terça-feira, 10 de junho de 2014

A IMPORTÂNCIA DA PUREZA


A gravidade do pecado da impureza, também chamado de luxúria, é que mancha um membro de Cristo.
“Ora, vós sois o corpo de Cristo e cada um de sua parte, é um dos seus membros” (1Cor 12,27), diz São Paulo, “... assim nós, embora sejamos muitos, formamos um só corpo em Cristo, e cada um de nós somos membros uns dos outros”. (Rom 12,5)
Quando um cristão comete um pecado de impureza, não suja apenas a si mesmo, mas também ao Corpo de Cristo, do qual é membro. É neste sentido que São Paulo alertava os fiéis de Corinto sobre a gravidade desse pecado. “Não sabeis que vossos corpos são membros de Cristo ?” (1 Cor 6,15)
São Paulo pede aos coríntios: “Fugi da fornicação. Qualquer outro pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o impuro peca contra o seu próprio corpo” (1 Cor 6,18).
É preciso entender que nós não apenas “temos” um corpo, mas “somos” um corpo. Nossa identidade está ligada ao nosso corpo; ela é fixada pela nossa foto, impressão digital ou código genético (DNA). Portanto, o pecado da impureza agrava-se na medida em que, mais do que nos outros casos, envolve toda a nossa pessoa, corpo e alma.
E o Espírito Santo não habita apenas a nossa alma, mas também o nosso corpo.
“Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo que habita em vós, o qual recebestes de Deus, e que, por isso mesmo, já não vos pertenceis? Porque fostes comprados por um grande preço”. (1 Cor 6,19)
Como disse São Pedro, não fomos resgatados a preço de bens perecíveis, prata e ouro, mas “pelo precioso sangue de Cristo” (1 Pe 1,18), para pertencermos a Deus, no corpo de Cristo.
São Paulo ensina que devemos dar glória a Deus com o nosso corpo: “O corpo, porém não é para a impureza, mas para o Senhor e o Senhor para o Corpo”. (1 Cor 6,13). “Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo”. (1 Cor 6,20)
Nosso corpo está destinado a ressuscitar no último dia, glorioso como o corpo de Cristo ressuscitado. “Nós, porém, somos cidadãos dos céus. É de lá que ansiosamente esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará nosso mísero corpo tornando-o semelhante ao seu corpo glorioso...” (Fil 3,20)
Por tudo isso São Paulo disse aos coríntios:
“Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá. Porque o templo de Deus é sagrado - e isto sois vós”. (1 Cor 3,16-17)
Para viver a pureza é preciso estar em alerta o tempo todo, como recomendou o Senhor: “Vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca”. (Mt 26,41)
Mahatma Gandhi, que libertou a Índia, e que não era cristão, mas amava Jesus, escreveu: “A castidade não é uma cultura de estufa... A castidade é uma das maiores disciplinas, sem a qual a mente não pode alcançar a firmeza necessária”. “A vida sem castidade parece-me vazia e animalesca”. (Tomás Tochi, “Gandhi, mensagem para hoje”, Ed. Mundo 3, SP, pp. 105ss,1974)
Santo Agostinho dizia: “se queres ser feliz, sê casto”.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

MARIA, A Arca da Nova e Eterna Aliança.

Sabemos que para Deus não existe coincidência e que o Novo Testamento vem a ser o complemento para o Antigo Testamento, oras assim como Jesus disse:
“Não vim abolir a lei, mas aperfeiçoá-la.” (Mt 5,17 - Tradução do texto original)
A Arca da Antiga Aliança abrigava os Dez Mandamentos, que eram a Palavra de Deus. Na Bíblia, São João chama também Jesus de Palavra (=Verbo) de Deus e Maria, por carregá-lo em seu ventre, tornou-se a Arca da Nova Aliança.A Arca da Aliança é santa e pura. Se Maria tivesse o pecado original,como os protestantes dizem, ela não poderia ser pura e, consequentemente, também não poderia ser a Arca da Nova Aliança.
Este conceito é apresentado na Bíblia quando comparamos o Antigo Testamento com o Novo Testamento. Observe estas semelhanças:
Antigo Testamento: (2Samuel 6,9) quando a Arca da Aliança foi trazida perante o rei Davi - "Temeu Davi ao Senhor naquele disse, e disse: 'Como virá a mim a Arca do Senhor?'".
Novo Testamento: (Lucas 1,43) quando Maria foi visitar sua parente Isabel, que estava grávida de João Batista - "De onde me provém que me venha visitar a mãe do meu Senhor?".
Antigo Testamento: (2Samuel 6,16) quando o rei Davi dançou de júbilo porque ele estava na presença da Arca, que conhtinha a Palavra de Deus - "Quando a Arca do Senhor entrava na cidade de Davi, Mical, a filha de Saul, estava olhando pela janela. E vendo ao rei Davi, que ia saltando e dançando diante do Senhor, o desprezou no seu coração" .
Novo Testamento: (Lucas 1,41) quando o profeta João Batista saltou de júbilo no ventre de sua mãe, Isabel. Ele fez isto quando ouviu a voz de Maria, que estava grávida de Jesus, o qual também é chamado de Palavra (=Verbo) de Deus - "Ao ouvir Isabel a saudação de Maria, a criancinha saltou no seu ventre, e Isabel foi cheia do Espírito Santo" .
Antigo Testamento: (2Samuel 6,15) os israelitas encheram-se de grande júbilo porque estavam muito próximos da Arca que continha a Palavra de Deus - "Assim Davi e toda a casa de Israel subiam, trazendo a Arca do Senhor com júbilo e ao som de trombetas" .
Novo Testamento:(Lucas 1,42.44) mostra como Isabel e João Batista se encheram de júbilo por estarem na presença de Maria, que carregava a Palavra de Deus - "Exclamou ela [Isabel] em alta voz: 'Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre. Ao chegar-me aos ouvidos a voz da tua saudação a criancinha saltou de alegria no meu ventre' .
Antigo Testamento :(Sof 3,14-17): o profeta Sofonias diz a Sião:Canta alegremente, ó filha de Sião; rejubila, ó Israel! Regozija-te e exulta de todo o coração, ó filha de Jerusalém!O Senhor afastou o teu castigo, lançou fora o teu inimigo. O Senhor, o rei de Israel, está no meio de ti; tu já não verás mal algum.Naquele dia se dirá a Jerusalém: Não temas, ó Sião; não se afrouxem as tuas mãos.O Senhor teu Deus está no meio de ti, poderoso para te salvar.
Novo Testamento :(Luc 1,28.30): o anjo Gabriel diz a Maria: Salve, agraciada!O Senhor é contigo! Bendita és tu entre as mulheres.Maria, não temas; achaste graça diante de Deus. Conceberás e darás à luz um filho e por-lhe-ás o nome de Jesus.
Antigo Testamento:(Ex 40,35b): Deus habita a arca da aliança: A nuvem repousava2 sobre ela e a glória do Senhor encheu o tabernáculo.
Novo Testamento :(Luc 1,35) Cristo habitará a nova arca da aliança: Descerá sobre ti o Espírito Santo e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o ente santo que de ti há de nascer será chamado Filho de Deus.
Antigo Testamento : (2Sam 6,9.11) Davi fica surpreso diante da arca da aliança: Temeu Davi ao Senhor naquele dia e disse: Como virá a mim a arca do Senhor?Ficou a arca do Senhor na casa de Obede-Edom, o geteu, três meses e o Senhor abençoou a Odede-Edom e a toda sua casa.
Novo Testamento :(Luc 1,43.56) Isabel fica surpresa diante da nova arca da aliança:[Exclamou Isabel:] De onde me provém que me venha visitar a mãe do meu Senhor?Maria ficou com ela [Isabel] quase três meses e então voltou para casa.
Se tudo isto é verdade, que Maria é a Arca da Nova Aliança, então ela deve ter sido pura e não poderia haver qualquer tipo de pecado em sua alma. O fato de que Maria tenha nascido sem pecado original tem sido um ensinamento muito claro não apenas da Igreja Católica como também dos fundadores do Protestantismo, até mesmo Lutero honrou Maria, so que com a divisão cada vez maior das seitas protestantes e cada um interpretando a Palavra a seu modo, acabaram se afastando deste ensinamento e do amor a Maria.

terça-feira, 6 de maio de 2014

CNBB divulga folder com orientações sobre a Copa do Mundo

O arcebispo de Maringá (PR) e bispo responsável pela Pastoral do Turismo, dom Anuar Battisti, apresentou à imprensa o folder “Copa do Mundo Dignidade e Paz”, preparada pela Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
O folder surgiu após encontros entre representantes das 12 cidades-sede do mundial e busca mostrar formas de acolher o turista e orientar as comunidades locais sobre os riscos de um evento como a Copa do Mundo. “Aborda desde a exploração escrava do trabalho, exploração sexual, o tráfico de pessoas, tráfico de entorpecentes, enfim, aponta os lados positivo e negativo da Copa”, enumerou dom Anuar.
Na publicação, a Igreja expressa preocupação com a exclusão de milhões de cidadãos ao direito à informação e à participação nos processos decisórios sobre as obras que foram realizadas para o evento e com o desrespeito à legislação e ao direito ambiental, trabalhista e do consumidor, por exemplo.
O folder ainda traz exigências de que aconteçam ações eficazes para evitar o trabalho escravo, o tráfico humano e a exploração sexual, com “punição exemplar e ágil para com os infratores”.
Algumas ações sugeridas no folder também foram lembradas por dom Anuar Battisti, como a identificação das principais igrejas e santuários das cidades, a celebração de missas em vários idiomas, buscando, segundo o bispo, mostrar ao turista a presença da Igreja Católica no Brasil.
Considerado como documento motivador, o folder tem em seu texto trechos da mensagem da CNBB, “Jogando pela Vida”, sobre a Copa do Mundo, publicada em 13 de março deste ano. Dom Anuar, destacou a parte que fala do êxito que poderá ser alcançado com o evento.
“O sucesso da Copa do Mundo não se medirá pelos valores que injetará na economia local ou pelos lucros que proporcionará aos seus patrocinadores. Seu êxito estará na garantia de segurança para todos sem o uso da violência, no respeito ao direito às pacíficas manifestações de rua, na criação de mecanismos que impeçam o trabalho escravo, o tráfico humano e a exploração sexual, sobretudo, de pessoas socialmente vulneráveis e combatam eficazmente o racismo e a violência”, recordou.

segunda-feira, 31 de março de 2014

Abrir-se à luz de Jesus, pede Papa no Angelus

Papa Francisco falou da passagem evangélica que retrata a cura, realizada por Jesus, do homem cego. Ele destacou a necessidade do ser humano se abrir à luz de Jesus, para que a vida dê frutos, e não seguir pelo caminho da “cegueira interior”.
Francisco concentrou-se sobre dois comportamentos que se vê nessa passagem do Evangelho: a abertura do cego à luz de Cristo e o fechamento dos doutores da lei em suas próprias presunções.
“Enquanto o cego se aproxima da luz, os fariseus, ao contrário, se fecham cada vez mais na cegueira interior. Fechados em suas presunções, acreditam já ter a luz e por isto não se abrem à verdade de Jesus”
Esses doutores da lei, segundo explicou o Papa, fazem de tudo para negar a evidência, colocam em dúvida a identidade do homem curado. Depois, negam a ação de Deus na cura, sob a alegação de que Deus não age aos sábados.
O Santo Padre enfatizou que este trecho do Evangelho chama a atenção para o drama da cegueira interior de tantas pessoas. Às vezes, disse, a vida é parecida com a do cego que se abriu à luz de Deus e à sua graça. Outras vezes, lamentavelmente, a vida se parece um pouco mais com a dos fariseus, de forma que o orgulho próprio leva a julgar os outros e até mesmo Deus.
“Hoje somos convidados a nos abrirmos à luz de Cristo para dar frutos na nossa vida, para eliminar comportamentos que não são cristãos, para caminhar decididamente pelo caminho da santidade que começa no Batismo”.
Francisco sugeriu que, ao voltarem para casa hoje, os fiéis leiam o capítulo 9 do Evangelho segundo São João. Segundo ele, isso fará bem para cada um refletir e se perguntar como anda o seu coração: aberto para Deus e para o próximo ou fechado. “Sempre temos em nós algum fechamento nascido do pecado, do erro, mas não tenhamos medo. Vamos nos abrir à luz do Senhor, Ele nos espera sempre, para nos fazer ver melhor, para nos dar a luz”.
Ele pediu, por fim, que nesse caminho de preparação para a Páscoa os fiéis possam reavivar em si o dom recebido no Batismo e alimentar essa chama com a oração e a caridade para com o próximo. “Confiemos à Virgem Maria o caminho quaresmal para que também nós, como o cego curado, possamos com a graça de Cristo ‘caminhar para a luz’, renascer para a vida nova”.

10 RAZÕES PARA QUE VOCÊ QUEIRA VIVER A CASTIDADE:

'É melhor o paciente que o valente; quem domina a si mesmo vale mais que o conquistador de cidades.' (Prov 16,32). Estou casado há trinta anos e, se nesses trinta anos eu fui, e sou, fiel à minha esposa com a graça de Deus, é porque, durante a minha juventude, fiz o exercício da castidade. Não foi fácil; tive de rezar muito, chorar muito, confessar muitas vezes. Padre Jonas era meu confessor e da minha namorada, que hoje é minha esposa e, conheceu minha luta, uma luta de glória.
Aos catorze anos, um padre salesiano me deu um livro chamado 'O Brilho da Castidade'. O autor abordava o tema com muito entusiasmo, mostrava o valor da castidade com muita competência e dizia que, se tivesse de dar uma medalha de ouro para um jovem, que venceu com a castidade, ou para outro que ganhou uma grande batalha, ele preferiria dar para o que vencera na castidade. Ao ler aquele trecho eu disse: 'Quero essa medalha! Se vencer na castidade vale mais do que ganhar uma batalha, eu quero ganhar essa medalha de ouro'. E ganhei a medalha, com a graça de Deus.
Solteiros e casados são convidados a viver a castidade, não tendo vida sexual ativa antes do matrimônio, nem fora dele, respectivamente.
Apresento dez razões para que você queira viver a castidade:
1- Para fazer a vontade de Deus;
2- Para não pecar e, por isso ser feliz;
3- Para não haver na sua vida uma gravidez indesejada. Você não será mãe e nem pai antes da hora; não terá vergonha dos seus pais;
4- Porque não haverá doenças venéreas em sua vida. Você nunca transmitirá para seus filhos uma doença contraída por via sexual. Nunca vai passar AIDS ou sífilis para eles;
5- Porque você dará um exemplo muito importante para o mundo. Aqueles que criticam a castidade o fazem, porque não conseguem vivê-la. Santo Agostinho dizia que, aquele que não consegue viver a virtude, critica os que a vivem, exatamente porque não conseguem vivê-la;
6- Porque vivendo a castidade irá canalizar suas energias para o seu desenvolvimento, seu trabalho, seus estudos, seu apostolado. A castidade faz o jovem ser canalizado no seu ser;
7- Para respeitar a pessoa do outro. Você não é dono do corpo da sua namorada, assim como sua namorada não é dona do seu corpo. Apenas o corpo de sua esposa lhe pertence, embora isso não signifique que você possa fazer do corpo dela o que quiser.
Como cônjuges, vocês têm direito à vida sexual, porque, pela união diante de Deus, tornaram-se uma só carne;
8- Para não haver aborto em sua vida;
9- Porque você construirá uma família forte e santa;
10- Porque você aprenderá o domínio da vontade e o autocontrole. Muitos casais se separam por causa da infidelidade um do outro, das traições. Por que homens se dobram diante de mulheres mais jovens, mais bonitas do que a deles? Por que as mulheres se encantam com rapazes mais novos? Por que o ser humano tem cedido aos impulsos carnais? Porque não aprendeu a treinar a própria vida, a própria vontade, a de se dominar, a de ter autocontrole.
É na vida de solteiro que se faz o exercício da castidade e, se treina o domínio de si mesmo. Talvez seja fácil construir uma cidade, porém é muito mais difícil dominar-se a si mesmo. O jovem que faz o exercício da castidade exercita o autocontrole. Será um pai e um esposo fiel à sua esposa. Acredite nisso!
Livro 'A Cura da Nossa Afetividade e Sexualidade' – Editora Canção Nova

sábado, 1 de março de 2014

ORAÇÃO A MIM MESMO

Que eu me permita olhar e escutar e sonhar mais. 

Falar menos. Chorar menos. Ver nos olhos de quem me vê a admiração que eles me têm e não a inveja que prepotentemente penso que têm. 

Escutar com meus ouvidos atentos e minha boca estática, as palavras que se fazem gestos e os gestos que se fazem palavras.
Permitir sempre escutar aquilo que eu não tenho me permitido escutar.

Saber realizar os sonhos que nascem em mim e por mim, e comigo morrem por eu não os saber sonhar. Então, que eu possa viver os sonhos possíveis e os impossíveis; aqueles que morrem e ressuscitam a cada novo fruto, a cada nova flor, a cada novo calor, a cada nova geada, a cada novo dia.

Que eu possa sonhar o ar, sonhar o mar, sonhar o amar, sonhar o amalgamar. Que eu me permita o silêncio das formas, dos movimentos, do impossível, da imensidão de toda profundeza.

Que eu possa substituir minhas palavras pelo toque, pelo sentir, pelo compreender, pelo segredo das coisas mais raras, pela oração mental (aquela que a alma cria e que só ela, alma, ouve e só ela, alma, responde).

Que eu saiba dimensionar o calor, experimentar a forma, vislumbrar as curvas, desenhar as retas, e aprender o sabor da exuberância que se mostra nas pequenas manifestações da vida.

Que eu saiba reproduzir na alma a imagem que entra pelos meus olhos fazendo-me parte suprema da natureza, criando-me e recriando-me a cada instante.

Que eu possa chorar, menos de tristeza e mais de contentamentos. Que meu choro não seja em vão, que em vão não sejam minhas dúvidas.

Que eu saiba perder meus caminhos, mas saiba recuperar meus destinos com dignidade. Que eu não tenha medo de nada, principalmente de mim mesmo: - Que eu não tenha medo de meus medos!

Que eu adormeça toda vez que for derramar lágrimas inúteis, e desperte com o coração cheio de esperanças.

Que eu faça de mim um homem sereno dentro de minha própria turbulência, sábio dentro de meus limites pequenos e inexatos, humilde diante de minhas grandezas tolas e ingênuas (que eu me mostre o quanto são pequenas minhas grandezas e o quanto é valiosa minha pequenez).

Que eu me permita ser mãe, ser pai, e, se for preciso, ser órfão.
Permita-me ensinar o pouco que sei e aprender o muito que não sei, traduzir o que os mestres ensinaram e compreender a alegria com que os simples traduzem suas experiências; respeitar incondicionalmente o ser; o ser por si só, por mais nada que possa ter além de sua essência, auxiliar a solidão de quem chegou, render-me ao motivo de quem partiu e aceitar a saudade de quem ficou.

Que eu possa amar e ser amado. Que eu possa amar mesmo sem ser amado, fazer gentilezas quando recebo carinhos; fazer carinhos mesmo quando não recebo gentilezas. Que eu jamais fique só, mesmo quando eu me queira só.

Autor: Gregory Colbert

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Padre Fábio de Melo publica nota em seu blog para esclarecer a polêmica que envolveu a sua fidelidade à Ortodoxia Católica

Veja a nota na integra:


Queridos amigos,
Em virtude da polêmica que envolveu minha fidelidade à Ortodoxia Católica, venho esclarecer alguns pontos.
Em nenhum momento da minha vida atentei contra a sacralidade da Igreja Católica Apostólica Romana. Sou Mestre em Teologia Dogmática e zelo muito para que minha pregação esteja de acordo com os ensinamentos da Igreja. Este é o credo que professo: “Creio na Santa Igreja Católica Una, Santa, Católica e Apostólica.” Nunca inventei uma crença particular, ou um modo diferente de compreender esta profissão de fé.
A expressão que usei no programa de “De frente com Gabi”, “Jesus queria o Reino de Deus, mas nós demos a Ele a Igreja” é uma expressão muito usada nos bastidores acadêmicos que frequentei em minha vida, e está distante da proposta herética que ela já representou em outros tempos. O significado evoluiu.
Nossa Fundação é Santa, pois fomos instituídos pelo Cristo. “A Igreja é um corpo, em que nós somos os membros e Jesus Cristo é a cabeça (Col 1,18; I Cor 12,27). Na cabeça o Reino já está estabelecido. Em Cristo, o Reino já está plenamente manifestado. Mas os membros do corpo ainda estão no contexto da busca, pois continuamos arrastando as consequências adâmicas do nosso pecado. E por isto, mesmo que em Cristo o Reino já esteja plenamente manifestado, em nós, Igreja, povo de Deus, ele continua sendo a meta que nunca deixamos de buscar.
O Concílio Vaticano II, através de sua Constituição Dogmática Lumen Gentium, enfatizou que a Igreja é povo de Deus. O povo é errante, pois apesar de estar mergulhado nas graças do batismo, ainda sofre as consequências da fragilidade que o pecado lhe deixou. O mesmo Concílio declarou “O Reino de Cristo já presente em mistério, cresce visivelmente no mundo pelo poder de Deus…” (LG 3).
Presente em mistério. Isto é, cabe a nós, membros deste corpo, apressar a sua chegada. A Igreja é triunfante, mas também é peregrina, penitente, pois que carrega em sua carne a fragilidade de seus membros.
Sim, a Igreja é santa, mas comporta em seu seio os pecadores que somos nós. E por isso dizemos, também com o perigo da imprecisão teológica: “A Igreja é Santa e pecadora”. Bento XVI sugeriu modificar a expressão. “A Igreja é Santa, mas há pecado na Igreja”. Notem que ele salvaguarda a santidade na essência.
Mas o pecado existe na Igreja. Por isto rezamos nas liturgias diárias pelo Santo Padre, pelos bispos, pelo clero, pelo povo de Deus. Clamamos por purificação, luzes em nossas decisões, pois sabemos que é missão do Espírito encaminhar na terra a Igreja que ainda não é Reino de Deus (porque maculada pelos nossos pecados), e que ao Cristo damos diariamente. Mas nós caminhamos na esperança. Sabemos que um dia todas as partes do corpo estarão agindo em perfeita harmonia com a cabeça. Seremos a “Jerusalém Celeste”.
Eu assumo que errei ao usar a expressão. Eu não estava numa sala de aula, lugar onde a Ortodoxia convive bem com a dialética. Não considerei que muitos telespectadores poderiam não entender o contexto da comparação. E por isso peço desculpas. E junto às desculpas, faço minha retratação. Nunca tive problema em assumir meus equívocos. Usei uma expressão que carece ser contextualizada com outras explicações, para que não pareça irresponsável, nem tampouco herética.
Repito. Eu não nego nem neguei a definição dogmática expressa na Lumem Gentium, Número 5.
“O mistério da santa Igreja manifesta-se na sua fundação. O Senhor Jesus deu início à Sua Igreja pregando a boa nova do advento do Reino de Deus prometido desde há séculos nas Escrituras: «cumpriu-se o tempo, o Reino de Deus está próximo» (Mc. 1,15; cfr. Mt. 4,17). Este Reino manifesta-se na palavra, nas obras e na presença de Cristo. A palavra do Senhor compara-se à semente lançada ao campo (Mc. 4,14): aqueles que a ouvem com fé e entram a fazer parte do pequeno rebanho de Cristo (Luc. 12,32), já receberam o Reino; depois, por força própria, a semente germina e cresce até ao tempo da messe (cfr. Mc. 4, 26-29). Também os milagres de Jesus comprovam que já chegou à terra o Reino: «Se lanço fora os demónios com o poder de Deus, é que chegou a vós o Reino de Deus» (Luc. 11,20; cfr. Mt. 12,28). Mas este Reino manifesta-se sobretudo na própria pessoa de Cristo, Filho de Deus e Filho do homem, que veio «para servir e dar a sua vida em redenção por muitos» (Mt. 10,45).”
E quando Jesus, tendo sofrido pelos homens a morte da cruz, ressuscitou, apareceu como Senhor e Cristo e sacerdote eterno (cfr. Act. 2,36; Hebr. 5,6; 7, 17-21) e derramou sobre os discípulos o Espírito prometido pelo Pai (cfr. Act. 2,33). Pelo que a Igreja, enriquecida com os dons do seu fundador e guardando fielmente os seus preceitos de caridade, de humildade e de abnegação, recebe a missão de anunciar e instaurar o Reino de Cristo e de Deus em todos os povos, e constitui o germe e o princípio deste mesmo Reino na terra. Enquanto vai crescendo, suspira pela consumação do Reino e espera e deseja juntar-se ao seu Rei na glória.”
Agradeço pela prece dos que me acompanharam neste momento tão sofrido.
Com minha benção,
Padre Fábio de Melo.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

11 de fevereiro - Dia de Nossa Senhora de Lourdes.



Ó Deus por intercessão de Nossa Senhora de Lourdes, nós Vos pedimos em favor dos nossos irmãos e irmãs doentes, e colocamos seus nomes em oração:

(diga os nomes das pessoas que estão doentes...)

Senhor que passaste pelo mundo derramando graças e bênçãos e curando os doentes abençoai estes nossos irmãos e irmãs enfermos. Que eles não desanimem diante do mal que sofrem, mas que possam sempre e de coração aberto, em Vossa presença e no Vosso amor, sentirem-se fortalecidos. Senhor que estes doentes não desanimem. Que tenham sempre muita confiança em Vós.
Senhor Deus olhai pelos cuidadores dos doentes, que tenham a graça da paciência, da delicadeza e da esperança. Que todos os enfermos sintam a Tua Presença Senhor, confortando-os e protegendo-os. Revela sabedoria aos médicos. Senhor Deus, abençoai e santificai os enfermos. Que tenham coragem de vencer os momentos de desesperança e de angústia.
Senhor, estende Tua Mão Poderosa, como fizeste a tantos enfermos. Levanta-os em sua enfermidade. Restaura Senhor a saúde do corpo e a saúde da alma.
Ó Virgem Puríssima Nossa Senhora de Lourdes, que Vos dignastes aparecer num lugar solitário de uma gruta. Nossa Senhora de Lourdes cujas palavras nos exortavam a recitar o Terço e uma vida de penitência e austeridade na fé.
Ó Virgem de Lourdes, que lembrando que Seu filho proclamou ser a fonte da água viva, fez brotar do chão uma água para curar e nos lavar de todas as enfermidades...

(Faça sua intenção pelos doentes novamente)

Ó Virgem de Lourdes, leva-nos até a gruta, ajuda-nos a beber desta água que brota do coração de Teu filho Jesus e que nossa vida, nossa saúde do corpo e da alma, sejam restabelecidas.
Nossa Senhora de Lourdes rogai pelos enfermos. Amém.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Prece de Esperança



Senhor, que jamais desistamos de Vos seguir, deixemos de ter esperança de um amanhã melhor, pois, se estais connosco, lançaremos nossas redes quantas vezes for necessário, sempre no optimismo de que conseguiremos tudo o que almejamos, se estivermos unidos a vós e vivendo a Vossa vontade. Sabeis sempre o que nos é melhor. Senhor, dai-nos uma sincera entrega, abandono, confiança total em Vós, pois nada vos entristece mais do que a nossa falta de confiança em Vosso tão santo e perfeito amor. Senhor, percebo que não valorizo a paz, se não passo antes pela dor. Ensinai-me a ser sempre grata(o), não me detendo no que nos falta, mas em tudo o que me concedeis por Vossa imensa bondade. Que após a dor de um santo calvário, conheça a alegria de uma feliz e santa ressurreição.

 Amém!

Oração á Sagrada Família de Nazaré.


Orações á sagrada família


Sagrada Família de Nazaré, Jesus Maria e José, sois exemplo para todas as nossas famílias. Fostes uma família única no mundo, vivendo uma existência anônima e silenciosa numa pequena localidade da Palestina. Uma família provada pela pobreza, pela perseguição, pelo exílio, que glorificastes a Deus de modo imcomparavelmente puro. Nós vos pedimos, não deixeis de ajudar todas as nossas famílias.
Que São José, "homem justo", trabalhador incansável, guardião da Sagrada Família, também guarde, proteja e ilumine a nossa família.
Que a Virgem Maria, Mãe da Igreja, seja também a Mãe da "Igreja Doméstica" e que, com seu auxílio materno, a nossa família seja verdadeiramente uma família Cristã.
E que Cristo Senhor, Rei das famílias, como em Caná, esteja presente em nosso lar e nos conceda luz,felicidade, serenidade e fortaleza.
A Jesus, Maria e José confiamos a nossa família. Amém!

Oração a S. Joaquim e Sant´Ana, pelos avós e idosos.



Oração pelos avós e idosos

Ó beatíssimos pais da Mãe de Deus, S. Joaquim e Sant´ana, eu vos saúdo e bendigo com devoção e amor. Alegro-me de todo o coração pela vossa glória e por aquela sublime prerrogativa pela qual Deus vos escolheu para serdes os pais da Mãe de Deus, Maria Santíssima.
Rogai por mim a Jesus e a Maria para que eu os agrade em tudo. Tende piedade de mim como os pais têm de seus filhos. Sede meus consoladores na vida e na morte. Assisti-me na minha última agonia, para que dignamente receba os santos sacramentos da Igreja e, partindo deste mundo com o coração contrito, possa chegar ao céu.

Oração a Santa Ana.




Ó Senhora Santa Ana, fostes chamada por Deus a colaborar na salvação do mundo. Seguindo os caminhos da Providência Divina, recebestes São Joaquim por esposo. Deste vosso matrimônio, vivido em santidade, nasceu Maria Santíssima, que seria a Mãe de Jesus Cristo.
Formando Vós família tão santa, confiantes nós pedimos por esta nossa família. Alcançai-nos a todos as graças de Deus: aos Pais deste lar, que vivam na Santidade do matrimônio e formem seus filhos segundo o Evangelho; aos Filhos desta casa, que cresçam em sabedoria, graça e santidade e encontrem a vocação a que Deus os chamou. E a Todos nós, Pais e Filhos, alcançai-nos a alegria de viver fielmente na Igreja de Cristo, guiados sempre pelo Espírito Santo, para que um dia após as alegrias e sofrimentos desta vida, mereçamos também nós chegar à casa do Pai, onde vos possamos encontrar, para juntos sermos eternamente felizes, no Cristo, pelo Espírito Santo. Amém.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2014 SERÁ CONTRA O TRÁFICO HUMANO


Fr Xavier Plassat & Francisco Alan Santos Lima – CPT, Campanha “De Olho aberto para não virar escravo”


O CONSEP (Conselho Episcopal Pastoral da CNBB) aprovou o tema da Campanha da Fraternidade 2014: 
“Fraternidade e Tráfico Humano”. A escolha foi no último dia 20 de junho. 

O tema foi proposto pelos Grupos de Trabalho (GT) de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e de Combate ao 
Trabalho e Escravo, da CNBB, grupos que envolvem entidades ligadas ao setor pastoral da Mobilidade Humana 
(como o Serviço Pastoral do Migrante ou a Rede “Um Grito Pela Vida” da Conferência dos Religiosos do Brasil) e às 
Pastorais Sociais (como a Comissão Pastoral da Terra). No final de 2011, os dois grupos se fundiram num só, 
traduzindo assim o claro entendimento de que estas realidades são distintas, porém inseparáveis. Desde 2010, 
seus integrantes sugeriam à CNBB uma próxima Campanha da Fraternidade voltada para essa temática, cada vez 
mais presente no mundo da globalização. Em apoio à demanda, foram feitas reuniões de mobilização, oficinas de 
capacitação e coletadas milhares de assinaturas. 

Com suas rotas nacionais e internacionais, o tráfico1
 está à base da maioria das situações de escravidão moderna. 

Estudo divulgado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) no início de junho de 2012, propõe uma 
estimativa global do número de vítimas do “tráfico humano”, conceito que inclui o tráfico para trabalho forçado e 
o tráfico para exploração sexual2
. Em que pese o desafio de apreender um crime praticado na clandestinidade, a 
OIT estima esse número em 20,9 milhões, sendo 1,8 Mi somente nos países da América Latina e Caribe: uma 
prevalência de 3,1 por mil, acima da média global. Do total mundial, a exploração laboral representa 78% (sendo 
14,2 Mi pela economia privada e 2,2 Mi pelo Estado) e a exploração sexual, 22% (4,5 Mi); 74% das vítimas são 
adultos e 26%, crianças; 55% são mulheres, 45% homens; em 44% dos casos, essa exploração se dá no decorrer de 
uma migração, seja dentro do próprio país (15%) seja para fora do país (29%), percentagens que, no caso da 
exploração sexual, são bem diferenciados: 19% no país e 74% fora. Bem conhecido no campo brasileiro sob a 
figura do “gato”, o chamado aliciamento é um mecanismo encontrado sob todas as latitudes, tendo entre suas 
vítimas pessoas afetadas por uma ou várias características de vulnerabilidade da qual se aproveitam os 
traficantes. 

Alvo de duas Comissões Parlamentares de Inquérito no Congresso Federal3
, o tema do Tráfico Humano não 
poderia ser abordado em tempoo mais oportuno: se a perspectiva de realização no Brasil de mega eventos, como a 
Copa do Mundo 2014 ou as Olimpíadas 2016, que trarão milhares de visitantes, reaviva a preocupação com o 
possível recrudescimento de práticas criminosas recorrentes no país, já é realidade consumada, de norte a sul, o 
rastro de trabalho escravo que acompanha o empreendimento de grandes projetos (como barragens, linhões, 
ferrovias e outras obras do PAC), a expansão das monoculturas do agronegócio (soja, cana, eucalipto) e o contínuo 
avanço da pecuária sobre a floresta. Eis uma realidade que não afeta somente o campo, mas sim a cidade: 
bolivianos e peruanos traficados para o Brasil são escravizados em oficinas clandestinas, a serviço inclusive de 
grifes famosas. 


A UNODC (Ofício da ONU sobre Drogas e Crime) estima em 140 mil, o número de pessoas – mulheres 
principalmente - traficadas e exploradas sexualmente em países da Europa. Entre elas, 13% são sul-americanas. A 
Espanha é um dos principais destinos, seguida de Itália, Portugal, França, Holanda, Alemanha, Áustria e Suíça. 
Dentro do Brasil, uma pesquisa identificou 241 rotas de tráfico para fins de exploração sexual4
. 

Segundo a OIM (Organização Internacional para Migrações), o tráfico de pessoas e o contrabando de migrantes5

estão crescendo na América Latina em função do boom da demanda e da tendência em importar trabalho barato 
em condições precárias. 

Entre 2003 e hoje, a CPT identificou no Brasil cerca de 250 casos de trabalho escravo6
 a cada ano, e as equipes de 
fiscalização do Ministério do Trabalho já resgataram mais de 38.000 trabalhadores, principalmente no campo: no 
roço de pasto, na produção de carvão vegetal ou em grandes lavouras. Em 2011 houve libertações em todas as 
regiões do país, num total de 2501 pessoas, sendo 613 delas em atividades não agrícolas. 

Apesar das denúncias gritantes oriundas da Igreja desde o início dos anos 1970 e da mobilização de amplos 
setores da sociedade, o poder público brasileiro assumiu tardiamente a responsabilidade de enfrentar as várias 
formas de tráfico humano: Grupo de fiscalização móvel (19955), Plano nacional de erradicação do trabalho escravo 
I e II (2003 e 2008), Política e Plano nacional de enfrentamento ao tráfico de pessoas (2006 e 2008). 

Pela intensa mobilização social e pelos instrumentos originais adotados para combater esse crime (fiscalização 
móvel, núcleos de enfrentamento ao tráfico de pessoas, lista suja, pacto corporativo e, recentemente, confisco da 
propriedade), o Brasil chegou a ser considerado como referência nesta luta por dignidade e liberdade. Por outro 
lado, considerando o enorme potencial disponível para afastar essa chaga, sua persistência constitui-se num 
escândalo para qualquer cidadão e para qualquer cristão. 

Erradicar a chaga do tráfico humano exige muito mais que libertar suas vítimas imediatas; implica em arrancar 
suas raízes e eliminar os mecanismos que tornam possível sua reprodução: vulnerabilidade da extrema pobreza, 
ganância de agentes econômicos sem escrúpulo, permanência das desigualdades de gênero, impunidade selada 
em estruturas mortíferas. 

No irmão traficado, na irmã escravizada, é nossa própria filiação divina que vem sendo negada. É a fraternidade 
que é abolida. 

Oxalá a Campanha da Fraternidade 2014 possa acordar comunidades e autoridades do nosso país para uma 
vigilância redobrada e dinamizar o esforço coletivo para erradicar a chaga do tráfico humano em nosso meio! 


domingo, 12 de janeiro de 2014

Papa Francisco anuncia 19 novos cardeais, um deles brasileiro.

O Papa Francisco anunciou neste domingo (12) que o arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, será criado cardeal da Igreja Católica. No total, serão 19 novos cardeais.
Foi a primeira vez que o pontífice anunciou nomes para este cargo da Igreja Católica desde que assumiu, em março de 2013.
Já havia a expectativa de que Dom Orani fosse nomeado desde antes da saída de Bento XVI, mas a renúncia do Papa atrasou a nomeação que manteve a tradição na arquidiocese.
O pontífice argentino deve reunir em consistório os cardeais do mundo inteiro em 22 de fevereiro, quando os nomes anunciados neste domingo receberão o título.
Considerados os "senadores" ou "príncipes" da Igreja Católica, os cardeais têm a função de auxiliar o Papa em suas decisões, assumindo por vezes cargos na Cúria Romana, a administração da Igreja. Eles também participam, até completarem 80 anos, do Conclave, reunião secreta cujo objetivo é escolher um novo Papa.
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A timidez e a capacidade de conciliação estão entre principais características de Dom Orani, que está à frente da Arquidiocese do Rio desde 2009. Filho caçula dos Tempesta, família com nove filhos descendente de italianos e católica fervorosa, o religioso nasceu em São José do Rio Pardo, no interior de São Paulo, em 1950.
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Conciliador
Amigos desde 1974, Dom Paulo Celso Demartini, abade do Mosteiro Cisterciense de São José do Rio Pardo, conta que foi nesse mosteiro que o atual arcebispo do Rio iniciou sua vida religiosa como monge e foi lá também que exerceu seus primeiros anos como sacerdote.
Segundo ele, o novo cardeal é considerado conciliador e chega a ficar horas tentando resolver problemas de relacionamento entre pessoas, sejam elas da igreja ou não. Dom Paulo considera fantástica a forma como Dom Orani consegue um consenso.

Oração para o começo do ano....

A vida passa depressa, Senhor, 

o tempo corre veloz.
Os dias sucedem-se ininterruptamente.
A vida é cada vez mais agitada.
Não há tempo para mais nada.
É preciso correr para acompanhar.

Mas hoje queremos parar um instante 
para falar convosco, Senhor, 
pois um ano novo
é uma etapa nova que começa.
Hoje os nossos pensamentos 
são de gratidão: 
seria difícil enumerar os benefícios
recebidos até o dia de hoje.

Queremos também pedir perdão, 
pois nem sempre levamos a vida a sério.
Muitas vezes deixamos de cumprir 
as nossas obrigações.
Falhamos tremendamente 
nas relações com os outros.
Perdoai-nos, Senhor.

Com o começo do novo ano 
queremos iniciar uma vida nova, 
uma vida mais autêntica 
e mais sincera.

Acompanhai-nos, Senhor, 
em cada dia. 
Firmai nossos passos 
no caminho do bem.
Derramai a paz e o amor 
nos nossos corações 
para que possamos construir 
um mundo novo, 
onde reine a paz, 
a justiça e a fraternidade, 
onde se luta 
para acabar com a miséria,
para aliviar os sofrimentos alheios.

Assim, a vossa presença 
marcará cada vez mais o nosso mundo.
Fortalecei-nos, Senhor, 
na luta e guiai-nos hoje e sempre. Amém.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

ORAÇÃO DO PERDÃO



"Senhor, vou me libertar deste trauma, vou me libertar desta magoa, com a Tua graça vou conseguir, com a Tua força eu posso, eu sairei em paz. Senhor, eu permito que trabalhes em mim. Eu me coloco como barro em Tuas mãos. Eu permito Senhor, que mexas em mim. Eu aceito a presença do Teu Espírito Santo. Senhor dá-me a clareza das minhas feridas. Dá-me a clareza das minhas amarguras. Eu creio que vieste trazer vida em plenitude, dá-me esta vida. Reconstrua-me Senhor, refaça-me no Teu amor. Eu aceito ser trabalhado. Eu aceito passar por essa transformação. Eu quero Senhor, sobre mim, Teu bálsamo que cura. Eu quero este bálsamo que vai cicatrizar minhas feridas. Hoje, me apropriarei da graça do perdão. Hoje, quero me libertar das mágoas. Hoje, quero buscar a felicidade. Quero, preciso e com a Tua graça, Senhor, conseguirei. Amém."

(Fonte: Boletin On-line do Pe. Reginaldo Manzotti 21/08/2013)

A Indispensável Benção de Deus.

Prof. Felipe Aquino
A Indispensável Benção de Deus

Há um Salmo na Bíblia que nos dá um dos mais preciosos ensinamentos para a nossa vida: “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a constroem. Se o Senhor não guardar a cidade, debalde vigiam as sentinelas” (Sl 126,1). Não é por acaso que o título desse salmo é “A fonte de todo bem”, isto é, a bênção de Deus.

Muitas vezes, nosso trabalho não produz o que esperamos e nossas obras não dão o fruto que planejamos, porque confiamos apenas em nós mesmos e nos esquecemos de pedir a Bênção Daquele que é o Senhor de tudo e de todos, e que “tem o mundo em Suas mãos”. É próprio daquele que é humilde pedir a Bênção de Deus para sua vida e atividades. Da mesma forma, é próprio daquele que é orgulhoso e autossuficiente contar apenas consigo mesmo e esquecer-se da graça de Deus.

Ser humilde é reconhecer que “toda dádiva boa e todo dom perfeito vem de cima: desce do Pai das luzes” (Tg 1,17) e que, portanto, não temos motivo algum para orgulho, vaidade e autossuficiência. Da mesma forma, ser humilde é não se desesperar com a própria fraqueza, miséria ou impotência, uma vez que se reconhece que toda a força vem da bênção de Deus. O livro dos Provérbios ensina que “Deus rejeita os soberbos, mas dá a sua graça aos humildes” (Pr 3,34). Deus ama aquele que reconhece a própria fraqueza, e lhe dá a Sua graça. Somente quando reconhecemos nossa pequenez é que podemos experimentar em nós o poder de Deus. Foi o que o Senhor disse a São Paulo: “Basta-te minha graça, porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha força” (II Cor 12,9). Foi essa grande verdade, fruto da humildade, que levou o apóstolo a exclamar: “Portanto, prefiro gloriar-me das minhas fraquezas, para que habite em mim a força de Cristo” (II Cor 12,9b). Jesus avisou: “Sem Mim nada podeis fazer”. (João 15,5)

Nossos fardos são por demais pesados para que os carreguemos sozinhos. É preciso deixar que Deus os carregue para nós. De que forma? Confiando-Lhe nossas obras, entregando-Lhe nossas preocupações, confessando-Lhe nossa fraqueza e pedindo-Lhe Sua bênção para tudo o que fizermos. O mesmo Salmo ensina que:
“É Inútil levantar-vos antes da aurora, e atrasar até alta noite vosso descanso, para comer o pão de um duro trabalho, pois Deus o dá aos seus amados até durante o sono”. (Sl 126,2).

Do livro – Em Busca da Perfeição

• Porque não adoro Maria.



Vou dizer por que não adoro Maria, a mãe de Jesus; porque ela não é deusa! E… ponto final! Mas vou dizer por que a amo, respeito, louvo e venero. É porque não é todo dia que uma mulher dá à luz um filho como Jesus… Jesus é incomum e sua mãe também é.

E vou dizer por que, além de falar com Jesus, eu também falo com Maria; é que eu creio que Maria não está dormindo o sono da espera pelo último dia da humanidade; ela está no Céu, santificada e elevada pelo seu Filho. Falo a Cristãos porque ateus não admitem nem Deus, nem estes dogmas. Budistas, judeus e muçulmanos também não. Eles têm outros dogmas de fé.

Como creio que o sangue de Jesus tem poder e que Jesus Cristo salva, o Céu está repleto de santos alguns dos quais nós, Católicos, retratamos e lembramos em imagens para não esquecer deles. Como não há humanos perfeitos tiveram seus limites, mas assim mesmo eram crentes e pregadores melhores do que nós. Se Jesus salva a quem o segue, então é claro que a mãe dele está no céu porque Maria foi quem melhor o seguiu. Raciocinem comigo. Se Jesus ainda não levou nem a mãe dele para o Céu, então Mateus exagerou; todo o poder não foi dado a ele… Se até agora ninguém entrou no Céu, então a estação de baldeação onde ficam as almas à espera do último dia do planeta deve estar superlotado.

- Padre José Fernandes de Oliveira

Afetividade torna-se o impedimento para a felicidade, 7 passos para a libertação deste sentimento.

Padre Reginaldo Manzotti - boletim informativo semanal
Filhos e filhas,
Deus nos criou para a felicidade, fomos feitos à imagem de Dele (cf. Gn 1,27) para sermos felizes. E hoje, quando o amor é com frequência mal interpretado, a afetividade torna-se o impedimento para a felicidade. O amor deve ser um encontro de um com outro em Deus. Porém, quando esse encontro não acontece e um relacionamento acaba na dor, como lidar com o sofrimento?

Conforme disse durante o programa Experiência de Deus desta quarta-feira (11) que faria neste boletim, sugiro 7 passos para a libertação deste sentimento:

1. Colocar no coração que fomos feitos para a felicidade, inclusive afetiva. Diga: “eu quero ser feliz afetivamente”.

2. Para ser feliz afetivamente, procure matar o sentimento que te faz mal, que te consome. Não é do dia para noite, por isso dia após dia, apague a amargura e o sofrimento.

3. Esse passo é mais prático, evite escutar músicas românticas, que te lembrem daquele sofrido relacionamento.

4. Procure companhias alegres, estar perto de pessoas que te fazem bem.

5. Mude seus hábitos! Se determinado lugar traz lembranças dolorosas, evite-o.

6. Não abrace a solidão.

7. E, principalmente, reze muito para Deus tirar esse sentimento.

Isso é um processo diário. Hoje dói muito, amanhã um pouco menos, depois ficam as lembranças e a saudade e depois somente as lembranças.

Que Nossa Senhora de Guadalupe, Padroeira das Américas, interceda pela felicidade completa de todos nós. Amém.

Deus abençoe,

Padre Reginaldo Manzotti

Como surgiram as 7 notas musicais?





Foi na Idade Média, tempo em que a Igreja cultivou a música, a arte, a arquitetura, o Direito, a Economia, a agricultura, as letras, etc., que surgiram as sete notas musicais.

Não entendo como alguns historiadores tiveram a coragem de mentir ao povo dizendo que foi uma idade de trevas. É má fé com a Igreja que moldou este tempo. Um exemplo da bela cultura da Idade Média, é a criação das sete nota musicais, pelo Monge italiano Guido D’Arezzo ( 992-1050), que foi regente do coro da Catedral de Arezzo, na Toscana, e aproveitou a letra de um canto gregoriano, cantado pelas crianças do coral, para que São João as protegesse da rouquidão. Dessa forma, usou a primeira sílaba de cada verso para dar nome a cada uma das notas da Escala musical. A nota inicial de cada verso correspondia a uma nota da escala. Na época se usava o latim. A letra em latim é de Paolo Diacono (720-790), que significa: "Para que os teus servos possam cantar as maravilhas dos Teus Atos admiráveis, absolve as faltas dos seus lábios impuros".

Ut queant laxis (dó) - Para que possam

Resonare fibris (Ré) - ressoar as

Mira gestorum (Mi) - maravilhas de teus feitos

Famulli tuorum (Fa) - com largos cantos

Solve polluit (Sol) - apaga os erros

Labii reatum (La) - dos lábios manchados

Sancti Ioannis (Si) - Ó São João

Com o tempo, Ut mudou para Do (provavelmente de "Dominus" = Senhor) para maior facilidade, e San transformou-se em Si (de Sancte Ioannes).

Outros exemplos do brilho da Idade Média cristã são, por exemplo, as inúmeras universidades fundadas pela Igreja (Bolonha, La Sapienza, Oxford, Cambridge, Sorbonne, Montpellier, Valladollid, Coimbra, Compostela, etc.). As belíssimas e majestosas catedrais que o mundo moderno vai a Europa ver. Uma arquitetura invejável, mosaicos incomparáveis, uma música sublime, e muitos mais. Não há como negar isso tudo. Contra fatos não há argumentos. Tudo era para a Glória de Deus.