quarta-feira, 20 de junho de 2012

Como você corrige as pessoas?


Lembre-se de que lidamos com pessoas e não com animais....

Como você corrige seu filho, seu esposo, sua esposa, seu empregado, seu colega, seu subordinado de modo geral? É um dever e uma necessidade corrigir aqueles a quem amamos, mas isso precisa ser feito de maneira correta. Toda autoridade vem de Deus e em Seu nome deve ser exercida; por isso, com muito jeito e cautela.
Não é fácil corrigir uma pessoa que erra; apontar o dedo para alguém e dizer-lhe: “Você errou!”, dói no ego da pessoa; e se a correção não for feita de modo correto pode gerar efeito contrário. Se esta for feita inadequadamente pode piorar o estado da pessoa e gerar nela humilhação e revolta. Nunca se pode, por exemplo, corrigir alguém na frente de outras pessoas, isso a deixa humilhada, ofendida e, muitas vezes, com ódio de quem a corrigiu. E, lamentavelmente, isso é muito comum, especialmente por parte de pessoas que têm um temperamento intempestivo (“pavio curto”) e que agem de maneira impulsiva. Essas pessoas precisam tomar muito cuidado, porque, às vezes, querendo queimar etapas, acabam queimando pessoas. Ofendem a muitos.
Quem erra precisa ser corrigido, para seu bem, mas com elegância e amor. Há pais que subestimam os filhos, os tratam com desdém, desprezo. Alguns, ao corrigi-los, o fazem com grosseria, palavras ofensivas e marcantes. O pior de tudo é quando chamam a atenção dos filhos na presença de outras pessoas, irmãos ou amigos, até do (a) namorado (a). Isso o (a) humilha e o (a) faz odiar o pai e a mãe. Como é que esse (a) filho (a), depois, vai ouvir os conselhos desses pais? O mesmo se dá com quem corrige um empregado ou subordinado na frente dos outros. É um desastre humano!

Gostaria de apontar aqui três exigências para corrigir bem uma pessoa:

1 – Nunca corrigir na frente dos outros. Ao corrigir alguém, deve-se chamá-lo a sós, fechar a porta da sala ou do quarto, e conversar com firmeza, mas com polidez, sem gritos, ofensas e ameaças, pois este não é o caminho do amor. Não se pode humilhar a pessoa. Mesmo a criança pequena deve ser corrigida a sós para que não se sinta humilhada na frente dos irmãos ou amigos. Se for adulto, isso é mais importante ainda. Como é lamentável os pais ou patrões que gritam corrigindo seus filhos ou empregados na frente dos outros! Escolha um lugar adequado para corrigir a pessoa.
Gostaria de lembrar que a Igreja, como boa Mãe, garante a nós o sigilo da Confissão, de maneira extrema. Se o sacerdote revelar nosso pecado a alguém, ele pode ser punido com a pena máxima que a instituição criada por Cristo pode aplicar: a excomunhão. Isso para proteger a nossa intimidade e não permitir que a revelação de nossos erros nos humilhe. E nós? Como fazemos com os outros? Só o fato de você dar a privacidade à pessoa a ser corrigida, ao chamá-la a sós, ela já estará mais bem preparada para a correção a receber, sem odiá-lo.

2 – Escolha o momento certo. Não se pode chamar a atenção de alguém no momento em que a pessoa errada está cansada, nervosa ou indisposta. Espere o melhor momento, quando ela estiver calma. Os impulsivos e coléricos precisam se policiar muito nestes momentos porque provocam tragédias no relacionamento. Com o sangue quente derramam a bílis – às vezes mesmo com palavras suaves – sobre aquele que errou e provocam no interior deste uma ferida difícil de cicatrizar. Pessoas assim acabam ficando malvistas no seu meio. Pais e patrões não podem corrigir os filhos e subordinados dessa forma, gritando e ofendendo por causa do sangue quente. Espere, se eduque, conte até 10 dez, vá para fora, saia por um tempo da presença do que errou; não se lance afoito sobre o celular para o repreender “agora”. Repito: a correção não pode deixar de ser feita; a punição pode ser dada, mas tudo com jeito, com galhardia. Estamos tratando com gente e não com gado.

3 – Use palavras corretas. Às vezes, um “sim” dito de maneira errada é pior do que um “não” dito com jeito. Antes de corrigir alguém, saiba ouvi-lo no que errou; dê-lhe o direito de expor com detalhes e com tempo o que fez de errado, e por que fez aquilo errado. É comum que o pai, o patrão, o amigo, o colega, precipitados, cometam um grave erro e injustiça com o outro. O problema não é a correção a aplicar, mas o jeito de falar, sem ofender, sem magoar, sem humilhar, sem ferir a alma.
Eu era professor em uma Faculdade, e um dos alunos veio me dizer que perdeu uma das provas e que não podia trazer atestado médico para justificar sua falta. Ter que fazer uma prova de segunda chamada, apenas para um aluno, me irritava. Então, eu lhe disse que não lhe daria outra prova. Quando ele insistiu, fui grosseiro com ele, até que ele pôde se explicar: “Professor, é que eu uso um olho de vidro, e no dia da sua prova o meu olho de vidro caiu na pia e se quebrou; por isso eu não pude fazer a prova”. Fiquei com “cara de tacho” e lhe pedi mil desculpas.
Nunca me esqueci de uma correção que o meu pai nos deu quando eu e meus oito irmãos éramos ainda pequenos. De vez em quando nós nos escondíamos para fumar escondidos dele. Nossa casa tinha um quintal grande e um pequeno quarto no fundo do quintal; lá a gente se reunia para fumar.
Um dia nosso pai nos pegou fumando; foi um desespero… Eu achei que ele fosse dar uma surra em cada um; mas não, me lembro exatamente até hoje, depois de quase cinquenta anos, a bela lição que ele nos deu. Lembro-me bem: nos reuniu no meio do quintal, em círculo, depois pediu que lhe déssemos um cigarro; ele o pegou, acendeu-o, deu uma tragada e soprou a fumaça na unha do dedo polegar, fazendo pressão, com a boca quase fechada. Em seguida, mostrou a cada um de nós a sua unha amarelada pela nicotina do cigarro. E começou perguntando: “Vocês sabem o que é isso, amarelo? É veneno; é nicotina; isso vai para o pulmão de vocês e faz muito mal para a saúde. É isso que vocês querem?”
Em seguida ele não disse mais nada; apenas disse que ele fumava quando era jovem, mas que deixou de fazê-lo para que nós não aprendêssemos algo errado com ele. Assim terminou a lição; não bateu em ninguém e não xingou ninguém; fomos embora. Hoje nenhum de meus irmãos fuma; e eu nunca me esqueci dessa lição. São Francisco de Sales, doutor da Igreja, dizia que “o que não se pode fazer por amor, não deve ser feito de outro jeito, porque não dá resultado”.
E se você magoou alguém, corrigindo-o grosseiramente, peça perdão logo; é um dever de consciência.

Fonte: CN

sexta-feira, 15 de junho de 2012

"""ORAÇÃO DOS NAMORADOS"""


ORAÇÃO DOS NAMORADOS
Senhor , fazei-nos instrumentos de vossa paz em nosso namoro.
Onde houver ódio, que transborde o amor
Onde houver ofensa, que o perdão seja muito maior
Onde houver discórdia, briga, divisão... troquemos pela união,
Onde houver dúvida, ciúme, desconfiança, que nos apoiemos na fé,
Onde houver erro, mentira, que a verdade possa triunfar,
Onde houver desespero, que a esperança renasça em nossos corações,
Onde houver houver tristeza, que a alegria brote em nossos lábios como resposta,
Onde houver confusão de sentimentos, dai-nos clareza, Que Vossa luz possa invadir-nos,
dissipando todas as sombras que se encontrarem instaladas em nossos corações.

Que Deus, por intercessão de Santo Antônio, abençoe a todos.
Padre Reginaldo Manzotti

quinta-feira, 7 de junho de 2012

CORPUS CHRISTI ......A FESTA DA UNIDADE DOS CRISTÃOS.


A Igreja celebra Corpus Christi. Ainda que em todas as missas fazemos memória da Instituição da Eucaristia (Mc 14, 22-24), a Igreja pede que este Sacramento seja celebrado mais solenemente pelo menos uma vez por ano, para que todos possam viver plenamente esse mistério de amor: um Deus que se faz pão por amor a humanidade. Na Eucaristia, Deus se dá por inteiro. Esse Sacramento é a presença real de Jesus Cristo, corpo, sangue, alma e divindade. E é através da fé que percebemos esse mistério, como nos explica São Tomás de Aquino, santo e doutor da Igreja, na  belíssima oração lauda Sion: 
O que não compreendes nem vês, uma fé vigorosa te assegura, elevando-te acima da ordem natural. Pão e vinho, eis o que vemos; mas ao Cristo é que nós temos em tão ínfimos sinais. Alimento verdadeiro, permanece o Cristo inteiro quer no vinho, quer no pão. E quem o recebe não o parte nem divide, mas recebe-o todo inteiro."
Se compreendêssemos o valor de recebermos Cristo na Sagrada Comunhão, isso somente bastaria, não nos faltaria mais nada. Mas nossa limitada inteligência não nos permite entender por inteiro. Então, alimentados com o Pão da Vida, esperamos fazê-lo um dia no Céu.
Deus abençoe você. 
Padre Reginaldo Manzotti

segunda-feira, 4 de junho de 2012

12 Promessas do Coração de Jesus......


Ele sempre cumpre o que promete! Experimente.


1ª Promessa: “A minha bênção permanecerá sobre as casas em que se achar exposta e venerada a imagem de meu Sagrado Coração”.

2ª Promessa: “Eu darei aos devotos de meu Coração todas as graças necessárias a seu estado.” 

3ª Promessa: “Estabelecerei e conservarei a paz em suas famílias”.
4ª Promessa: “Eu os consolarei em todas as suas aflições”.

5ª Promessa: “Serei refúgio seguro na vida e principalmente na hora da morte”.
6ª Promessa: “Lançarei bênçãos abundantes sobre os seus trabalhose empreendimentos”
7ª Promessa: “Os pecadores encontrarão em meu Coração fonte inesgotável de misericórdias”.

8ª Promessa: “As almas tíbias tornar-se-ão fervorosas pela prática dessa devoção”.

9ª Promessa: “As almas fervorosas subirão em pouco tempo a uma alta perfeição".
10ª Promessa: “Darei aos sacerdotes que praticarem especialmente essa devoção o poder de tocar os corações mais endurecidos”.
11ª Promessa: "As pessoas que propagarem esta devoção terão o seu nome inscrito para sempre no meu Coração”.
12ª Promessa: “A todos os que comunguem nas primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos, darei a graça da perseverança final e da salvação eterna”.
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quinta-feira, 31 de maio de 2012

Solenidade da Santíssima Trindade


A  Igreja celebra a solenidade da Santíssima Trindade. Nesta festa somos chamados a nos debruçar sobre essa verdade: Deus é uno e trino. Um Deus em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo, que invocamos sempre quando participamos da missa ou fazemos uma oração. É o sinal de todo cristão. A Santíssima Trindade vem nos mostrar também que Deus é único, mas não solitário. E ressalta que, para alcançarmos a santidade, temos que aprender a amar e conviver fraternalmente com o próximo, como nos ensinou Jesus (Mc 12, 30-31). Amparados em Deus, uno e trino, peçamos a graça de sempre ajudar quem precisa com essa oração a Santíssima Trindade:
Santíssima Trindade, me acompanha por toda a vida,  seja sempre meu refúgio seguro. Pai Eterno, abençoa-me,  Jesus Cristo, Verbo de Deus, ajuda-me,  Espírito Santo, santifica-me. Com a Santíssima Trindade, que eu busque sempre o bem. 
Que Deus, na sua infinita misericórdia, abençoe você e sua família.
Padre Reginaldo Manzotti

quarta-feira, 23 de maio de 2012

ORAÇÃO PEDINDO OS DONS DO ESPÍRITO SANTO

Espírito Santo, concede-me o Dom da Sabedoria.
Sabedoria que faz caminhar nesta vida com o olhar na eternidade.
Sabedoria que vem do Alto mas faz viver com os pés no mundo e no coração do próximo.
Espírito Santo, derrama sobre a minha inteligência, pequena e limitada, o Dom do Entendimento, de forma abundante e profunda.
Revela-me os mistérios profundos de Deus.
Liberta-me das coisas fúteis da terra, para alcançar as verdades elevadas dos céus.
Mergulha-me nas verdades perenes da fé. 
Divino Espírito Santo, derrama sobre mim o Dom da Ciência, para que eu possa julgar corretamente o valor das coisas criadas. Tira de meus olhos o que me impede de ver a maravilha do mundo criado e de sua perfeita harmonia, da qual faço parte. Que ele não seja obstáculo para eu chegar a Deus, mas antes escada que me leve até Ele.Divino Espírito Santo, infunde-me o Dom do Conselho. Que o discernimento seja um fruto constante em mim.  Que Tua luz brilhe no horizonte do meu pensar e agir. Torna-me dócil às Tuas inspirações. Rompe a minha surdez aos apelos da Sagrada Escritura e aos ensinamentos da Igreja. Santo Espírito de Deus, por meio do Dom da Fortaleza, reveste-me de saúde no corpo e na alma, para a missão de discípulo de Jesus a qual fui chamado pelo batismo. Nesta missão de lutar pelos valores de Cristo, faze-me firme e perseverante até o fim. Na Tua fortaleza, que eu me refugie. Na Tua fortaleza, que eu avance. Pela Tua fortaleza, que eu lute. Com Tua fortaleza, que eu persevere. Espírito Santo, vem a mim com o Dom da Piedade. Inflama meu coração e minh‚alma do amor ardente a Deus. Que a verdadeira piedade me faça crer na Providência Divina. Que o desrespeito dê lugar à serenidade nas minhas aflições. Divino Espírito, que é fruto do amor do Pai e do Filho, através o Dom do Temor de Deus, Dá-me um amor reverente ao Três-vezes-Santo. Inebria-me de amor de tal forma e tanto que eu não consiga fazer algo além de amar a Deus e ao próximo.
Amém
Que Deus abençoe e o Espírito Santo ilumine você e sua família.
Padre Reginaldo Manzotti

segunda-feira, 21 de maio de 2012

O que é Pentecostes....



Pentecostes é uma celebração muito importante do calendário cristão, e comemora a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos de Jesus Cristo. Pentecostes é celebrado 50 dias depois do domingo de Páscoa, e no décimo dia depois do dia da Ascensão. O termo Pentecostes é de origem grega, e o significado é quinquagésimo, e junto com Natal e Páscoa, é a terceira data mais importante do Ano Litúrgico. No Novo Testamento, Pentecostes é o dia da vinda do Espírito Santo, da chegada de Cristo na Terra, Pentecostes marca o final da festa Pascal.
Origem de Pentecostes
Pentecostes celebra a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos e seguidores de Cristo, durante aquela celebração judaica do quinquagésimo dia em Jerusalém, e também é considerado o dia do nascimento da igreja.

Festa de Pentecostes



Dentro de alguns dias, festejaremos o Pentecostes. No tempo de Jesus, e ainda hoje, os judeus celebram neste dia a entrega das tábuas da Lei a Moisés, no Sinai. Foi o cumprimento da promessa feita a Abraão, aliança feita doravante, já não a um homem ou a uma família, mas a um povo, escolhido, eleito. Neste mesmo dia, os cristãos celebram a vinda do Espírito Santo, o dom prometido por Jesus e já anunciado pelo profeta Joel (cf. Jl 3,1), o cumprimento da nova e eterna Aliança, inaugurada pela morte e ressurreição de Cristo, o nascimento do novo povo de Deus, a Igreja.  
No dia de Pentecostes, em Jerusalém, o Espírito veio como um vento que enchia a sala onde estavam os Apóstolos. Senhor e fonte de vida, ele sopra onde quer, dizia Jesus a Nicodemos (cf. Jo 3,8). Tornemo-nos disponíveis a esse sopro. Que ele nos transforme e nos conduza na missão que recebemos no dia da Ascensão: «Ide, anunciai a Boa Nova!». À nossa maneira, a equipa internacional de Evangelho Quotidiano, tem-se esforçado por levar a Palavra de Deus a toda a terra e, neste momento, é com grande alegria que informamos os nossos leitores de que, muito em breve, começaremos este serviço também em língua chinesa. O Santo Padre Bento XVI propôs que o próximo dia 24 fosse, para toda a Igreja, dia de oração pelos cristãos da China. Unamo-nos a esta intenção e rezemos para que o Evangelho seja cada vez mais acolhido nesse imenso país. E, já agora, prezados assinantes, se conhecerem, direta ou indiretamente, chineses e chinesas, na China ou em qualquer parte do mundo, não deixem de lhes falar deste serviço que vai começar. Logo que tenhamos a indicação do respetivo endereço eletrônico, vo-lo transmitiremos.

Com os votos de um santo e frutuoso Pentecostes,
saúda-vos com amizade a equipa de Evangelho Quotidiano em língua portuguesa.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Orações para pedir chuva e bom tempo, além de uma prece especial para repelir as tempestades.


A Igreja tem a missão de antecipar essa situação, tanto que no Missal Romano - livro usado na Missa com as leituras próprias do celebrante - existe diversas celebrações votivas. Hoje, transcrevo aqui as orações para pedir chuva e bom tempo, além de uma prece especial para repelir as tempestades.
Para pedir chuva
"Ó Deus, em quem vivemos, nos movemos e somos,
concedei-nos as chuvas necessárias,
para que, auxiliados quanto aos bens da terra,
desejemos com mais confiança os do céu.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
na unidade do Espírito Santo. Amém." 
Para pedir bom tempo
"Ó Deus eterno e todo poderoso,
vossos castigos nos curam e vosso perdão nos conserva;
concedei que nos alegremos com o bom tempo
e usemos sempre os vossos dons
para vossa glória e nossa salvação.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
na unidade do Espírito Santo. Amém."
Para repelir as tempestades
"Ó Deus, a quem todos os elementos obedecem,
aplacai as tempestades,
para que o temor, inspirado pelo vosso poder,
se transforme em louvor.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
na unidade do Espírito Santo. Amém."
Que Deus abençoe você e sua família.
Padre Reginaldo Manzotti.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

MAIO, MÊS de MARIA e MÊS das MÃES.....


Este é um mês especial! Mês das Mães
As Mães que Deus escolheu para nos gerar, criar, educar, proteger e amar. Não foi por mero acaso. É o Mês de MARIA, a Mãe de Jesus . Maria, através de seu semblante deixa transparecer a divindade de seu Filho muito amado, Jesus. Ela é a Mãe do Puro Amor. Maria é promessa e esperança, é ternura e solidariedade, é bondade e amor. É o veículo direto que nos comunica com Seu Filho. É nossa intercessora. A ela, confiamos nossas fraquezas, nossos sofrimentos, nossas limitações. Maria é nosso SOCORRO!     O colo de Maria é maternal. Nele, encontramos abrigo e consolo. Ela nos conforta, nos acalenta. A presença da Virgem Maria em nossas vidas é real. Maria nos guia a cada momento. É mãe cuidadosa e amorosa com seus filhos. Assim, também, devemos ser com nossos filhos, semelhantes à Maria. Tratá-los com carinho sob nossa orientação e cuidados, mesmo que tenhamos que nos esforçar em certas ocasiões. Devemos ser fiéis à Mãe de Deus, oferecendo nossas orações, aflições, angústias e tendo-a em lugar especial e respeitoso em nossas vidas. Ela, não se esquece de nós. Precisamos ser Mães como Maria, acalentando nossos filhos, educando-os e amando-os, dentro dos princípios morais, éticos e religiosos. Sejamos mães comprometidas com nossos filhos, até as últimas conseqüências. Isso, alegrará o Coração de Maria. Maria supervisiona nossa maternidade. Ela é Mãe Celeste das Mães. Ela nos abençoa e solidifica nossa fé em seu Filho amado. Com Maria firmamos nosso elo de união com Jesus Cristo seu FILHO.
O profundo mistério de ser Mãe de Deus a coloca numa posição privilegiada na história da salvação, elevando-a acima de todas as criaturas. Porém, não podemos esquecer que sua vida foi de ser humano normal semelhante à nossa, com as devidas diferenças da época. Mas, as preocupações, sofrimentos, trabalhos, exatamente, como nós. Estamos acostumados a vê-la nos altares, merecidamente, envolta em vestes douradas, mãos postas, glorificada. Mas... Nos esforcemos para também vê-la de avental, cozinhando e lavando como nós. Nossa relação com Nossa Senhora é uma relação de infinita igualdade e ao mesmo tempo de grandezas diferentes.
E o SIM de Maria? É o SIM do verdadeiro e Santo Amor. Queremos pedir um pouco da sua coragem, para darmos o “SIM” necessário à realização do Plano de Deus em nós. O Sim da Virgem Maria a coloca em plena disponibilidade ao Criador. Sem pensar nas conseqüências, faz a sua entrega, entrega total de prova de amor. Maria foi o maior exemplo de fé, de certeza, fidelidade ao Pai. Renuncia sua própria vida de jovem comum e assume o principal papel na História Universal, o de Mãe de Deus.
Sejamos como Maria, Mães amáveis, mães responsáveis, mães em regime integral. O nosso culto à Virgem Santíssima, Mãe de Deus, Rainha de Todos os Anjos e Santos é de SUMA VENERAÇÃO-HIPERDULIA.
A Igreja estabeleceu duas festas de preceito e honra à Virgem Maria.  A Festa da Imaculada Conceição no dia oito de dezembro e a Festa da Assunção de Maria em quinze de Agosto. As demais festas celebram os Privilégios de Maria. E são muitas,  pois ela tem muitos títulos. No segundo domingo do mês de maio, comemoramos o Dia da Mãe, que na verdade, é todo dia. Mãe não tem férias, assim como não tiramos férias de Deus. A Mãe exerce sua maternidade até o fim.  São Bernardo, devoto mariano, dizia que o Coração de Maria Santíssima é como um quadro onde estão pintados todos os atrozes sofrimentos de seu Filho. Para conhecê-los, não é preciso fitar a cruz, basta observar o coração da Mãe Dolorosa.Os espinhos que ferem a cabeça de Jesus, os pregos que transpassam os pés, as mãos, as feridas que lhe cobrem os ombros, os insultos, as angustias, tudo isso está visivelmente esculpido no coração da Santíssima Virgem. No Coração das mães, também estão cravados os sofrimentos de seus diletos filhos. Como a Virgem Maria, as Mães têm seus sofrimentos e suas dificuldades. Confiemos nossas tribulações à Maria. Nas suas freqüentes aparições ela repete: “Orai, orai muito pela conversão dos pecadores! Fazei penitência!”
Devemos fazer o que ela nos pede.  São vários seus títulos e muitos tratamentos especiais. Podemos e devemos tratá-la com respeito e dignidade. Entre muitos, Santíssima Virgem Maria, Nossa Senhora, Mãe de Deus ou simplesmente MARIA.
A exemplo de Maria, mulheres, sejamos Mães com docilidade, paciência e serviço, tudo temperado com fartas doses de Amor para exercermos o dom nobre desta linda e especialíssima missão: MÃE!

Lourdinha Salles e Passos      JMJ

O Rosário: como rezá-lo bem (I)


quinta-feira, 19 de abril de 2012

A intercessão dos santos.......


A intercessão dos santos é um tema que gera muitas dúvidas.   Por isso, especialmente hoje, abordo aqui este assunto. O Catecismo da Igreja Católica diz: "Eles (os santos) não deixam de interceder por nós ao Pai, apresentando os méritos que alcançaram na terra pelo único mediador de Deus e dos homens, Cristo Jesus. Por conseguinte, pela fraterna solicitude deles, nossa fraqueza recebe o mais valioso auxílio" (CIC 956). O texto explica que Jesus Cristo é o único mediador entre Deus e os homens (1Tm 2,5). Todas as graças e milagres não vêm dos santos e sim de Deus. No livro "20 Passos para a Paz Interior" explico que na teologia existe o que chamamos de Mysterim Lunae. Ou seja, Maria e todos os santos brilham como a lua, pois não resplandecem por luz própria, apenas refletem a luz de Cristo. Portanto, não devemos ter receio de rezar pedindo a intercessão dos santos. A Igreja Católica deixa bem claro como devemos nos relacionar com eles. Ainda, no mesmo livro, explico os três tipos de culto: latria, que quer dizer adorar (é o culto reservado a Deus); dulia, que tem o sentido de honrar (especial aos santos); e o hiperdulia, que está acima do culto de honra, sem atingir o de adoração (este é reservado somente a Maria Santíssima, como Mãe de Deus). Que Deus nos abençoe e que Nossa Senhora e todos santos intercedam por nós, amém.
Padre Reginaldo Manzotti

quinta-feira, 12 de abril de 2012

E eis que Deus decide fazer novas todas as coisas (cf. Is 65,17)


Naquele belo poema que ouvimos na vigília pascal, o autor do livro do Génesis recorda-nos a obra da Criação e acaba-o contemplando: «Assim foram terminados os céus e a terra… No sétimo dia, Deus repousou de todo o trabalho por Ele realizado» (Gn 2, 1-2). É o shabbat, o dia do Senhor, o dia em que, segundo a antiga Lei, ninguém deveria trabalhar, «nem tu, nem os teus filhos e filhas, nem o teu escravo ou escravo… nem o estrangeiro que está dentro das tuas portas» (Dt 5,14). Todos somos chamados a parar, diante das maravilhas da obra do Senhor Deus. E eis que Deus decide fazer novas todas as coisas (cf. Is 65,17). Na sua bondade infinita, na sua misericórdia, perante o homem infiel e esmagado pelos seus pecados, Deus decide enviar o Seu Filho, o Verbo eterno, Jesus, Filho do homem e Filho de Deus, encarnado, morto e ressuscitado por nós e para nossa salvação. É um novo “primeiro dia”, em que Deus diz outra vez «Faça-se luz!» (Gn 1,3), não a luz que destruiu o caos inicial mas a luz sem fim, a luz que brilhará para sempre (cf. Ap 21,23). É a nova Criação que se inicia. «Este é o dia que o Senhor fez», diz o Salmo 118 (Sl 118-117,24) que cantamos ao longo de toda a semana pascal. Contudo, nesta nova Criação, nós não somos apenas a mais bela manifestação do poder do Criador («Deus viu que era muito bom», Gn 1,31), mas fazemos parte do projeto. «Corpo de Cristo» (1 Co 12,27), «mortos e ressuscitados» com Cristo (cf. Rm 6,4), somos também atores desta salvação universal. A liturgia oferece-nos cinquenta dias “dos nossos” para contemplarmos este “dia do Senhor”, para meditarmos e vivermos esta pertença – cinquenta dias de Páscoa! Animemo-nos uns aos outros para encontrarmos a nossa resposta pessoal a viver este apelo de anunciarmos a luz da Ressurreição, de nos tornarmos caminho de paz e de salvação para todos os homens e mulheres «por Deus amados» (cf. Lc 2,14).
Com os votos de um tempo pascal muito fecundo,
a equipe de Evangelizo em língua portuguesa

terça-feira, 10 de abril de 2012

Escolha a vida......


O Supremo Tribunal Federal está prestes a julgar uma das causas mais polêmicas que habitam seus escaninhos: o aborto de meroanencefalia (meros = parte), comumente denominado anencéfalo. E esta polêmica se justifica pelo fato de que este tema envolve aspectos médicos, jurídicos, sociais e culturais. Além disso, as decisões que aqueles que têm a responsabilidade de bem interpretar a “Constituição Cidadã” terão consequências na história, na compreensão do valor que uma sociedade dá à vida. Realmente é uma gravíssima situação.  Primeiramente, vale esclarecer que a anencefalia é caracterizada pela ausência dos ossos do crânio, com exceção do osso frontal, com má formação (ou ausência) dos hemisférios cerebrais.  A criança nasce com vida, contudo, há curta expectativa de vida extrauterina, embora se tenha notícias de maior durabilidade em alguns casos.  E aqui reside um aspecto relevante para a abordagem do assunto. O anencéfalo possui vida porque há atividade encefálica, atividade esta que deve cessar para que seja declarada a morte do paciente. Além disso, a criança portadora de anencefalia apresenta atividade respiratória, inclusive sem uso de aparelhos, o que reforça a caracterização da vida.   Dessa forma, a antecipação do parto de anencéfalos, como tratado no processo em trâmite no STF, se assemelha ao aborto porque se abrevia a expectativa de vida do nascituro. A propósito, outro aspecto importante é que o ordenamento jurídico pátrio atribui personalidade civil e direitos ao nascituro, como preceitua o Código Civil Brasileiro. Portanto, a legislação brasileira não permite que esses direitos sejam cessados por ato voluntário e arbitrário de quem quer que seja, sob pena de se sujeitar às sanções penais.  Na mesma linha corroborada pelo Código Civil, a própria Constituição Federal enuncia a vida como um direito fundamental, como esculpido no “caput” do artigo 5º. E é fato que nos casos de anencefalia há vida intrauterina, a qual, repise-se, não pode ser cessada ou abreviada por circunstâncias arbitrárias.  Também a Convenção sobre os Direitos da Criança reconhece a necessidade de proteção legal à criança, antes e depois do nascimento, amparando a vida intrauterina, característica nos casos de anencéfalos. Com efeito, a antecipação do parto dessa natureza se distancia da proteção à criança, de que trata essa Convenção.  Finalmente, é importante ressaltar que a curta expectativa de vida não permite se dispor dos demais direitos do anencéfalo, inclusive o direito à vida, como estabelecido pela Carta Magna. Dessa forma, por todos esses motivos, a antecipação do parto de anencéfalos se distancia de todas as bases e parâmetros sobre os quais foram construídas as normas que regem o Estado Democrático de Direito.  Mesmo sabendo que nem tudo aquilo que é legal é moral, colocamos diante da sociedade a preocupação com o direcionamento que tem sido dado à sociedade em certos tipos de legislação que, sem dúvida, terá consequências históricas em nossa cultura. A opção por uma cultura de morte ou de vida vai depender dessas decisões. Olhamos com carinho para as mães que sabemos acabam entrando nessa história levadas pelas pressões atuais, e acabam sofrendo muito mais com esse atentado em suas vidas.  Para nós, cristãos e católicos, será triste ver vencer uma cultura de morte justamente na semana da oitava da Páscoa, quando falamos e anunciamos exatamente o contrário – a vida que vence a morte!   Espero que uma história bem imparcial julgue, no futuro, os passos que hoje estão direcionando nossa sociedade. 

Dom Orani João Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro - RJ

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Páscoa é uma festa de família....



Que conceito bonito este de que a família é a Igreja doméstica:

"Em nossos dias, num mundo que se tornou estranho e até hostil à fé, as famílias cristãs são de importância primordial, como lares de fé viva e irradiante. Por isso, o Concilio Vaticano II chama a família, usando uma antiga expressão, de “Eclésia domestica”. É no seio da família que os pais são 'para os filhos, pela palavra e pelo exemplo... os primeiros mestres da fé. E favoreçam a vocação própria a cada qual, especialmente a vocação sagrada'” (Catecismo da Igreja Católica, n° 1656).
O lar cristão é o lugar em que os filhos recebem o primeiro anúncio da fé. Por isso, o lar é chamado, com toda razão, de “Igreja doméstica”, comunidade de graça e de oração, escola das virtudes humanas e da caridade cristã (Catecismo da Igreja Católica, n° 1666).
Os pais são os primeiros a transmitir a fé, os valores cristãos e universais e uma boa educação para os filhos. Pai e mãe são mestres da vida, pela palavra e pelo exemplo eles nos ensinam coisas que vamos levar para a vida toda, que irão influenciar as nossas escolhas e, principalmente, formar a nossa consciência do bem e do mal. Serão os primeiros catequistas, que, muito mais do que ensinar, irão transmitir pela prática, porque os filhos os verão fazendo.
Eu mesmo poderia dizer da minha mãe e da minha avó quando as via rezar o terço diante da imagem de Nossa Senhora: “Era uma santa ouvindo o que a outra santa dizia!” Meus pais imprimiram em mim muito mais do que traços biológicos e heranças hereditárias, qualidades e defeitos e o desejo de um futuro brilhante. Eles fizeram com que eu experimentasse o amor de Deus e a graça da fé. Quando ainda era criança, sem que eu entendesse, me deram um banho de Água Viva, que me fez nascer de novo e me enxertou em Cristo Jesus. Dando-me assim o Dom da imortalidade e a graça de pertencer a uma família muito grande: a Igreja!
Como explicar para as nossas crianças e jovens que, na Páscoa, o mais importante é a festa da vida que vence a morte? Que Cristo verdadeiramente foi morto numa cruz e que, por aceitar morrer assim, Ele nos libertou do pecado e nos salvou pela Sua Ressurreição? A Páscoa é uma festa de família, porque viver ressuscitado é saboroso como o chocolate, é cheio de vida como o ovo e é tão fecundo como um casal de coelhinhos. É preciso ter a coragem de celebrar a fé em família e ensinar o verdadeiro sentido de ser cristão. 
Celebrar a Páscoa é renascer com Cristo ressuscitado, é passar da morte para a vida, é vencer o pecado e a morte. É também celebrar a vida com o sabor de um ovo de chocolate e mostrar ao mundo que o cristão precisa ser como o coelho: fecundo em virtudes, amor e santidade. É arrumar uma ceia e acender uma vela para convidar os amigos e parentes para se iluminarem com a luz de nossa fé. Uma fé que nasce e renasce constantemente no seio de nossas famílias. É ser criativo e pedir ao Espírito Santo que grave em nossos corações a Graça e o verdadeiro sentido dos símbolos pascais:
O Círio Pascal: Representa o Cristo Ressuscitado, que deixou o túmulo, radioso e vitorioso. Na vela pascal ficam gravadas as letras Alfa e Ômega, significando que Deus é o princípio e o fim. Os algarismos do ano também ficam gravados no Círio Pascal. Nas casas cristãs é comum o uso da vela no centro da mesa no almoço de Páscoa.
O ovo, aparentemente morto, é o símbolo da Vida que surge repentinamente, destruindo as paredes externas e irrompendo com a vida. Simboliza a Ressurreição.
O Cordeiro: Na Páscoa da antiga Aliança, era sacrificado um cordeiro. No Novo Testamento, a vítima pascal é Jesus Cristo, chamado Cordeiro Pascal.
O Coelho: Símbolo da rápida e múltipla fecundidade da Igreja, que está espalhada por toda a parte, reproduzindo fiéis: há um número incalculável de filhos de Deus, frutos da Graça da Ressurreição.
O Trigo e a Uva: Simbolizam o pão e o vinho da Santa Missa e, por seu grande significado com a Trindade Santa, traduzem, por excelência, o símbolo Pascal. Para a ornamentação da mesa de Páscoa, nada mais indicado que um centro feito com uvas e trigo, entre cestas de pães e jarras de vinho.
O peixe é o mais antigo dos símbolos de Cristo. Se Cristo é o Grande Peixe, somos os peixinhos de Cristo. Isso quer dizer que devemossempre viver mergulhados na Graça de Cristo e na Vida Divina,trazidas a nós pela água do batismo, momento em que nascemos espiritualmente, como os peixinhos nascem dentro d’água.

Cristo ressuscitou, ressuscitou verdadeiramente ALELUIA!!!

FELIZ PÁSCOA!

Padre Luizinho.

Páscoa "Ressurreição de Cristo"...Vida Nova...


Estamos na Semana Santa, nos preparando para a Páscoa, a maior festa cristã. "Deus manifestou sua força em Cristo, quando ressuscitou dos mortos" (Ef 1,20). E é essa força que nos deve encher de esperança neste tempo de festa. Quando Jesus ressuscitou, Ele fez nova todas as coisas e refez toda a criação. O Catecismo da Igreja Católica diz que há um duplo aspecto no Mistério Pascal: por sua morte, Jesus nos liberta do pecado; por sua Ressurreição, Ele nos abre as portas de uma nova vida. Esta é, primeiramente, a justificação que nos restitui à graça de Deus. (CIC 654) Na força da ressurreição de Jesus devemos nos amparar e deixar de lado tudo em nossa vida que nos remete à morte, como um vício, por exemplo. E com Ele, viver a vida nova e em plenitude garantida pela Sua Paixão, Morte e Ressurreição. Que estejamos bem preparados para, nesta Páscoa de 2012, com Jesus, passarmos pelo Calvário e esperar a Ressurreição com a certeza da vitória.
Uma santa e abençoada Páscoa para você e toda a sua família. 
Padre Reginaldo Manzotti

terça-feira, 3 de abril de 2012

SEMANA SANTA..... Mas que Boa Nova é essa? Qual é o seu cerne?


No dia da Ascensão, Jesus ordenou aos seus discípulos que fossem e anunciassem a Boa Nova, o Evangelho – conforme a palavra grega que a Bíblia utiliza. Eis o que nós fazemos, com este serviço espalhado por todo o mundo e utilizando todos os meios que a tecnologia da informação põe ao nosso alcance.
Mas que Boa Nova é essa? Qual é o seu cerne?
O texto evangélico que será proclamado na vigília pascal dá-nos a resposta: «Ressuscitou: não está aqui!» (Mc 18,6).Com efeito, «se (como diz S. Paulo) Cristo não tivesse ressuscitado, então a nossa pregação seria vã, vã também a nossa fé… e nós seríamos falsas testemunhas de Deus» (1 Co 15,14-15).
Durante quarenta dias, preparámo-nos para viver mais uma vez esta «Boa Nova», não como uma proclamação litúrgica mas como uma verdadeira «novidade», capaz de mudar as nossas vidas. Os textos que escutamos durante o tríduo pascal mostram-nos um Jesus amando sem limites e sofrendo na sua carne até ao aniquilamento total. É esse mesmo Jesus que aparecerá a Maria Madalena e aos apóstolos, vitorioso, ressuscitado, Senhor.
«Disso nós somos testemunhas», dirão os apóstolos (At 3,15). Que Deus nos conceda a graça de o podermos dizer também a nós próprios, aos nossos parentes, aos nossos vizinhos, «a toda a criatura» (Mc 16.15).
Com os votos de uma Santa e Feliz Páscoa!
A equipa Evangelizo de língua portuguesa