segunda-feira, 12 de novembro de 2012

História do surgimento dos Ministros Extraordinários em 1967. Matéria publicada no Jornal mensal “O VICENTINO” de Batatais-SP.



História do surgimento dos Ministros Extraordinários em 1967.
Matéria publicada no Jornal mensal “O VICENTINO” de Batatais-SP.

“Passei a noite quase toda atendendo confissão. O senhor sabe que sou doente, agora de manhã, fui visitar os enfermos, levar a comunhão, já quase meio dia, não tomei nada, cansado! Será que o Concílio que está de portas abertas para a renovação da Igreja: será que o Papa, os Bispos, Cardeais, não dariam a permissão para um leigo distribuir a comunhão? Me ajudar aqui?”

Pergunta o então PÁROCO DE BAMBUÍ-MG, o Missionário Vicentino Pe. José Nunes Coelho, CM, no final de 1965, em carta dirigida ao seu Bispo, o também vicentino D. Belchior Joaquim da Silva Neto, CM, na época o titular da Diocese de Luz-MG, que se encontrava em Roma participando do Concílio Vaticano II.
Nascia naquele momento a ideia da instituição do MINISTRO EXTRAORDINÁRIO DA EUCARISTIA, hoje adotada nas Paróquias do mundo todo e que tanto contribui para o trabalho pastoral do Padre.
D. Belchior apresenta a sugestão, foi um espanto! Claro que as barreiras surgiram e ele ainda ouviu de vários colegas:
“O senhor está louco! O senhor vai expor o SS. Sacramento à profanação”; “Para o pão consagrado, só mãos consagradas, senhor Bispo!”; - “Se o Papa permitir isso, daqui a pouco até mulheres estarão distribuindo a comunhão”; “Pelo amor de Deus, não espalhe isso, não! É um escândalo, onde já se viu isso! Colocar a hóstia consagrada na mão de leigos! Na minha Diocese isso não entra.”
Tudo isso D. Belchior ouviu pacientemente e finalmente em maio de 1966, veio a autorização de Roma, primeiro a três Irmãos, e em seguida a dez leigos. A partir de 1970 o Papa autorizava para todo o mundo.
Hoje (1999), D. Belchior é Bispo Emérito de Luz-MG, e um colaborador especial do jornal “O Vicentino”, de Batatais-SP. Em sua residência, ele narra à nossa reportagem, e pela primeira vez em nível nacional, todo o desenrolar do processo.

Ministros da Eucaristia: uma iniciativa Vicentina

Uma decisão importantíssima da Igreja Católica tomada no final da década de 1960, e que trouxe resultados marcantes para o bom desenvolvimento do trabalho paroquial, foi a instituição do Ministro Extraordinário da Eucaristia. Como é do conhecimento de todos, há uma carência de Sacerdotes em todo o mundo, principalmente num país-continente como o nosso, de uma enorme população católica e um número reduzido de Padres para atendê-la. A Igreja, através do saudoso Papa Paulo VI, concedeu em 1966, inicialmente no Brasil e depois em 1970 no mundo inteiro, que fosse criado o Ministro Extraordinário da Eucaristia, autorizando-o a distribuir a Sagrada Comunhão; fazer o Culto Dominical, na ausência do Padre; expor o SS. Sacramento; fazer a Encomendação dos defuntos, entre outras.
O mundo todo hoje reconhece o sucesso dessa iniciativa que veio auxiliar e muito, o Pároco, redimensionando o seu trabalho. No entanto, poucos sabem que ela surgiu de um brasileiro, um vicentino na verdadeira acepção do termo, que segundo suas próprias palavras: “Sou um vicentino que tem orgulho de ter nascido na Conferência Vicentina.” D. Belchior Joaquim da Silva Neto, CM - Bispo Emérito de Luz/MG.

Através do casal amigo: Cfr. Geraldo da Silva Dias e Aparecida Célia Dias, de Sto. Antônio do Monte/MG (ele, Presidente do Conselho Central da SSVP e nosso representante naquela cidade), chegou ao conhecimento deste jornal “O VICENTINO”, este fato. Com intuito de bem informar nossos leitores, fomos constatar com o próprio D. Belchior, hoje nosso Colaborador Especial -, em sua residência em Luz-MG. Ali carinhosamente recepcionados por ele, o querido irmão vicentino nos concedeu esta entrevista:

O Vicentino: D. Belchior, como surgiu a ideia da criação do Ministro Extraordinário da Eucaristia?

D. Belchior: Estávamos em 1965, terminando o Concílio Ecumênico Vaticano II em Roma. Eu era Bispo novo, tinha meus 42 anos, e desde o começo frequentei todas as reuniões e como Bispo novo a gente é sempre acanhado, pensei, não vou entrar no meio desses maiorais, para manifestar as minhas ideias. Mas, acontece que na última fase do Concílio, mês de setembro ou outubro, já “preparando as malas para vir embora para o Brasil, chega uma carta do Pe. José Nunes Coelho, CM, vigário de Bambui-MG, (foto abaixo) meu colega de seminário. Dizia ele: “Senhor Bispo, passei a noite quase toda atendendo confissão. O senhor sabe que sou doente, agora de manhã, fui visitar os enfermos, levar a comunhão, já quase meio-dia, não tomei nada, cansado! Será que o Concílio que está de portas abertas para a renovação da Igreja; será que o Papa, os Bispos, Cardeais, não dariam a permissão para um leigo distribuir a comunhão? Me ajudar aqui?”
Uma carta longa! Eu pensei, pensei... não vou consultar a ninguém, porque aqui estamos entre duas alas: os Bispos conservadores, como D. Alexandre, D. Castro Maia, e tantos outros e os Bispos mais atualizados com a Igreja. Pensei, não vou consultar que vai dar confusão. Vou à Cúria Romana, vou mostrar a carta e falar com eles. Abram esse caminho para a Igreja! O Padre sozinho, se matando numa paróquia! Fui à Cúria Romana, Sagrada Congregação dos Sacramentos; os quatro Monsenhores me receberam, atenciosos, mas quando toquei neste assunto, eles me disseram: “Senhor Bispo, vai desculpar, o senhor está entrando num assunto delicadíssimo, expondo o Santíssimo Sacramento à profanação! Entenda, para hóstias consagradas, só mãos consagradas senhor Bispo!” Eu disse: mas, essa carta aqui, olhem, o Padre trabalhou tanto tempo! Eles responderam: “É, mas se permitir isso, o senhor vai expor o Santíssimo Sacramento à profanação.” E um deles ainda disse assim: “Se o Papa permitir isso, daqui a pouco até mulheres estarão distribuindo a comunhão!”
Imaginem o que havia naquele tempo! Eu logo vi, tenho que andar devagar. Disse-lhes: senhores Monsenhores, vão me desculpar, mas o Papa Pio XII em uma determinada época, permitiu religiosos levar a comunhão aos doentes. De modos que, quem sabe... Eles retrucaram: “Isso é coisa do Papa, coisa passada, mas hoje não se permite isso.” Saí dali triste, decepcionado. Mas, um daqueles Monsenhores, me acompanhou até a portaria, e disse-me: “Senhor Bispo, o senhor tem facilidade em escrever em latim?” Disse-lhe: sou professor de latim no Seminário. “Escreva uma carta em latim, conte tudo isso, as dificuldades que os padres têm na sua Diocese, são poucos, e se matam no Apostolado da Eucaristia. E quem sabe, o senhor vai diretamente ao Papa, mande uma carta em latim ao Papa. O secretário do Papa, Monsenhor Samoré (ele não era Cardeal ainda), se compraz em dizer que entende bem a língua portuguesa, mande uma carta em português a ele, para ele levar em mãos ao Papa.” Falei, está bom. Agradeci muito a ele, fui ao Domus Mariae, onde estávamos hospedados, escrevi a carta em latim, outra em português, e fui diretamente à Secretaria de Estado. Cheguei lá, o Monsenhor Samoré estava muito gripado, não pode me atender. Mas o secretário dele, quando lhe contei que levava uma carta em latim e o motivo desta carta, e que ele poderia levá-la ao Papa, ele me disse: “O senhor escreveu em português? Ele vai delirar! Porque ele se compraz em dizer que entende bem o português”. Entreguei lá e vim embora.

O Vicentino: Em que data foi autorizado o primeiro Ministro?

D. Belchior: Quando foi o ano seguinte, em 1966, recebi isso aqui - carta com a devida autorização, com data de 7 de maio de 1966 (Veja pág. 8 - “no final desta reportagem”). Primeiro eu pedi para três religiosos, um irmão da Congregação de São Gabriel, professor Necci que está aqui ainda; para um outro irmão da Congregação da Divina Providência, Ir. Eugênio; e o terceiro para um irmão dos Padres Sacramentinos, Frei Pio, Diretor da Obra da Boa-Imprensa. Foi a primeira resposta que recebi. Depois eu pedi a licença para os leigos também. Veio a licença para esses três Irmãos, e depois veio uma carta da Secretaria de Estado: “O Papa pede para fazer a experiência com dez leigos: homens experimentados, de piedade comprovada, e que mereçam toda a confiança, que façam um curso, uma preparação, e tenham uma veste especial, para caracterizá-los, um distintivo especial para mostrar que eles estão encarregados de uma missão muito importante.” É justamente o que usam os Ministros hoje.

O Vicentino: D. Belchior, esta sugestão já tinha sido apresentada ao Chefe Supremo da Igreja antes ou ela é pioneira em todo o mundo?

D. Belchior: Não, nada consta. Foi uma novidade. Em 1965, o Concílio estava terminando, eles disseram uma coisa que eu não disse aqui: “Olha uma coisa dessas, senhor Bispo, deveria ser tratado quando nós preparamos a Constituição Apostólica sobre o “Sacrosanctum Concilium”. O senhor deixou passar, agora não há mais tempo para tratar disso, já estamos no fim do Concílio.”

O Vicentino: E hoje, esta prática é adotada universalmente?

D. Belchior: Desde 1970, fiquei sabendo que o Papa permitiu para o mundo todo. Agora quanto às mulheres, os Padres mesmo foram facilitando. Por quê a discriminação? Mas lá na Sagrada Congregação eles falaram comigo: “Se o Papa permitir isso, daqui a pouco até mulheres estarão dando comunhão!” Já pensaram?

O Vicentino: Então, da Diocese de Luz/MG, saíram os primeiros Ministros da Eucaristia do mundo?

D. Belchior: Sim, podem levar as cópias desses documentos para publicarem, que vieram de Roma.

O Vicentino: Quais os primeiros leigos que se tornaram Ministros?

D. Belchior: Quando recebi a resposta autorizando fazer uma experiência com dez leigos, imediatamente fui a Bambuí falar com o Pe. José Nunes. Visitamos alguns candidatos de reconhecida idoneidade moral e piedade comprovada, mas nenhum deles aceitou o convite, talvez por medo de ser considerados clericais ou eclesiásticos. Nem o Fão, de Bambuí, o Manuel Soares, de Tapiraí, o José Namitala, de Medeiros. (Na foto ao lado os primeiros Ministros; hoje, falta escanear a foto).
De volta, eu estava com um Padre novo, meu amigo, e eu lhe disse: que nome daremos a esses distribuidores da comunhão? O que você acha? Ele pensou, e disse-me: “Acólitos”. Eu disse: Acólito é um nome difícil de falar, depois acrescentei: eles são Ministros, e para ministrar. Aí ele disse, “que tal Ministro da Eucaristia”? Eu lhe disse: É muito pomposo esse nome, Ministro da Eucaristia é o Padre, então poderemos dizer “Ministro Extraordinário da Eucaristia”, que é o nome correto.
Escrevi a Roma dizendo que fizera experiência com dez homens de piedade comprovada, conhecidos na Diocese, a maioria confrades vicentinos, e estão distribuindo a comunhão aos doentes, ajudando o vigário na Paróquia, e comungando com as suas próprias mãos. Recebi a resposta imediatamente: “Faça experiência com mais dez e nos conte como eles estão procedendo.” Fiz igualzinho em 1967 ou 68, não me lembro bem.

O Vicentino: Qual foi a receptividade dos Bispos Brasileiros sobre a questão?

D. Belchior: Aqui no Brasil, teve muitos Bispos que não aceitaram de jeito nenhum, não aprovaram. Teve um, de uma Diocese do Norte de Minas, que veio aqui estar comigo. “Senhor Bispo, pelo amor de Deus, não espalhe isso não! É um escândalo, onde já se viu isso! Colocar a hóstia consagrada nas mãos de leigos! Na minha Diocese isso não entra.” Eu lhe respondi: “Já está feito, o que vamos fazer agora? É tocar para frente, eu acho que isso vai fazer muito bem à Igreja.” Ele já morreu. Hoje tem outro Bispo lá, e recentemente eu estive com ele e ouvi dele: “Foi a maior bênção na nossa Diocese. Todas as Paróquias já têm Ministros.” Estão vendo? Pelo menos essa alegria eu levarei para junto de Deus. Encontrei muitas dificuldades no começo, me chamaram até de louco, “Isso é loucura, senhor Bispo!”

O Vicentino: D. Belchior, o senhor nunca publicou este fato tão importante para a Igreja?

D. Belchior: Eu só publiquei isso aqui no nosso “Jornal de Luz”, porque D. João Resende Costa, e D. Serafim, de Belo Horizonte me disseram: “D. Belchior, o senhor nunca escreveu nada sobre isso?” Disse-lhes: “Não escrevi e não vou escrever, porque isso fica parecendo vaidade. Porque é algo que tomou vulto maior do que eu poderia pensar, e eu não vou entrar nessa não.” D. João Resende Costa, que me sagrou Bispo disse-me: “D. Belchior, em consciência, o senhor é obrigado a contar como aconteceu isso, sobretudo os vexames que o senhor passou.”

O Vicentino: O “Jornal de Luz” publicou em maio/97 com o título “Como nasceram os Ministros da Eucaristia”, matéria (diga-se de passagem muito bem elaborada) onde o senhor narra todo este acontecimento. Agora, em nível nacional é a primeira vez que isso é levado ao conhecimento público?

D. Belchior: Sim, eu só falei antes em 97 ao nosso jornal aqui da cidade.

Quem é D. Belchior?

Nasceu em Araújos, Minas Gerais, próximo a Bom Despacho, Centro-Oeste Mineiro, aos 7 de novembro de 1918. Primeiro filho do casal Belchior Joaquim da Silva Zico (1895-1978) e de Anita Maria da Silva (1898-1959). Fez o curso primário em Luz, para onde seus pais mudaram-se em 1922. Aos 13 anos de idade, foi estudar no Colégio do Caraça, da Congregação da Missão (fundada em Paris/França, por São Vicente de Paulo em 1625), onde cursou o 1° e 2° graus, e posteriormente ingressou no Seminário Maior de Petrópolis-RJ. Ordenou-se Sacerdote pelas mãos de D. João Cavatti, CM - Bispo de Caratinga-MG, em 8 de dezembro de 1945 em Petrópolis, tornando-se Missionário Lazarista Vicentino. Seu primeiro trabalho foi como professor no Seminário de Diamantina-MG e depois Reitor dos Seminários Menor e Maior, permanecendo ali sete anos. Por determinação dos Superiores, transferiu-se para o Seminário S. Vicente de Paulo de Fortaleza-CE, para a Escola Apostólica, ficando lá três anos, pregando nas capitais da região. No fim de 1955, faleceu o Superior de Diamantina, Pe. José Pires, e ele veio substituí-lo por um ano. Retorna a Fortaleza, para assumir o maior Seminário do Nordeste, o Seminário de Prainha, onde estudaram D. Hélder, D. Eugênio, grandes Bispos Arcebispos e Cardeais. No dia 24 de abril de 1960, na Matriz de São José do Calafate, em Belo Horizonte-MG, D. João Resende Costa o sagrou Bispo da Diocese de Luz, nomeado pelo Papa João XXIII. E onde ficou até completar os 75 anos de idade, quando, de acordo com o Código do Direito Canônico pediu um substituto. Em 18 de maio de 1994, passou o báculo a Dom Eurico dos Santos Veloso, que dirige a Diocese.

O Sacerdote de Cristo

Minha vocação é até curiosa: Eu nunca tinha pensado em ser Padre. Meu pai vendeu a fazenda e montou um estabelecimento comercial em Perdigão. Ele ficou cego de uma vista e o médico o aconselhara a mudar-se para a cidade. Lá ficou sabendo que existia um lugar chamado Aterrado (hoje Luz), onde o dinheiro corre; é o “Império do Café”, como dizia antigamente. Me lembro, viemos a cavalo, eu tinha quatro anos, Pe. Tobias tinha dois, minha irmãzinha Maria do Carmo estava ainda nos braços e viemos para cá. Somos oito irmãos: quatro casados, quatro consagrados a Deus.
Uma Freira, um Padre, um Bispo e um Arcebispo que é o Arcebispo de Belém do Pará, D. Vicente Joaquim Zico. Os outros irmãos casaram-se muito bem, graças a Deus, são pais de muitos filhos.
Papai abriu um comércio aqui e se deu maravilhosamente. Do comércio, ele passou a trabalhar em Banco. Foi gerente do Banco Minas Gerais, correspondente do Banco da Lavoura, e do Banco Hipotecário. Meu pai saiu-se bem em tudo o que mexia. Foi convidado para entrar para a política, ele disse: “Isso eu não entro não”. “Não é política, o senhor vai ser o nosso Prefeito”, disseram. Primeiro Getúlio Vargas, estava escolhendo os Intendentes Municipais: papai foi o escolhido. Mais tarde concorreu em eleição com a maior figura daqui, o Dr. Josafá Macedo e venceu com uma maioria de votos tremenda. Tínhamos naquela época cerca de 3.500 votos, só não votaram nele 400 eleitores... Eu sempre fui um menino muito levado, gostava de jogar bola e um dia estava numa ‘pelada’ como se diz, em frente à nossa casa, numa poeira danada, quando entrou um menino que não era dos nossos, um ex-seminarista, que chegava do Caraça. Ele dirigiu-se a mim dizendo: “É verdade que você vai estudar no Colégio?” Respondi: estou com as malas prontas, vou para o Colégio São Geraldo de Pará de Minas. Aí ele disse-me: “Por que você não vai estudar no Caraça?” Eu falei: “O que e isso?” “Olha, o Caraça é o maior Colégio de Minas Gerais, agora estão mudando de Colégio para Seminário, mas vá lá para estudar. Se servir para Padre, bem, se não servir não tem importância, dali você pode entrar para uma Faculdade e abraçar qualquer profissão diferente.” E confidenciou-me: “Mas, para você ser feliz, você tem que dizer que quer ser Padre. Aí você já entra com um bom cartaz.” Pensei, então vou começar agora. Acabou o jogo. Cheguei em casa. Minha mãe e minha avó estavam lá. “As suas malas estão prontas, seu pai vai levá-lo na próxima semana para o Colégio em Pará de Minas.” Falei: mamãe, eu vou dizer uma coisa: não quero ir para lá não. “Mas, o que é isso? Você já falou com seu pai. está tudo combinado, o enxoval pronto.” É que agora eu resolvi: quero ser Padre. Elas riram! “Ser Padre? Você nunca falou isso! Não tem Padre na nossa família; por quê ser Padre?” A senhora nem queria saber o Dezico, o rapaz que falou comigo, disse que lá no Caraça é bom demais. Tem muita laranja, frutas em quantidade. Futebol? Tem dois campos. Nadar? Tem dois tanques (não se falava piscina); e um rio passa em frente ao Colégio. Agora eu quero é ser Padre mesmo. Mamãe: “Então é para isso que você quer ser Padre? Não fale isso a seu pai.”
Meu pai era um Vicentino desses firmes, positivo! Era o pobre e Deus, Deus e o pobre. Não venha com falcatruas que ele não aceitava. Mamãe continuou: “Não vai dizer ao seu pai que você vai por causa das laranjas, futebol; ele não deixa. De mais a mais, o enxoval está pronto.”
Então como faço? Vovó disse-me: “Se seu pai perguntar o motivo, diz que é por causa de Deus e salvação das almas”. Falei, Nossa Senhora que trem difícil de falar! Nisso papai entra. “Como é que é, está tudo pronto? se referia ao almoço. Vovó não resistiu: “Sabe o que o Belchiorzinho está falando? Está querendo ser Padre!” Ele me perguntou: “Por quê você quer ser Padre?” Eu disse-lhe: “Papai, a vovó que sabe... Mas eu quero.” Antes de ele morrer, ainda me disse brincando: “No começo você nem sabia porquê queria ser Padre.”
Veja que coincidência, minha família vicentina, eu não sabia que São Vicente tinha fundado uma Congregação, e fui ser Padre Missionário desta Congregação. Depois foram meus irmãos: Pe. Tobias, Luiz, e o mais novo, Vicente, atual Arcebispo de Belém do Pará. Luiz não continuou, ficou doente, depois casou-se muito bem, mora em Belo Horizonte.
O fato é que venci os estudos com certa facilidade, graças a Deus. Nunca repeti ano. Nas vésperas de ser Padre, fiz os votos de castidade, pobreza e obediência na Congregação. É claro que a gente que é homem, vem logo o ponto de vista de castidade e, na véspera do subdiaconato me lembro que era uma hora da madrugada, vi a luz acesa do quarto do reitor. Estava de pijama e fui lá. Ele me disse: “Que é que houve?” Eu disse: “Não vou continuar, não sirvo para Padre. Padre tem que fazer votos de castidade, e muito difícil; não sei se dou conta.” Ele disse-me: “Você veio me avisar que vai embora, ou veio pedir uma palavra minha, um conselho?” Claro que a sua palavra é importante. O senhor é o meu diretor; era o Pe. Antônio Mourão. “Então venha aqui no fim do ano (era mais ou menos outubro ou novembro); no fim do ano você vai dizer a sua palavra decisiva”. Resumindo, até hoje não voltei. Pensei, se é sacrifício, o maior sacrifício que eu posso fazer a Deus e entregar a minha vida, e Ele vai tomar conta de mim. Se Ele me criou à sua imagem e semelhança, se Ele me criou para uma missão para cumprir, e ela está aqui na minha frente, eu vou me afastar, vou renegar a este chamado? Agora, não esperava ser Bispo.

SSVP na sua vida

Meu pai desde rapazinho frequentava a Conferência Vicentina de Perdigão, porque não existia em Araújos. Quando começou a aparecer o povoado, meu pai juntou-se ao “preto”, um antigo escravo da fazenda, que era carne e osso com o papai, e disse: “Agora vamos a Araújos.” “Mas lá não tem Conferência”, disse o escravo. “Então nos vamos fundar uma lá.” É a Conferência de São Sebastião, até hoje funcionando.
Mudando para o Aterrado, que se tornou a cidade de Luz, meu pai também fundou Conferências. Participava de tudo e fazia questão de me levar, ainda menino, para a Conferência. Ele fundou a Conferência de São Luiz para nós: eu, o Tobias, o Vicente, as meninas; nós íamos com o meu pai. De modos que nasci na Conferência Vicentina.
Me considero um vicentino, me orgulho de ser Vicentino, tenho a minha Conferência aqui, que é a Nossa Senhora Aparecida. Com a minha doença não tenho podido frequentá-la, mas sempre depois da Missa nós nos reuníamos. Sou membro desta Conferência. Não apenas me considero vicentino, mas tenho uma admiração louca pelos vicentinos.

O Vicentino: D. Belchior muito obrigado pela carinhosa acolhida, pela entrevista e pelas suas colaborações que honram e enriquecem este jornal. Esperamos continuar merecendo-as.

D. Belchior: Eu é que tenho que agradecer muito. Vocês sabem, sou vicentino de coração, entrei no Ministério de Deus, pela Congregação de São Vicente de Paulo. Nunca pensava que pelo fato de ser um humilde vicentino, ser chamado com os meus irmãos, para uma Congregação fundada por São Vicente de Paulo!
Agradeço muito a vocês, uma visita dessas, é uma visita de um representante de São Vicente de Paulo. Muito obrigado.


CARTA COLETIVA

(De D. Belchior Joaquim da Silva Neto, CM, aos Padres da Diocese de Luz em 7 de novembro de 1967)

Caríssimos Padres, L. J. C.

Esta missiva é um apêndice ou anexo necessário ao “BOLETIM DO CLERO”; sobre o Ministro da Eucaristia em nossa Diocese, concedido, graciosamente pelo Santo Padre, em vista da promoção do Leigo ao serviço da Igreja.
O Documento vem datado de 20 do corrente, ou antes de outubro findo (prot. 1951/66- 15246), autorizando os leigos a exercerem o ministério da Eucaristia em favor do povo de Deus. Podemos, portanto, assim definir-lhes as faculdades:

1ª - receberem a S. Comunhão das próprias mãos ou darem-se pessoalmente a comunhão.
2ª - levarem a S. Comunhão aos enfermos.
3ª - ajudarem a distribuir a S. Comunhão na Igreja, caso esteja o vigário ocupado ou seja, grande acúmulo de fiéis.
4ª - fazerem o Culto dominical, em ausência do vigário, explicarem as sagradas leituras, ao alcance dos fiéis, ajudarem a administração dos Sacramentos.
5ª - Exporem o SS. Sacramento para adorações e Horas Santas.
6ª - proporcionarem a Bênção do SS. Sacramento, com exposição e reclusão das S. Espécies.
7ª - fazerem e Encomendação dos defuntos com as orações do Ritual.

Atenção: pedimos aos RR. vigários fazerem a apresentação dos candidatos.
1° - que sejam cristãos exemplares na Paróquia ou nas Capelas onde vão exercer o ministério da Eucaristia.
2º - que, mesmos casados, não sejam gananciosos ou interesseiros, visando qualquer lucro, pois será um ofício inteiramente gracioso, sem remuneração, baseado na caridade, no que esta virtude tem de mais sublime, que é o ministério Eucarístico.
3º - que não sejam políticos ou militantes ostensivamente em facções políticas, pois seria trazer odiosidade para serviço tão santo e grandioso.
4° - que tenham certa cultura, podendo ler os livros santos, Epístolas, Evangelhos, para uma conveniente explicação aos fiéis, no Culto Dominical.
Com o exercício do ministério, daremos, depois, outros esclarecimentos.
Humilde servo em Cristo N. Senhor
D. Belchior - Bispo Diocesano de Luz

Dom Belchior faleceu em 24 de maio de 2000

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

. A Igreja Católica não manifesta apoio a nenhum candidato, por ser universal - católica significa universalidade. Porém, a Igreja sempre orienta para um voto consciente.


Filhos e filhas,
No próximo domingo, 07 de outubro, é dia de eleições municipais em todo o país. Somos convidados a eleger quem governará nossa cidade até 2016. A Igreja Católica não manifesta apoio a nenhum candidato, por ser universal - católica significa universalidade. Porém, a Igreja sempre orienta para um voto consciente.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) elaborou uma cartilha de orientação, pois uma sociedade justa deve ser realizada pela política, nas palavras de Bento XVI. E nessa cartilha, eles citaram os dez mandamentos do eleitor, os quais transcrevo aqui.
1.º Mandamento - Não deixe de votar
A sua ausência enfraquece a democracia. Se estiver fora do seu domicílio e não for mesmo possível votar, não esqueça de justificar em qualquer local de votação. Se você perdeu o título, não haverá problema, pois você poderá votar com um documento oficial e original de identidade com fotografia que pode ser a carteira de identidade, carteira de trabalho, passaporte ou até mesmo a reservista. Se não souber o local de votação, basta telefonar ou acessar o site da Justiça Eleitoral para obter esta informação. Se você tiver dificuldades de locomoção, informe o cartório eleitoral para disponibilizar a seção adequada. 
2.º Mandamento - Não vote contrariando a sua opinião
Não mude seu voto por influência da mídia ou deixando-se enganar por armadilhas publicitárias das campanhas eleitorais. Nem sempre o candidato mais simpático é o mais competente.
3.º Mandamento - Não venda seu voto nem o troque por favores
Não só a compra de votos é crime eleitoral, pois o eleitor que vende o voto ou apenas solicita algo em troca do voto está sujeito a pena de quatro anos de detenção.
4.º Mandamento - Não vote para contentar amigos ou parentes
O candidato que é bom para os outros eleitores, nem sempre será bom para você, principalmente se os parentes e amigos trabalharem para algum político. 
5.º Mandamento - Não vote sem conhecer o programa do candidato e do partido dele
Os candidatos e partidos devem conhecer os problemas da população e ter a capacidade para solucioná-los. Analise se têm condições de cumprir o que prometem. 
6.º Mandamento - Não vote sem conhecer o passado do candidato
Com a nova Lei da Ficha " Limpa", a Justiça Eleitoral tem sido mais efetiva em afastar os maus candidatos. No entanto, é prudente que o próprio eleitor busque melhores informações acerca da vida precedente dos políticos. A internet auxilia muito nesta busca.
7.º Mandamento - Não vote sem conhecer o caráter do candidato
Ter bom caráter significa viver com moralidade, o que envolve a honestidade, sinceridade, a integridade, a confiança e o comprometimento. Não eleja ou reeleja candidatos sem caráter. 
8.º Mandamento - Não deixe nenhuma pesquisa mudar o seu voto
As pesquisas podem influenciar quando é muito grande a margem entre o primeiro e o segundo colocado, mas muito pouco entre os tecnicamente empatados.
9.º Mandamento - Não anule seu voto
Voto nulo: o eleitor quer votar, tem candidato, mas erra por não saber votar; isso ocorre quando confirma o número de candidato inexistente ou abandona a urna antes de concluir a votação. Ao contrário do que se pensa, a nulidade de mais de 50% dos votos não anula a eleição.
10.º Mandamento - Não vote em branco
Voto em branco: o eleitor sabe votar, mas não quer votar ou não tem candidato. É o famoso voto de protesto. O voto branco não vai para o candidato ou partido mais votado.
Que o Espírito Santo ilumine todos os eleitores que decidirão o futuro de suas cidades.
Que Deus derrame bênçãos e cura em sua vida.
Padre Reginaldo Manzotti

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

CATEQUESE: 10 CURIOSIDADES SOBRE A BÍBLIA.



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 1. O que significa a palavra Bíblia?
Bíblia é uma palavra de origem grega e indica o conjunto de muitos livros. De fato, a Bíblia é uma biblioteca com vários livros de diferentes épocas, autores e estilos literários.

2. Quantos são os livros da Bíblia?
A Bíblia tem um total de 73 livros.
O Antigo Testamento (ou Primeiro Testamento) contém 46 livros.
O Novo Testamento contém 27 livros.

3. Existe diferença entre a Bíblia protestante e a Bíblia da edição católica?
Sim, a Bíblia Católica tem mais livros que a protestante.
O Novo Testamento é igual para todos, mas no Antigo Testamento, a edição católica tem sete livros a mais. Estes livros são: Tobias, Judite, 1º e 2º Livro dos Macabeus, Sabedoria, Eclesiástico, Baruc, que são da tradução grega.

4. A Bíblia já foi escrita com capítulos numerados, como temos hoje?
Não. Nenhum livro da Bíblia foi escrito com capítulos numerados. Quem teve a idéia de dividir a Bíblia em capítulos foi Estevão Langton, arcebispo de Cantuária, professor na Universidade de Paris, em 1214 d.C.

5. Quem fez a divisão em versículos?
Em 1551 Robert Etiene, redator e editor em Paris, fez a experiência dividindo o NT de língua grega em versículos.
Teodoro de Beza gostou da idéia e em 1565 dividiu toda a Bíblia em versículos.
Estas divisões em capítulos e versículos foram feitas para facilitar as citações bíblicas e encontrar mais rápido os textos citados.

6. Como se encontram as citações bíblicas?
Na citação, capítulo é o número que vem antes da vírgula, e versículo é o número que vem depois da vírgula indicando onde começa e onde termina o texto escolhido.
Exemplo: Gn 11,1-9, isto significa que você deve procurar o livro do Gênesis capítulo 11, versículos de 1 a 9.
Na Bíblia os capítulos são os números grandes e os versículos são os números pequenos.
Repare também, a abreviatura indica o nome do livro, por exemplo, Gn = Gênesis. Toda Bíblia traz no início uma relação dos livros com suas abreviaturas.

7. Quem traduziu pela primeira vez toda a Bíblia e quando ela foi impressa assim como temos hoje?
A primeira tradução, e a mais famosa, da Bíblia para o latim é a de São Jerônimo, conhecida como Vulgata (do latim = a divulgada). Isto aconteceu por volta do ano 400 d.C., a pedido do Papa Damaso. Na verdade, a primeira tradução da Bíblia foi a tradução da Bíblia hebraica (dos judeus) para o grego, conhecida como tradução dos LXX (70), muito usada na época de Jesus e das comunidades.

8. E antes de surgir a imprensa, como a Bíblia se apresentava?
De diversas formas: em pedados de papel vegetal, em rolos de pergaminhos (couro de animal), em papiro (espécie de papel vegetal) e em “folhas”.

9. Qual o significado das palavras exegese e hermenêutica?
A palavra “exegese” é um termo grego para explicar o trabalho que fazem os estudiosos na análise de um texto bíblico. Significa “tirar de dentro” tudo o que o texto diz.
A palavra “hermenêutica” também é uma palavra de origem grega e significa o trabalho de encontrar a mensagem que está escondida por trás das palavras e aplicá-la ao hoje.

10. Como a Bíblia chegou até nós?
A Bíblia antes de ser escrita foi vivida.
A Bíblia começou a ser escrita durante o reinado de Salomão, por volta de 950 a.C. O Antigo (ou Primeiro) Testamento ficou pronto por volta de 50 a.C., e o Novo Testamento no final do primeiro século.

Curiosidades da Bíblia.


  • A palavra Bíblia vem do grego, através do latim, e significa: livros
  • A Bíblia já foi traduzida por mais de 1500 línguas e dialetos.
  • No ano de 1250 o cardeal Caro dividiu a Bíblia em capítulos, que foram divididos em versículos no ano de 1550, por Robert Stevens.
  • A Bíblia inteira foi escrita num período que abrange mais de 1600 anos.
  • É uma obra de cerca de 40 autores, das mais variadas profissões: de humildes agricultores, pescadores até renomados reis.
  • O Antigo Testamento foi escrito em hebraico, com exceção de algumas passagens em Esdras, Jeremias e Daniel que foram escritas em aramaico.
  • O Novo Testamento foi escrito em grego.
  • O Codex Vaticanus é provavelmente o mais antigo exemplar da Bíblia em forma completa.
  • A primeira tradução completa da Bíblia para o inglês foi feita por Wycliffe, em 1380.
  • Martinho Lutero foi o primeiro tradutor da Bíblia para a língua do povo alemão.
  • Na biblioteca da Universidade de Gottingen, Alemanha, existe uma Bíblia que foi escrita em 470 folhas de palmeira.
  • O Livro mais antigo da Bíblia não é o Gênesis, mas Jô. Acredita-se que foi escrito por Moisés, quando esteve no deserto.
  • O primeiro Salmo encontra-se em II Samuel 1:19-27, uma elegia de Davi em memória de Saul e seu filho Jônatas.
  • A Bíblia contém 1189 capítulos e 31102 versículos.
  • Ester 8:9 é o maior versículo da Bíblia.
  • No livro de Ester e no livro de Cantares não se encontra a palavra Deus.
  • O Antigo Testamento termina com uma maldição, e o Novo Testamento termina com uma benção.
  • O último livro da Bíblia a ser escrito foi III São João.
  • Há 3573 promessas na Bíblia.
  • O livro de Isaías assemelha-se a uma pequena Bíblia: contém 66 capítulos; os primeiros 39 falam da história passada, e os 27 restantes apresentam promessas do futuro.
  • Dos quatro evangelistas só dois andaram com Jesus; Marcos e Lucas não foram seus discípulos.
  • Todos os versos do Salmo 136 terminam com o mesmo estribilho: "Porque a Sua misericórdia dura para sempre."
  • O profeta que veio depois de Malaquias foi João Batista.
  • Judas foi o único dos doze apóstolos que não era Galileu.
  • João era o discípulo mais jovem dos doze.
  • Os versículos 8, 15, 21 e 31 do Salmo 107 são iguais.
  • Matusalém, o homem mais velho da Bíblia, morreu antes de seu pai, Enoque, que ascendeu ao Céu.
  • Ló era o pai de Moabe e Bem-ami, e também o avô dos dois porque "as duas filhas de Ló conceberam do próprio pai". (Gen. 19:36-38)
  • 42 mil pessoas perderam a sua vida por não saberem pronunciar a palavra Shiboleth. (Juízes 12:5, 6)
  • Adão não teve sogra.
  • A única idade de mulher que se menciona na Bíblia é a de Sara (Gên. 23:1)
  • A primeira cirurgia foi realizada por Deus, quando tirou uma costela de Adão. (Gên. 2:21,22)
  • Além de Jesus, Elias e Moisés foram os únicos homens que jejuaram 40 dias e 40 noites. (I Reis 19:8 e Deut. 9:9)
  • A arca de Noé tinha três andares. (Gên. 6:16)
  • O Salmo 119 é o mais longo da Bíblia, é um acróstico. Os 176 versículos acham-se divididos em 22 seções de oito versos cada uma, correspondendo a cada uma das letras do alfabeto hebraico.
  • Em Gate houve um homem de grande estatura, que tinha 6 dedos em cada mão e em cada pé. (II Samuel 21:20)
  • Elias teve o privilégio de comer uma refeição preparada por um anjo.
  • Existem muitos dados curiosos relativos às estatísticas bíblicas. Um dos números que mais aparece na Bíblia é o 7. Entre os Hebreus este número era considerado sagrado e símbolo da perfeição.
  • Noé tinha 600 anos quando terminou a arca.
  • O sábio Salomão deixou mais de três mil provérbios.
  • A operação matemática mais rendosa foi efetuada por Jesus quando multiplicou 5 pães e 2 peixes para alimentar a mais de cinco mil pessoas e ainda sobraram 12 cestos cheios.
  • Talento era uma moeda grega que valia o equivalente a uns mil e quinhentos dólares.
  • Judas vendeu a Jesus por 30 moedas de prata, equivalentes a uns 20 dólares.
  • Calcula-se que o presente que Naamã ofereceu a Eliseu, do qual Geazi finalmente se apropriou, equivalia a uns 48.000 dólares.
  • Tiago, filho de Zebedeu, foi o primeiro dos apóstolos a morrer por sua fé. Foi decapitado a espada por ordem do rei Herodes Agripa I, por volta do ano 44 de nossa era.
  • Paulo, o grande apóstolo dos gentios, foi decapitado em Roma por ordem do tirano Nero.
  • Em I Samuel 17:18, o queijo é mencionado pela primeira vez na Bíblia.
  • Em juízes 14:18 encontramos um dos exemplos mais antigos de enigma.
  • Dois reis dos Amorreus foram postos em fuga por vespões.
  • A última cidade mencionada na Bíblia é a cidade santa. (Apoc. 22:19)
  • Salmo 117 é o capítulo mais curto da Bíblia
  • Salmo 118 é o capítulo que está no centro da Bíblia. Há 594 capítulos antes e depois do Salmo 118
  • O Versículo que se encontra no centro da Bíblia está em Salmo 118:8

No dia 1.°de Setembro, começamos o mês da Sagrada Escritura.


Filhos e filhas,
No último sábado, dia 1.°, começamos o mês da Sagrada Escritura. Setembro foi escolhido para o tema, porque no último domingo (30) celebramos o Dia Nacional da Bíblia, devido à festa de São Jerônimo, patrono dos estudos bíblicos, celebrado neste.  Toda Escritura é inspirada por Deus e é útil para ensinar, argumentar, corrigir e educar conforme a justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito, preparado para toda boa obra. (2Tm 3, 16-17). Este texto de São Paulo deve guiar nosso relacionamento com a Sagrada Escritura.  A Bíblia é uma fonte inesgotável de vida e conhecimento de Deus. Enamorado da Palavra de Deus, Jerônimo perguntava-se: "Como é possível viver sem o conhecimento das Escrituras, pelas quais se aprende a conhecer o próprio Cristo, que é a vida dos fiéis?" Por isso, todos os anos, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) propõe a reflexão de um livro da Sagrada Escritura para que nos tornemos mais íntimos da Palavra de Deus. Este ano a CNBB propõe o tema: "Discípulos e Missionários a partir do Evangelho de Marcos e o lema: Coragem! Levanta-te, Ele te chama" (Mc 10, 49).    Para comemorar este mês, sugiro que você faça um altar para Bíblia, coloque-a em um lugar de destaque em sua casa e selecione vários versículos bíblicos como mensagem do dia. Valorize a Palavra de Deus no seu lar, na sua família e na sua vida.
Que Deus abençoe você e toda a sua família.
Padre Reginaldo Manzotti

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Santa Mônica e Santo Agostinho, celebrados pela Igreja nos dias 27 e 28 deste mês Agosto.


Santa Mônica e Santo Agostinho, celebrados pela Igreja nos dias 27 e 28 deste mês, respectivamente. O testemunho desses dois grandes santos, mãe e filho, é de grande conforto e ajuda para muitas famílias, especialmente nos dias de hoje.
Mãe e esposa, Santa Mônica ajudou seu marido, Patrício, a descobrir a fé em Jesus Cristo. Tendo ficado viúva muito cedo, ela se dedicou a cuidar de seus três filhos, entre os quais Santo Agostinho, que a fez sofrer muito, pelo seu comportamento - ele chegou a ter um filho com uma prostituta.  Mas o próprio Agostinho relatou em seus escritos que sua mãe o gerou duas vezes: "a segunda foi um parto espiritual, feito de orações e lágrimas, mas coroado de alegria de vê-lo não apenas abraçar a fé e receber o Batismo, mas também de se dedicar inteiramente a serviço de Deus". Durante os meus programas de rádio e TV, sempre que ouço uma mãe pedindo oração pelo filho, lembro de Santa Mônica, pois ela persistiu na oração e alcançou a vitória em Deus.  Santo Agostinho é um exemplo para todos nós, pois toda a sua existência foi uma apaixonada busca da verdade. No final, depois de um longo tormento interior, descobriu Cristo, o sentido último e pleno da própria vida e de toda a história humana e chegou a escrever: "Tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova! Tarde demais eu te amei! Eis que habitavas dentro de mim e eu te procurava do lado de fora!" (Confissões).
Que Santa Mônica olhe por todas as mães aflitas que clamam por seus filhos e que Santo Agostinho interceda por tantos jovens sedentos de felicidade e que muitas vezes a buscam em caminhos errados. Amém.
Deus abençoe você e sua família.
Padre Reginaldo Manzotti

terça-feira, 14 de agosto de 2012


quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Agosto Mês das Vocações...e dia 04/08 comemoramos o dia do Padre....



ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES E PELOS SACERDOTES.
Divino Salvador, Jesus Cristo,/ concedei-nos sacerdotes santos,/ inflamados no fogo de vosso amor,/ totalmente doados à edificação da vossa Igreja./
E vós, ó Maria,/ Mãe dos sacerdotes,/ vós que sois a onipotência suplicante,/ socorrei-os a todos,/ nos trabalhos e dificuldades que se encontrarem./
Virgem Mãe e Rainha dos Apóstolos de Jesus,/ aumentai nas famílias/ o respeito e o amor ao sacerdócio; suscitai novas vocações sacerdotais e religiosas./ Guiai nossos seminaristas/ para que sejam mais tarde,/ dignos Ministros do Altar,/ santos e dedicados pastores do povo Cristão assim seja!

São João Maria Vianney, rogai por todos os padres!
Esta quarta-feira, dia 1°, damos início ao mês vocacional. E neste primeiro domingo de agosto celebramos a vocação sacerdotal, em virtude da festa de São João Maria Vianney, o Cura D‚Ars, comemorada pela Igreja no dia 04.
Esse grande santo, padroeiro dos padres, é um exemplo de humildade e persistência. Ele enfrentou vários problemas para se tornar sacerdote e as dificuldades continuaram depois de sua ordenação. Mas sua vida de oração e amor às pessoas - ele queria salvar todas as almas - transformou a pequena paróquia onde fora designado em um local de grande peregrinação. As pessoas vinham de todos os lugares para se confessar com o Cura D‚Ars.
Por isso, nesta mensagem, quero homenagear todos os meus irmãos no sacerdócio. Consumimos nossas vidas na construção do Reino de Deus, lembrando das palavras de Jesus, quando diz que quem perde sua vida por causa de Mim, vai encontrá-la. (Mt 10, 39).


Deus abençoe você.
Padre Reginaldo Manzotti

quinta-feira, 19 de julho de 2012

ORAÇÃO OFICIAL DA JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE....



Ó Pai, enviaste o Teu Filho Eterno para salvar o mundo e escolheste homens e mulheres para que, por Ele, com Ele e n‚Ele, proclamassem a Boa Nova a todas as nações. Concede as graças necessárias para que brilhe no rosto de todos os jovens a alegria de serem, pela força do Espírito, os evangelizadores de que a Igreja precisa no Terceiro Milênio.

Ó Cristo, Redentor da humanidade, Tua imagem de braços abertos no alto do Corcovado acolhe todos os povos. Em Tua oferta pascal, nos conduziste pelo Espírito Santo ao encontro filial com o Pai. Os jovens, que se alimentam da Eucaristia, Te ouvem na Palavra e Te encontram no irmão, necessitam de Tua infinita misericórdia para percorrer os caminhos do mundo como discípulos-missionários da nova evangelização.

Ó Espírito Santo, Amor do Pai e do Filho, com o esplendor da Tua Verdade e com o fogo do Teu Amor, envia Tua Luz sobre todos os jovens para que, impulsionados pela Jornada Mundial da Juventude, levem aos quatro cantos do mundo a fé, a esperança e a caridade, tornando-se grandes construtores da cultura da vida e da paz e os protagonistas de um mundo novo.
Deus abençoe você, em especial a nossa juventude.


Padre Reginaldo Manzotti

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Consagração a Nossa Senhora do Carmo.



Bendita e Imaculada Virgem do Carmelo, que tratas com especial carinho os que se revestem do Santo Escapulário, como sinal de sua piedade filial, volta para nós teu olhar e aproxima-nos de teu Filho, nosso Salvador.
É com essa pequena prece que começo o boletim de hoje, dedicado à madrinha da Obra Evangelizar é Preciso, Nossa Senhora do Carmo. Tenho muita devoção e carinho pela Mãe do Carmelo, pois toda a minha formação sacerdotal foi carmelita e, por isso, sou muito grato.

Aprendi a admirar a mística do Escapulário, um sinal de proteção e de consagração a Nossa Senhora. Sempre recomendo o uso piedoso deste artefato mariano, não como amuleto, mas para lembrar-nos do infinito amor de Deus por nós, através de Maria.

 Consagração a Nossa Senhora do Carmo 
Ó Nossa Senhora do Carmo, venho hoje consagrar-me inteiramente a vós. Tudo o que sou e tudo o que tenho, entrego em vossas mãos.
Vós olhais com especial bondade, os que estão revestidos do vosso Escapulário. Suplico-vos que fortaleça com o vosso poder a minha fraqueza. Iluminai a escuridão da minha mente com vossa sabedoria, para que eu possa render-vos todos os dias, a minha homenagem.

Que o Santo Escapulário atraia sobre mim o vosso olhar misericordioso. Traga-me a vossa especial proteção nas lutas diárias, para que eu possa ser fiel a vós e ao vosso Divino Filho. Possa o Santo Escapulário, afastar-me de tudo o que é pecaminoso e lembre-me sempre o dever de imitar-vos e revestir-me com vossas virtudes.

Desde já me esforçarei, para viver em vossa presença, de oferecer tudo a Jesus por vossas mãos e fazer da minha vida um espelho de vossa humildade, caridade, paciência, mansidão e empenho.

Mãe querida, apoia-me com vosso constante amor, para que eu, vosso filho mais pecador, possa um dia trocar vosso Escapulário pela veste celestial e viver convosco e os santos, no Reino do Vosso Filho. Amém.
 
Nossa Senhora do Carmo, rogai por todos os associados da Obra Evangelizar é Preciso e amparai-os com a vossa proteção. Amém.
Deus abençoe.
Padre Reginaldo Manzotti

terça-feira, 10 de julho de 2012

Costumo julgar as pessoas. O que faço para me corrigir?


Refletir sobre nossas fraquezas é coisa de que não gostamos de fazer! Sempre que nos deparamos com alguma limitação, nossa maior tendência é dar um jeito de consertar a situação, livrar-nos da insegurança que ela provoca e, infelizmente, esperar que qualquer outra fraqueza apareça e nos faça sofrer de novo!

É que nos falta reflexão! Falta-nos coragem e maturidade para olhar o que é fraco em nós – como indicadores de campos de trabalho – e não como fracassos!

Exatamente por isso é que talvez você nunca tenha pensado que, todas as vezes em que você julga alguém, na verdade, você está também demonstrando quem você é.
Por favor, reflita e aprenda a refletir!

 
Fonte. CN.

Por:Ricardo Sá 



sexta-feira, 6 de julho de 2012

CNBB lança cartilha para as eleições 2012 e orienta voto em candidato ficha limpa


Com o tema “Eleições 2012: Cidadania para a Democracia”, a CNBB (Conferência dos Bispos do Brasil) lançou cartilha com o objetivo de incentivar uma maior participação da comunidade no processo eleitoral e político dos municípios.
O documento será utilizado pela Igreja Católica para orientar o voto dos fiéis.
O padre Ernane Pinheiro, secretário executivo da Comissão Nacional de Fé e Política da CNBB, disse que a intenção não é apontar candidatos, mas auxiliar os católicos na hora do voto e na fiscalização do bem comum.
Um dos pontos ressaltados na cartilha é a Lei da Ficha Limpa, que torna inelegíveis políticos com condenações em segunda instância judicial.
Ficha Limpa
Segundo o religioso, a Ficha Limpa deve ser difundida pelas paróquias aos católicos como um viés orientador no processo de escolha do candidato.
“Sem dúvida, a Ficha Limpa deve ser ressaltada em reuniões, debates e encontros”, disse padre Pinheiro.
Com 34 páginas e dividida em três tópicos: “Ver”, “Julgar” e “Agir”, a cartilha será apresentada oficialmente ao episcopado nacional na assembleia geral anual da entidade, que será realizada no mês que vem no Santuário Nacional de Aparecida.
No encontro, a direção da CNBB, presidida pelo cardeal-arcebispo de Aparecida, dom Raymundo Damasceno Assis, definirá as estratégias de atuação para o pleito deste ano.
“Um dos focos é a discussão de mudanças na forma de fazer política, com fortalecimento de uma democracia mais participativa”, afirmou padre Antonio Aparecido Alves, o padre Toninho, da Paróquia do Alto da Ponte, em São José.
Fiscalização
Ele é membro da Assessoria Nacional do Centro Nacional de Fé e Política, que junto com pastorais sociais e Comissão de Fé e Política da CNBB elaborou cartilha.
Padre Toninho ressaltou que entre os tópicos importantes do documento estão alertas sobre políticos que se dizem católicos e depois “somem”, que apenas servem como “chamariz de votos” e a necessidade de o católico verificar o passado e a ficha do candidato antes de escolher.
Ainda segundo ele, a cartilha incentiva maior participação da sociedade na fiscalização dos atos do Legislativo e Executivo e nas comissões e conselhos representativos criados a partir da Constituição, editada em 1988.
Saiba mais sobre a cartilha da CNBB
Orientação
CNBB lança cartilha para orientar a comunidade católica sobre as eleições deste ano.
Foco
O foco da cartilha é o fortalecimento da democracia e da cidadania.
Ficha limpa
Um dos principais tópicos é a Lei da Ficha Limpa, que barra políticos com condenações judiciais em segunda instância e é válida já para este ano.
Apresentação
O documento deve ser apresentado oficialmente na assembleia geral da CNBB, agendada para o mês que vem em Aparecida.
Debate
Entre os pontos abordados, estão incentivo a realização de debates, seminários e encontros para tratar das eleições municipais de outubro.
Aonde encontrar
O subsídio, de 35 páginas, custa R$ 1,50 e pode ser adquirido através do Centro de Pastoral Popular, pelo telefone 0800-703-8353 ou http://www.cpp.com.br .

CNBB lança cartilha para as eleições 2012 e orienta voto em candidato ficha limpa

CNBB lança cartilha para as eleições 2012 e orienta voto em candidato ficha limpa

quinta-feira, 5 de julho de 2012

O Textos Bíblicos e tópicos para pregação de como: "Vencer as tribulações com fé e esperança",



Efésios 2,12-14: "Lembrem-se de que nesse tempo vocês estavam sem Cristo, afastados da cidadania de Israel, estranhos para as alianças da promessa, sem esperança e sem Deus neste mundo. Mas agora, em Jesus Cristo, vocês que estavam longe foram trazidos para perto, graças ao sangue de Cristo. Cristo é a nossa paz".

Tiago 1,2-6: Meus irmãos, fiquem muito alegres por terem que passar por todo tipo de provações, pois vocês sabem que aprendem a perseverar quando sua fé é posta à prova. Mas é preciso que a perseverança complete a sua obra em vocês, para que sejam homens completos e autênticos, sem nenhuma deficiência. Se alguém de vocês tem falta de sabedoria, peça a Deus, e ele a dará, porque é generoso e dá sem impor condições. Todavia é preciso pedir com fé, sem duvidar, porque aquele que duvida é como a onda do mar, que o vento leva de um lado para outro".

Hebreus 11,1: "A fé é um modo de já possuir aquilo que se espera, é um meio de conhecer realidades que não se veem".

Hebreus 12,5-8.11: "Meu filho, não despreze a correção do Senhor e não perca o ânimo quando for repreendido por ele; pois o Senhor corrige a quem ele ama e castiga a quem aceita como filho. Em vista da educação é que vocês sofrem. Deus trata-os como filhos. E qual é o filho que não é corrigido pelo pai? Pelo contrário, se vocês não são corrigidos como acontece com todos, então vocês são bastardos e não filhos. Na hora, qualquer correção parece não ser motivo de alegria, mas de tristeza; porém, mais tarde, ela produz um fruto de paz e de justiça naqueles que foram corrigidos".

Termino minha mensagem da semana lembrando que por pior que seja a tribulação, ela nunca será igual ou superior à bondade e o amor de Deus para com seus filhos. E nós somos filhos de Deus e devemos viver na misericórdia Dele.

Deus abençoe,

Padre Reginaldo Manzotti

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Dia de São Pedro e São Paulo...


Louvamos Pedro e Paulo,
por Cristo consagrados
colunas das Igrejas
no sangue derramado.
(Liturgia das Horas)
Neste domingo, dia 1° de julho, comemoramos São Pedro e São Paulo. Celebrar esses dois grandes homens é celebrar a nossa Igreja, a nossa fé. Nós devemos respeitar todas as crenças, mas também valorizar a nossa religião, que é alicerçada em Cristo. É fundamental seguirmos uma religião e não ficar "pulando de galho em galho". Se um andarilho segue para uma direção em um dia e no outro vai para o caminho oposto, ele certamente não chegará a seu destino. Assim deve ser a nossa vida espiritual, pois não haverá crescimento, se não houver uma meta a ser alcançada e um caminho tem traçado. São Pedro e São Paulo são dois apóstolos que, depois que encontraram Jesus, souberam claramente o que queriam: anunciar a Boa Notícia de Jesus a todos os povos, por amor a Cristo. Um amor tão grande a ponto de preferir perderem suas vidas a negar Jesus Cristo. Inspirados por esses dois grandes exemplos, tenhamos orgulho de nossa fé e rezemos pela nossa Igreja santa e pecadora, para que seja sempre luz na vida daqueles que necessitam.
Deus abençoe,
Padre Reginaldo Manzotti
Cada 29 de junho, solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, Apóstolos, lembre-se destas grandes testemunhas de Jesus Cristo e, ao mesmo tempo, fazemos uma confissão solene de fé na Igreja una, santa, católica e apostólica. Em primeiro lugar é uma festa da catolicidade.  Pedro, o amigo frágil e apaixonado por Jesus, é o homem escolhido por Cristo para ser "a rocha" da Igreja: "Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja" (Mt 16:16).Humildemente aceitou sua missão até o fim, até a sua morte como um mártir.Seu túmulo na Basílica de São Pedro, no Vaticano, é o destino de milhões de peregrinos que vêm de todo o mundo.  Paulo, o perseguidor dos cristãos tornou-se apóstolo dos gentios, é um modelo e evangelizador ardente para todos os católicos, porque depois de conhecer Jesus em seu caminho, deu-se sem reservas à causa do Evangelho.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Como você corrige as pessoas?


Lembre-se de que lidamos com pessoas e não com animais....

Como você corrige seu filho, seu esposo, sua esposa, seu empregado, seu colega, seu subordinado de modo geral? É um dever e uma necessidade corrigir aqueles a quem amamos, mas isso precisa ser feito de maneira correta. Toda autoridade vem de Deus e em Seu nome deve ser exercida; por isso, com muito jeito e cautela.
Não é fácil corrigir uma pessoa que erra; apontar o dedo para alguém e dizer-lhe: “Você errou!”, dói no ego da pessoa; e se a correção não for feita de modo correto pode gerar efeito contrário. Se esta for feita inadequadamente pode piorar o estado da pessoa e gerar nela humilhação e revolta. Nunca se pode, por exemplo, corrigir alguém na frente de outras pessoas, isso a deixa humilhada, ofendida e, muitas vezes, com ódio de quem a corrigiu. E, lamentavelmente, isso é muito comum, especialmente por parte de pessoas que têm um temperamento intempestivo (“pavio curto”) e que agem de maneira impulsiva. Essas pessoas precisam tomar muito cuidado, porque, às vezes, querendo queimar etapas, acabam queimando pessoas. Ofendem a muitos.
Quem erra precisa ser corrigido, para seu bem, mas com elegância e amor. Há pais que subestimam os filhos, os tratam com desdém, desprezo. Alguns, ao corrigi-los, o fazem com grosseria, palavras ofensivas e marcantes. O pior de tudo é quando chamam a atenção dos filhos na presença de outras pessoas, irmãos ou amigos, até do (a) namorado (a). Isso o (a) humilha e o (a) faz odiar o pai e a mãe. Como é que esse (a) filho (a), depois, vai ouvir os conselhos desses pais? O mesmo se dá com quem corrige um empregado ou subordinado na frente dos outros. É um desastre humano!

Gostaria de apontar aqui três exigências para corrigir bem uma pessoa:

1 – Nunca corrigir na frente dos outros. Ao corrigir alguém, deve-se chamá-lo a sós, fechar a porta da sala ou do quarto, e conversar com firmeza, mas com polidez, sem gritos, ofensas e ameaças, pois este não é o caminho do amor. Não se pode humilhar a pessoa. Mesmo a criança pequena deve ser corrigida a sós para que não se sinta humilhada na frente dos irmãos ou amigos. Se for adulto, isso é mais importante ainda. Como é lamentável os pais ou patrões que gritam corrigindo seus filhos ou empregados na frente dos outros! Escolha um lugar adequado para corrigir a pessoa.
Gostaria de lembrar que a Igreja, como boa Mãe, garante a nós o sigilo da Confissão, de maneira extrema. Se o sacerdote revelar nosso pecado a alguém, ele pode ser punido com a pena máxima que a instituição criada por Cristo pode aplicar: a excomunhão. Isso para proteger a nossa intimidade e não permitir que a revelação de nossos erros nos humilhe. E nós? Como fazemos com os outros? Só o fato de você dar a privacidade à pessoa a ser corrigida, ao chamá-la a sós, ela já estará mais bem preparada para a correção a receber, sem odiá-lo.

2 – Escolha o momento certo. Não se pode chamar a atenção de alguém no momento em que a pessoa errada está cansada, nervosa ou indisposta. Espere o melhor momento, quando ela estiver calma. Os impulsivos e coléricos precisam se policiar muito nestes momentos porque provocam tragédias no relacionamento. Com o sangue quente derramam a bílis – às vezes mesmo com palavras suaves – sobre aquele que errou e provocam no interior deste uma ferida difícil de cicatrizar. Pessoas assim acabam ficando malvistas no seu meio. Pais e patrões não podem corrigir os filhos e subordinados dessa forma, gritando e ofendendo por causa do sangue quente. Espere, se eduque, conte até 10 dez, vá para fora, saia por um tempo da presença do que errou; não se lance afoito sobre o celular para o repreender “agora”. Repito: a correção não pode deixar de ser feita; a punição pode ser dada, mas tudo com jeito, com galhardia. Estamos tratando com gente e não com gado.

3 – Use palavras corretas. Às vezes, um “sim” dito de maneira errada é pior do que um “não” dito com jeito. Antes de corrigir alguém, saiba ouvi-lo no que errou; dê-lhe o direito de expor com detalhes e com tempo o que fez de errado, e por que fez aquilo errado. É comum que o pai, o patrão, o amigo, o colega, precipitados, cometam um grave erro e injustiça com o outro. O problema não é a correção a aplicar, mas o jeito de falar, sem ofender, sem magoar, sem humilhar, sem ferir a alma.
Eu era professor em uma Faculdade, e um dos alunos veio me dizer que perdeu uma das provas e que não podia trazer atestado médico para justificar sua falta. Ter que fazer uma prova de segunda chamada, apenas para um aluno, me irritava. Então, eu lhe disse que não lhe daria outra prova. Quando ele insistiu, fui grosseiro com ele, até que ele pôde se explicar: “Professor, é que eu uso um olho de vidro, e no dia da sua prova o meu olho de vidro caiu na pia e se quebrou; por isso eu não pude fazer a prova”. Fiquei com “cara de tacho” e lhe pedi mil desculpas.
Nunca me esqueci de uma correção que o meu pai nos deu quando eu e meus oito irmãos éramos ainda pequenos. De vez em quando nós nos escondíamos para fumar escondidos dele. Nossa casa tinha um quintal grande e um pequeno quarto no fundo do quintal; lá a gente se reunia para fumar.
Um dia nosso pai nos pegou fumando; foi um desespero… Eu achei que ele fosse dar uma surra em cada um; mas não, me lembro exatamente até hoje, depois de quase cinquenta anos, a bela lição que ele nos deu. Lembro-me bem: nos reuniu no meio do quintal, em círculo, depois pediu que lhe déssemos um cigarro; ele o pegou, acendeu-o, deu uma tragada e soprou a fumaça na unha do dedo polegar, fazendo pressão, com a boca quase fechada. Em seguida, mostrou a cada um de nós a sua unha amarelada pela nicotina do cigarro. E começou perguntando: “Vocês sabem o que é isso, amarelo? É veneno; é nicotina; isso vai para o pulmão de vocês e faz muito mal para a saúde. É isso que vocês querem?”
Em seguida ele não disse mais nada; apenas disse que ele fumava quando era jovem, mas que deixou de fazê-lo para que nós não aprendêssemos algo errado com ele. Assim terminou a lição; não bateu em ninguém e não xingou ninguém; fomos embora. Hoje nenhum de meus irmãos fuma; e eu nunca me esqueci dessa lição. São Francisco de Sales, doutor da Igreja, dizia que “o que não se pode fazer por amor, não deve ser feito de outro jeito, porque não dá resultado”.
E se você magoou alguém, corrigindo-o grosseiramente, peça perdão logo; é um dever de consciência.

Fonte: CN

sexta-feira, 15 de junho de 2012

"""ORAÇÃO DOS NAMORADOS"""


ORAÇÃO DOS NAMORADOS
Senhor , fazei-nos instrumentos de vossa paz em nosso namoro.
Onde houver ódio, que transborde o amor
Onde houver ofensa, que o perdão seja muito maior
Onde houver discórdia, briga, divisão... troquemos pela união,
Onde houver dúvida, ciúme, desconfiança, que nos apoiemos na fé,
Onde houver erro, mentira, que a verdade possa triunfar,
Onde houver desespero, que a esperança renasça em nossos corações,
Onde houver houver tristeza, que a alegria brote em nossos lábios como resposta,
Onde houver confusão de sentimentos, dai-nos clareza, Que Vossa luz possa invadir-nos,
dissipando todas as sombras que se encontrarem instaladas em nossos corações.

Que Deus, por intercessão de Santo Antônio, abençoe a todos.
Padre Reginaldo Manzotti

quinta-feira, 7 de junho de 2012

CORPUS CHRISTI ......A FESTA DA UNIDADE DOS CRISTÃOS.


A Igreja celebra Corpus Christi. Ainda que em todas as missas fazemos memória da Instituição da Eucaristia (Mc 14, 22-24), a Igreja pede que este Sacramento seja celebrado mais solenemente pelo menos uma vez por ano, para que todos possam viver plenamente esse mistério de amor: um Deus que se faz pão por amor a humanidade. Na Eucaristia, Deus se dá por inteiro. Esse Sacramento é a presença real de Jesus Cristo, corpo, sangue, alma e divindade. E é através da fé que percebemos esse mistério, como nos explica São Tomás de Aquino, santo e doutor da Igreja, na  belíssima oração lauda Sion: 
O que não compreendes nem vês, uma fé vigorosa te assegura, elevando-te acima da ordem natural. Pão e vinho, eis o que vemos; mas ao Cristo é que nós temos em tão ínfimos sinais. Alimento verdadeiro, permanece o Cristo inteiro quer no vinho, quer no pão. E quem o recebe não o parte nem divide, mas recebe-o todo inteiro."
Se compreendêssemos o valor de recebermos Cristo na Sagrada Comunhão, isso somente bastaria, não nos faltaria mais nada. Mas nossa limitada inteligência não nos permite entender por inteiro. Então, alimentados com o Pão da Vida, esperamos fazê-lo um dia no Céu.
Deus abençoe você. 
Padre Reginaldo Manzotti

segunda-feira, 4 de junho de 2012

12 Promessas do Coração de Jesus......


Ele sempre cumpre o que promete! Experimente.


1ª Promessa: “A minha bênção permanecerá sobre as casas em que se achar exposta e venerada a imagem de meu Sagrado Coração”.

2ª Promessa: “Eu darei aos devotos de meu Coração todas as graças necessárias a seu estado.” 

3ª Promessa: “Estabelecerei e conservarei a paz em suas famílias”.
4ª Promessa: “Eu os consolarei em todas as suas aflições”.

5ª Promessa: “Serei refúgio seguro na vida e principalmente na hora da morte”.
6ª Promessa: “Lançarei bênçãos abundantes sobre os seus trabalhose empreendimentos”
7ª Promessa: “Os pecadores encontrarão em meu Coração fonte inesgotável de misericórdias”.

8ª Promessa: “As almas tíbias tornar-se-ão fervorosas pela prática dessa devoção”.

9ª Promessa: “As almas fervorosas subirão em pouco tempo a uma alta perfeição".
10ª Promessa: “Darei aos sacerdotes que praticarem especialmente essa devoção o poder de tocar os corações mais endurecidos”.
11ª Promessa: "As pessoas que propagarem esta devoção terão o seu nome inscrito para sempre no meu Coração”.
12ª Promessa: “A todos os que comunguem nas primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos, darei a graça da perseverança final e da salvação eterna”.
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