocese de São Paulo - Notícias

Arquidiocese de São Paulo - Notícias

Mensagem de Bento XVI

para a Quaresma 2011

“Sepultados com Ele no batismo, foi também com Ele que ressuscitastes” (cf. Cl 2, 12)

Amados irmãos e irmãs!

A Quaresma, que nos conduz à celebração da Santa Páscoa, é para a Igreja um tempo litúrgico muito precioso e importante, em vista do qual me sinto feliz por dirigir uma palavra específica para que seja vivido com o devido empenho. Enquanto olha para o encontro definitivo com o seu Esposo na Páscoa eterna, a Comunidade eclesial, assídua na oração e na caridade laboriosa, intensifica o seu caminho de purificação no espírito, para haurir com mais abundância do Mistério da redenção a vida nova em Cristo Senhor (cf. Prefácio I de Quaresma).

1. Esta mesma vida já nos foi transmitida no dia do nosso Batismo, quando, “tendo-nos tornado partícipes da morte e ressurreição de Cristo” iniciou para nós “a aventura jubilosa e exaltante do discípulo” (Homilia na Festa do Batismo do Senhor, 10 de Janeiro de 2010).

São Paulo, nas suas Cartas, insiste repetidas vezes sobre a singular comunhão com o Filho de Deus realizada neste lavacro. O fato que na maioria dos casos o Batismo se recebe quando somos crianças põe em evidência que se trata de um dom de Deus: ninguém merece a vida eterna com as próprias forças. A misericórdia de Deus, que lava do pecado e permite viver na própria existência «os mesmos sentimentos de Jesus Cristo», é comunicada gratuitamente ao homem.

O Apóstolo dos gentios, na Carta aos Filipenses, expressa o sentido da transformação que se realiza com a participação na morte e ressurreição de Cristo, indicando a meta: que assim eu possa “conhecê-Lo, a Ele, à força da sua Ressurreição e à comunhão nos Seus sofrimentos, configurando-me à Sua morte, para ver se posso chegar à ressurreição dos mortos” (Fl 3, 10- 11). O Batismo, portanto, não é um rito do passado, mas o encontro com Cristo que informa toda a existência do batizado, doa-lhe a vida divina e chama-o a uma conversão sincera, iniciada e apoiada pela Graça, que o leve a alcançar a estatura adulta de Cristo.

Um vínculo particular liga o Batismo com a Quaresma como momento favorável para experimentar a Graça que salva. Os Padres do Concílio Vaticano II convidaram todos os Pastores da Igreja a utilizar «mais abundantemente os elementos batismais próprios da liturgia quaresmal» (Const. Sacrosanctum Concilium, 109). De fato, desde sempre a Igreja associa a Vigília Pascal à celebração do Batismo: neste Sacramento realiza-se aquele grande mistério pelo qual o homem morre para o pecado, é tornado partícipe da vida nova em Cristo Ressuscitado e recebe o mesmo Espírito de Deus que ressuscitou Jesus dos mortos (cf. Rm 8,).

Este dom gratuito deve ser reavivado sempre em cada um de nós e a Quaresma oferece-nos um percurso análogo ao catecumenato, que para os cristãos da Igreja antiga, assim como também para os catecúmenos de hoje, é uma escola insubstituível de fé e de vida cristã: deveras eles vivem o Batismo como um ato decisivo para toda a sua existência.

2. Para empreender seriamente o caminho rumo à Páscoa e nos prepararmos para celebrar a Ressurreição do Senhor – a festa mais jubilosa e solene de todo o Ano litúrgico – o que pode haver de mais adequado do que deixar-nos conduzir pela Palavra de Deus? Por isso a Igreja, nos textos evangélicos dos domingos de Quaresma, guia-nos para um encontro particularmente intenso com o Senhor, fazendo-nos repercorrer as etapas do caminho da iniciação cristã: para os catecúmenos, na perspectiva de receber o Sacramento do renascimento, para quem é batizado, em vista de novos e decisivos passos no seguimento de Cristo e na doação total a Ele.

O primeiro domingo do itinerário quaresmal evidencia a nossa condição dos homens nesta terra. O combate vitorioso contra as tentações, que dá início à missão de Jesus, é um convite a tomar consciência da própria fragilidade para acolher a Graça que liberta do pecado e infunde nova força em Cristo, caminho, verdade e vida (cf. Ordo Initiationis Christianae Adultorum, n. 25). É uma clara chamada a recordar como a fé cristã implica, a exemplo de Jesus e em união com Ele, uma luta «contra os dominadores deste mundo tenebroso» (Hb 6, 12), no qual o diabo é ativo e não se cansa, nem sequer hoje, de tentar o homem que deseja aproximar-se do Senhor: Cristo disso sai vitorioso, para abrir também o nosso coração à esperança e guiar-nos na vitória às seduções do mal.

O Evangelho da Transfiguração do Senhor põe diante dos nossos olhos a glória de Cristo, que antecipa a ressurreição e que anuncia a divinização do homem. A comunidade cristã toma consciência de ser conduzida, como os apóstolos Pedro, Tiago e João, «em particular, a um alto monte» (Mt 17, 1), para acolher de novo em Cristo, como filhos no Filho, o dom da Graça de Deus: «Este é o Meu Filho muito amado: n’Ele pus todo o Meu enlevo. Escutai-O» (v. 5).

É o convite a distanciar-se dos boatos da vida quotidiana para se imergir na presença de Deus: Ele quer transmitir-nos, todos os dias, uma Palavra que penetra nas profundezas do nosso espírito, onde discerne o bem e o mal (cf. Hb 4, 12) e reforça a vontade de seguir o Senhor. O pedido de Jesus à Samaritana: “Dá-Me de beber” (Jo 4, 7), que é proposto na liturgia do terceiro domingo, exprime a paixão de Deus por todos os homens e quer suscitar no nosso coração o desejo do dom da “água a jorrar para a vida eterna” (v. 14): é o dom do espírito Santo, que faz dos cristãos “verdadeiros adoradores” capazes de rezar ao Pai “em espírito e verdade” (v. 23). Só esta água pode extinguir a nossa sede do bem, da verdade e da beleza! Só esta água, que nos foi doada pelo Filho, irriga os desertos da alma inquieta e insatisfeita, “enquanto não repousar em Deus”, segundo as célebres palavras de Santo Agostinho.

O domingo do cego de nascença apresenta Cristo como luz do mundo. O Evangelho interpela cada um de nós: ”Tu crês no Filho do Homem?”. “Creio, Senhor” (Jo 9, 35.38), afirma com alegria o cego de nascença, fazendo-se voz de todos os crentes. O milagre da cura é o sinal que Cristo, juntamente com a vista, quer abrir o nosso olhar interior, para que a nossa fé se torne cada vez mais profunda e possamos reconhecer n’Ele o nosso único Salvador. Ele ilumina todas as obscuridades da vida e leva o homem a viver como “filho da luz”.

Quando, no quinto domingo, nos é proclamada a ressurreição de Lázaro, somos postos diante do último mistério da nossa existência: “Eu sou a ressurreição e a vida... Crês tu isto?” (Jo 11, 25-26). Para a comunidade cristã é o momento de depor com sinceridade, juntamente com Marta, toda a esperança em Jesus de Nazaré: “Sim, Senhor, creio que Tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo» (v. 27). A comunhão com Cristo nesta vida prepara-nos para superar o limite da morte, para viver sem fim n’Ele. A fé na ressurreição dos mortos a esperança da vida eterna abrem o nosso olhar para o sentido derradeiro da nossa existência:

Deus criou o homem para a ressurreição e para a vida, e esta verdade doa a dimensão autêntica e definitiva à história dos homens, à sua existência pessoal e ao seu viver social, à cultura, à política, à economia. Privado da luz da fé todo o universo acaba por se fechar num sepulcro sem futuro, sem esperança. O percurso quaresmal encontra o seu cumprimento no Tríduo Pascal, particularmente na Grande Vigília na Noite Santa: renovando as promessas batismais, reafirmamos que Cristo é o Senhor da nossa vida, daquela vida que Deus nos comunicou quando renascemos “da água e do Espírito Santo”, e reconfirmamos o nosso firme compromisso em corresponder à ação da Graça para sermos seus discípulos.

3. O nosso imergir-nos na morte e ressurreição de Cristo através do Sacramento do Batismo, estimula-nos todos os dias a libertar o nosso coração das coisas materiais, de um vínculo egoísta com a “terra”, que nos empobrece e nos impede de estar disponíveis e abertos a Deus e ao próximo. Em Cristo, Deus revelou-se como Amor (cf 1 Jo 4, 7-10). A Cruz de Cristo, a “palavra da Cruz” manifesta o poder salvífico de Deus (cf. 1 Cor 1, 18), que se doa para elevar o homem e dar-lhe a salvação: amor na sua forma mais radical (cf. Enc. Deus cáritas est, 12). Através das práticas tradicionais do jejum, da esmola e da oração, expressões do empenho de conversão, a Quaresma educa para viver de modo cada vez mais radical o amor de Cristo. O Jejum, que pode ter diversas motivações, adquire para o cristão um significado profundamente religioso: tornando mais pobre a nossa mesa aprendemos a superar o egoísmo para viver na lógica da doação e do amor; suportando as privações de algumas coisas – e não só do supérfluo – aprendemos a desviar o olhar do nosso «eu», para descobrir Alguém ao nosso lado e reconhecer Deus nos rostos de tantos irmãos nossos. Para o cristão o jejum nada tem de intimista, mas abre em maior medida para Deus e para as necessidades dos homens, e faz com que o amor a Deus seja também amor ao próximo (cf. Mc 12, 31).

No nosso caminho encontramo-nos perante a tentação do ter, da avidez do dinheiro, que insidia a primazia de Deus na nossa vida. A cupidez da posse provoca violência, prevaricação e morte: por isso a Igreja, especialmente no tempo quaresmal, convida à prática da esmola, ou seja, à capacidade de partilha. A idolatria dos bens, ao contrário, não só afasta do outro, mas despoja o homem, torna-o infeliz, engana-o, ilude-o sem realizar aquilo que promete, porque coloca as coisas materiais no lugar de Deus, única fonte da vida.

Como compreender a bondade paterna de Deus se o coração está cheio de si e dos próprios projetos, com os quais nos iludimos de poder garantir o futuro? A tentação é a de pensar, como o rico da parábola: «Alma, tens muitos bens em depósito para muitos anos...». «Insensato! Nesta mesma noite, pedir-te-ão a tua alma...» (Lc 12, 19-20). A prática da esmola é uma chamada à primazia de Deus e à atenção para com o próximo, para redescobrir o nosso Pai bom e receber a sua misericórdia.

Em todo o período quaresmal, a Igreja oferece-nos com particular abundância a Palavra de Deus. Meditando-a e interiorizando-a para a viver quotidianamente, aprendemos uma forma preciosa e insubstituível de oração, porque a escuta atenta de Deus, que continua a falar ao nosso coração, alimenta o caminho de fé que iniciamos no dia do Batismo. A oração permite-nos também adquirir uma nova concepção do tempo: de fato, sem a perspectiva da eternidade e da transcendência ele cadencia simplesmente os nossos passos rumo a um horizonte que não tem futuro. Ao contrário, na oração encontramos tempo para Deus, para conhecer que “as suas palavras não passarão” (cf. Mc 13, 31), para entrar naquela comunhão íntima com Ele “que ninguém nos poderá tirar” (cf. Jo 16, 22) e que nos abre à esperança que não desilude, à vida eterna.

Em síntese, o itinerário quaresmal, no qual somos convidados a contemplar o Mistério da Cruz, é «fazer-se conformes com a morte de Cristo» (Fl 3, 10), para realizar uma conversão profunda da nossa vida: deixar-se transformar pela ação do Espírito Santo, como São Paulo no caminho de Damasco; orientar com decisão a nossa existência segundo a vontade de Deus; libertar-nos do nosso egoísmo, superando o instinto de domínio sobre os outros e abrindo-nos à caridade de Cristo. O período quaresmal é momento favorável para reconhecer a nossa debilidade, acolher, com uma sincera revisão de vida, a Graça renovadora do Sacramento da Penitência e caminhar com decisão para Cristo. Queridos irmãos e irmãs, mediante o encontro pessoal com o nosso Redentor e através do jejum, da esmola e da oração, o caminho de conversão rumo à Páscoa leva-nos a redescobrir o nosso Batismo. Renovemos nesta Quaresma o acolhimento da Graça que Deus nos concedeu naquele momento, para que ilumine e guie todas as nossas ações. Tudo o que o Sacramento significa e realiza, somos chamados a vivê-lo todos os dias num seguimento de Cristo cada vez mais generoso e autêntico. Neste nosso itinerário, confiemo-nos à Virgem Maria, que gerou o Verbo de Deus na fé e na carne, para nos imergir como ela na morte e ressurreição do seu Filho Jesus e ter a vida eterna.

Vaticano, 4 de Novembro de 2010

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

O Bem mais importante nós temos com certeza é a Família!


A Família!




Ela é nosso refúgio, nossa fortaleza, a família pode ser comparada como um pilar, se algum de nossos familiares não está bem, os outros pilares ficam balançados. Sem ela nada somos. Na Bíblia no evangelho de Marcos (3:35) diz:

“Aquele que faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”

No evangelho de Marcos quando falam a Jesus que seus irmãos, sua mãe e sua irmã estão fora do local onde ele se encontrava o esperando é isso que ele responde.
Sem Jesus nenhuma família sobrevive as dificuldades. A Família unida glorifica ao Senhor!
Infelizmente elas estão perdendo a essência, os pais e os filhos não têm mais diálogo, raros são os domingo que algumas famílias passam juntas, isso tudo acarreta em tantas tragédias, Jesus fica profundamente triste como estão as coisas, pois a família deve ser colocada em primeiro lugar depois do nosso Senhor!.
Você neste momento pode estar com problemas de relacionamento com seus pais, seus irmãos, mas, perdoe-os as pessoas que estão dentro de nossa casa, são os nossos melhores amigos, pode ser que seu pai e sua mãe não demonstrem o quanto te ama com palavras ou gestos de carinho, mas reflita, o bem que eles já fizeram a Você! Existem várias formas de demonstrar afeto, uma delas é nunca deixar faltar nada em casa, os pais trabalham para dar o nosso sustento, ou ainda nas vezes que você ficou doente teus pais ficaram ali com você preocupados e não te abandonaram mesmo com todo o trabalho. Se eles nunca disseram um “EU TE AMO” ou nunca te deram um abraço, por que você não pode começar? Vá você e diga “EU TE AMO” dê um abraço forte demonstre o seu amor!
Se nossos pais são rudes com a gente é pra nos ensinar o peso que o mundo lá fora tem, ou querem que aprendamos algo sobre a vida, e tentar poupar algo que ele passaram e não quer que nós passemos pela mesma dificuldade. Ore por seus pais e agradeça a Deus pela família que você tem!
Vamos recuperar nossas famílias novamente. Peça a Deus que sua família seja abençoada e volte para o caminho do Pai, pois família que edifica o Senhor permanece Unida. Não de espaço para o inimigo declare:

“Eu e minha Família serviremos ao Senhor!”

Se Você ainda não tem sua família por perto, ou se seus pais não estão mais juntos, Não deixe de agradecer a Deus, por tudo de bom que eles fizeram a você, pois eles continuam sendo sua família.

Tenham um Dia Abençoado!
POSTADO POR SEMINARISTA GABRIEL CALVI